Viver Cabula

Restaurante transforma culinária baiana em pratos saudáveis em Salvador

O lugar está localizado no sítio do chef Beto Pimentel, em meio a Mata Atlântica

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Um restaurante caseiro, que ganhou ares de alta gastronomia. Assim podemos definir o Restaurante Paraíso Tropical, situado na Rua Edgar Loureiro, nº 98B, no bairro do Cabula. O lugar está localizado no sítio do chef Beto Pimentel, em meio a Mata Atlântica.

O restaurante surgiu em cima de uma antiga rinha de galo, onde os frequentadores gostavam da comida dele e assim o Paraíso Tropical foi crescendo. Aliando o sabor da comida baiana com a busca de uma culinária mais leve, Beto conseguiu tornar o seu restaurante um dos mais comentados da cidade. Apesar de estar fora do circuito de turismo soteropolitano, a casa vive cheia.

Foto: Reprodução

Os pratos servidos na casa misturam mariscos, frutas e ervas exóticas, que são cultivadas em seu próprio pomar e horta orgânicos, que ficam no sítio, ao lado do restaurante. Agrônomo de formação, Beto acompanha o cultivo de cada fruto em seu pomar, que vão ser utilizados em suas receitas.

Aberto, o espaço aproveita a luz solar e promove um clima de aconchego ao ambiente. A decoração também é simples, mas sempre remetendo a natureza, com plantas e frutos tropicais. Algumas das mesas, localizadas em uma área externa, também são naturalmente sombreadas.

Receita diferenciada

Beto Pimentel gosta de brincar com as receitas clássicas da culinária baiana, transformando as receitas de dendê em pratos mais saudáveis. “Em vez de leite de coco, uso a água do fruto batida com a polpa fresca. No lugar do dendê, boto a fruta. Além de mais saboroso, o prato fica mais leve”, contou ele durante uma entrevista ao blog Boa Viagem, do Jornal O Globo.

Os pratos também são feitos com ervas amazônicas, como a vinagreira, e frutas tipicamente brasileiras, como a pitanga, o jambo e a pimenta biquinho. Já os sucos de fruta são servidos em forma de “frozen”, transbordando do copo, quase como sorvete.

As panelas, de barro em sua maioria, trazem às mesas pratos como moquecas, um misto de pescados grelhados (lagosta, camarão e polvo) servidos com várias frutas e uma travessinha de siri mole frito, passado em farinha de ovo, dentre outras iguarias. E, ao fim da refeição, há uma cesta de frutas colhidas no pomar que é mantido na chácara do chef, e é uma cortesia da casa. As frutas podem ser comidas no próprio restaurante ou levadas para casa. Aliás, há sempre um doce de banana dentro da cesta, enrolado com casca de bananeira.