Transformação Digital

Internet das Coisas: entenda como funciona o conceito que revoluciona a tecnologia

A tecnologia conecta os objetos e permite que eles se comuniquem entre si

Especial de Conteúdo
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Você já ouviu falar em Internet das Coisas? O conceito, que ainda é novo, está revolucionando a tecnologia e as suas aplicações estão chamando cada vez mais atenção. O IoT (da sigla em inglês 'Internet of Things') é considerado uma forma de resolver problemas, como explicou Paulo Victor Peixoto Noronha, Gerente de Soluções IoT da Oi, ao portal iBahia.

"Ela é uma linguagem para desenvolver projetos", afirma o especialista, que ainda explica como funciona o IoT. "Temos uma “coisa” que queremos saber alguma informação, uma forma dessa “coisa” de enviar dados, e um sistema que recebe esses dados, transforma em informação e permite que as pessoas ou as empresas tomem alguma decisão ou executem alguma ação."

Foto: Reprodução
Para o profissional, ela é uma grande possibilidade de usar a tecnologia para antecipar e interferir nos problemas eletrônicos. "A IoT, assim como tantas outras tecnologias, visam permitir mais facilidade no dia-a-dia das pessoas, automatizando tarefas, reduzindo custos e prevenindo perdas. Para as empresas, a IoT permite otimização operacional, atender melhor o cliente e até mesmo criar novos modelos de negócio", diz o gestor.

Basicamente, a Internet das coisas é a internet que conecta os objetos e permite que eles se comuniquem entre si, como câmeras de segurança, smart TVs, videogames, smartphones, iluminação, carros, entre outras coisas. Mas qualquer equipamento pode ser conectado a ela?

"A princípio os objetos que lidamos no dia-a-dia não tem conexão nativa com a Internet. Tipicamente temos que instalar sensores nessas “coisas” para capturar os dados que precisamos", garante Noronha. "Efetivamente ainda estamos na fase inicial de adoção de projetos IoT, mas a adoção deve começar a acelerar nos próximos anos", acrescenta ele.

O futuro e os seus desafios
Para o gestor, os profissionais dessa área possuem uma grande preocupação: a segurança nos projetos.

"Desde os sensores que precisam ser seguros para não serem violados, passando pelas redes que precisam ser seguras, monitoradas e protegidas, até as aplicações que precisam preservar os dados dos sensores e a privacidade das pessoas", afirma ele.

IoT em toda parte
Geladeiras interconectadas ao celular, lâmpadas com bluetooth, alarmes de incêndio a um toque de distância e máquinas de lavar que podem ser programadas à distância. Esses exemplos podem parecer distantes da nossa realidade, mas já estão no mercado e, inclusive, foram apresentados na Technology Radar”, que teve sua 18ª edição lançada, em março, na Austrália.

As aplicações desta tecnologia são muitas e em várias áreas. "Podemos falar de cidades inteligentes, com controle semafórico, gestão de vagas de estacionamento público, controle de frotas de coletivos para melhorar o trânsito. Na medicina, podemos falar de IoT para cuidado de pacientes crônico ou idosos que recebem medidores de temperatura, batimentos cárdicos, oxigenação, que enviam os dados para uma central médica e caso o paciente tenha alguma variação nos padrões que os médicos considerem relevante, o protocolo apropriado de atendimento é acionado", exemplifica o especialista.

Paulo Victor Peixoto Noronha, então, dá um exemplo de um funcionamento prático da internet das coisas. "Por exemplo, para um aparelho de ar-condicionado, podemos apenas querer saber se ele está ligado ou desligado. Para isso precisamos de um sensor simples. Podemos também querer saber a temperatura do ar para que possamos deixar o ambiente na temperatura ideal. Nesse caso, já teríamos que instalar ter um termômetro e um acionador do ar-condicionado", conta ele.

"Além de instalar os sensores, também temos que permitir a conexão destes sensores com a Internet e com o sistema que recebe e interpreta os dados. Essa conexão pode ser feita de várias formas. Numa residência podemos usar o Wi-Fi que temos em casa. Em ambiente externo pode ser usada uma conexão 3G/4G ou outra rede que seja mais adequada", explica o profissional.