Dá licença para o ônibus!

São Paulo sai na frente com a prioridade aos transportes públicos. Na folha on line de hoje a seguinte manchete:

“São Paulo ganha mais 23 km de faixas de ônibus a partir de hoje”

Segundo a matéria, “De acordo com a CET, as novas faixas fazem parte da operação “Dá
licença para o ônibus”, de prioridade ao transporte público. A mesma
operação restringiu a circulação de automóveis no largo 13 de Maio, em Santo Amaro (zona sul)… Com os novos trechos, a cidade chegará a 146,9 km de faixas
exclusivas em funcionamento pretendendo implantar 150 km até 2016″. Outra meta é  reduzir o tempo de viagem aumentando a velocidade média dos ônibus para 25 km/h que 2012, ficaram em torno de 14Km/h.

É fato que todos nós queremos um trânsito melhor. Desde que não tenhamos nenhuma mudança de atitude.

Recordo que quando implantamos a faixa exclusiva em Salvador as “queixas e revoltas” eram dirigidas aos motoristas de ônibus que ”invadiam” a faixa dos veículos. A interpretação equivocada  de muitos era que as faixas exclusivas teriam objetivo de “tirar” os ônibus do trânsito facilitando, é claro, as suas vidas (dos carros).

Enquanto não nos conscientizarmos de que não há solução de mobilidade centrada no transporte individual e de que, para muitas atividades e deslocamentos, teremos que deixar nossos carrinhos em casa e andar até o próximo ponto do transporte público, vamos continuar acreditando em Papai Noel.

Pra terminar, até que enfim, fumaça branca na chaminé, ainda que, com 30 anos de atraso. Habemus METRÔ!

Só não entendi o motivo da Prefeitura fazer questão de ficar com a moribunda Estação da Lapa, que, sem trocadilho, está em fase terminal.

 

 

 


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Por um programa de segurança do trânsito.

 

Redução de velocidade = redução de mortes

Mais uma vez, lamentamos acidentes fatais acontecidos em nossa cidade. Na semana passada envolvendo 2 jovens irmãos e ontem envolvendo 2 ônibus na via exclusiva doIguatemi, resultando em 5 mortos até o momento.

Ainda acreditamos no “nosso direito” ao prazer da velocidade alta nas vias urbanas.

A foto acima, de um seminário Volvo em 2011, ilustra os resultados dos estudos dos efeitos de redução/aumento das velocidades na Austrália.

Notem que reduzindo apenas 10% na velocidade 38% das mortes no trânsito deixariam de acontecer. Já o mesmo indice de 10% sendo aumentado, mataremos mais 54% de pessoas no trânsito. Teríamos mais chance de não chorar pelos 2 jovens irmãos mortos no Itaigara se existisse um sistema de controle e fiscalização de  velocidade funcionando, .

Sobre o acidente com os ônibus, como de costume a pergunta é: De quem é a culpa?

A resposta tem que ser no plural. Causas. Eventos de tragédias no trânsito, geralmente acontecem por uma série de fatores ou falhas sucessivas que neste caso é repetitiva.

Do começo. No século passado, foi projetado o sistema de transporte de Massa de Salvador - TMS,  para funcionar com veículos sobre trilhos chamados na época de bonde moderno ou  VLT.  Funcionariam em princípio, ligando as Estações da Lapa, Pirajá e  Iguatemi, com leito ferroviário nos canteiros centrais das avenidas Bonocô, ACM e Vasco da Gama,  onde também estariam estações de integração com outros modos de transporte. No meio do caminho, não se sabe ao certo os motivos, resolverm optar por ônibus articulados, da antiga empresa Ogunjá.  Com esta troca de modo, algumas questões ficaram mal resolvidas, dentre outras como exemplo, o dimensionamento da largura das faixas na pista de embarque/desembarque da Estação Iguatemi, que dificulta ou impossibilita a ultrapassagem dos veículos, atrasando toda a operação do transporte coletivo; outra questão é a quantidade excessiva de linhas, acarretando frequentes e longos congestionamentos na via que deveria, por princípio, garantir com segurança, boas condições de trafegabilidade.

Quando da decisão de mudança de modo (VLT para Ônibus),  o racional é que, pelo menos, os ônibus deveriam ter portas para acesso também pelo lado esquerdo, como é em todo lugar.  Atendendo aos interesses dos empresários de ônibus, com a alegação de não onerar as tarifas, adotou-se esta coisa de mão inglesa, em uma operação  de cruzamentos complicados e perigosos nas entradas e saídas da via exclusiva.

Adicione-se , falta de manutenção das vias, falta de fiscalização da velocidade, falta de infraestrutura para pedestres e ciclistas (fazendo com que usem a via exclusiva), e por último, condições precárias de trabalho, capacitação, fiscalização e acompanhamento do estado da saúde física e mental dos motoristas de ônibus.

O resultado é o que se vê. Acidentes graves com mortos e feridos sendo recorrentes e mais um ponto para desvalorizar o nosso já precário transporte público.  

Fonte : Correio on line


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Se essa moda pega….

Da forma como estão nossas calçadas, o judiciario vai ficar emprerrado com tanto processo!

Nossos buracos

“Pedestre é indenizada após cair em calçada irregular em São Vicente

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Prefeitura de São Vicente foi condenada a indenizar em R$ 3 mil por danos morais uma pedestre que quebrou o tornozelo após cair em uma calçada irregular na cidade, que fica a 65 km de São Paulo.

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a decisão de indenização por danos morais foi mantida em votação unânime realizada na 3ª Câmara de Direito Público mesmo depois de apelação da Prefeitura de São Vicente, que afirmou não haver buraco ou desnível no local.

Segundo o relator Marrey Uint, um pedreiro foi testemunha no caso e afirmou que a mulher havia escorregado na calçada porque o local não possuía antiderrapante e ainda tinha buracos. A testemunha disse que a pedestre levou quatro meses para se recuperar.

A mulher também exigiu indenização por danos materiais e estéticos, aos quais não foram acatados. Segundo o relator, a pedestre não comprovou devidamente os gastos e despesas com o acidente e a fratura não deformou o tornozelo dela de uma forma que resultasse em algum tipo de rejeição no ambiente social”.

Fonte Folha online cootidiano  28/03/2013 - 14h11″

Município do Rio é condenado em R$ 8 mil por queda de pedestre em bueiro

O Município do Rio de Janeiro foi condenado a pagar indenização, no valor de R$ 8 mil (R$ 5 mil por danos morais e R$ 3 mil por danos estéticos), a Felipe Teixeira de Jesus, por queda em buraco na via pública que ocasionou lesão em sua perna. A decisão é do desembargador Francisco de Assis Pessanha, relator do processo, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o magistrado, o município tem o dever de conservar as vias públicas e zelar pela segurança dos pedestres, no que diz respeito à prevenção de acidentes. “O ente municipal é responsável pela conservação dos logradouros e quando há omissão por deixar um bueiro danificado em via pública e, em conseqüência, alguém sofre queda e danos, é seu o dever de repará-los”, afirmou na decisão. O autor da ação conta que caiu num bueiro com a tampa quebrada em frente a sua casa, sofrendo um rasgo profundo em sua perna esquerda, o que lhe obrigou a ficar em repouso por 30 dias. 2009.001.64144

Fonte http://www.ambito-juridico.com.br


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Habemus Papa de ônibus. Alô alô ACM Neto e Aleluia.

Fonte: www.clarin.com

 

“Vaticano – Depois de ser  eleito, o Papa Francisco decidiu voltar ontem (13) de ônibus acompanhado dos demais cardeais da Capela Sistina para a Casa de Santa Marta – onde todos estavam hospedados para o conclave. O papa dispensou o carro oficial a que tem
direito.

Na Casa Internacional do Clero, o papa fez questão de pagar a conta referente ao período em que se hospedou no local. Bem-humorado, ele avisou aos cardeais que ia até o local
para quitar a dívida e pegar as malas. No jantar com os cardeais, o papa
mostrou seu humor: “Que Deus os perdoem”, disse ele, referindo-se ao fato de
ter sido eleito”.
Fonte:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-03-14/papa-francisco-fez-questao-de-andar-de-onibus-com-os-cardeais-e-de-pagar-conta-pela-hospedagem

Sempre achei que ao contrário dos jesuítas  que “ tem que ir onde ninguém consegue chegar” os dirigentes públicos “tem que ir onde o povo está”.

Para sentir o drama do transporte coletivo, das estações , do lixo, dos pontos de ônibus lotados, dos vendedores ambulantes e outras milongas mais.

Pra piorar, só quem anda de ônibus sabe disso,  existem os pregadores do buzu, que são os  ”religiosos” lhe  convencendo de que ele encarna a sua oportunidade de se livrar das labaredas do inferno.

Só pra ilustrar , sabem como começa o discurso? “Bom dia pessoal. Desculpe interromper o silêncio da sua viagem… O vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. …Isaías 55:1….” e aí começa um interminável discurso que termina, inevitavelmente pedindo dinheiro ou a compra de alguma coisa. E ai de você se der qualquer indício de impaciência…o veredito em público será dado:   ”está no rastro do malígno”.

Nada melhor para nosso gestores, incluindo o Prefeito e seus Secretários, seguir o exemplo Papal e pelo menos, uma vez por mês, sem avisar a ninguém, marcar um encontro em um ponto qualquer da cidade e pegar um ônibus qualquer. Seguir viajem e observar o que acontece, de preferência no horário do rush. Pra começar estação Pirajá às 6.30h da manhã. Estação Iguatemi às 18.30 também é um ótimo (?) ponto.

Sentirão o drama. Nada melhor do isso para entender o caos do transporte urbano de Salvador.

Mãos a obra Prefeito e secretários. Coragem e força com o exemplo e as bençãos de Francisco.

 

 

 


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Parem de andar de carro!

The Shard em Londres

“Londres inaugurou no fim do ano passado o maior edifício da União Europeia com 310 metros de altura, 110 mil metros quadrados de área útil e… 48 vagas na garagem! Não, este não é o número de vagas por empresa ali instalada ou por andar. É o numero total de vagas de garagem do The Shard.

Desde a primeira divulgação do projeto, o edifício tem sido matéria de muita discussão e controvérsia principalmente pela sua altura e impacto na paisagem de prédios baixos de Londres. Até por isto é muito interessante ler a entrevista dada pelo autor do projeto, o arquiteto italiano Renzo Piano, ao jornalista Steve Rose do Guardian: Piano diz que o The Shard é sobre contar uma história diferente que tira consequências da decisão de Londres por um cinturão verde, um limite físico claro, que sinaliza à cidade que se tiver de crescer deve crescer para dentro; uma comemoração de mudanças na ideia de que o crescimento das cidades deve acontecer por mais e mais construção na periferia; Piano disse também que as 48 vagas existentes no edifício que fica quase ao lado da Estação London Bridge, um importante centro de transportes públicos, querem dizer ‘parem de andar de carro’.

A ousada entrevista do arquiteto de 74 anos é digna de quem nos seus 30 foi um dos autores do projeto (também controverso) do Centro Pompidou de Paris. Mas fica nítido que esta ousadia foi dirigida e até inspirada pelas firmes determinações de planejamento urbano de Londres”

Enquanto aqui, continuamos a “defender” o direito de entupir a cada dia mais e mais o velho sistema viário com asfalto e mais asfalto. Tanta coisa importante a fazer e ainda há os que se preocupam com “cobrar ou não cobrar” estacionamento em shoppings centers. Os mesmos defensores da derrubada de praças, igrejas, monumentos, aterramento de praias ou lagoas áreas verdes, com asfalto, para sua majestade  o carro passar.

Como uma pergunta recorrente que me fazem vou de novo responder: mesmo sendo frequentadora de shoppings e obviamente gostar de utilizar o estacionamento de graça, sou plenamente FAVORÁVEL a cobrança dos estacionamentos.

Os motivos

1º Motivo: O Governo nada tem a ver com esta história. São ambientes da inciativa privada e como tal deverão ser regulados pelas leis de mercado. Se algum deles achar por bem promover algum tipo de franquia associado a valor de compras ou serviços será uma questão de marketing e de estímulo aos frequentadores.

2º motivo: A cobrança dos estacionamentos, certamente incentivará a utilização do cmomércio de rua, fortalecendo os centros antigos e comércios de bairro, cujos preços podem ser muito mais atraentes para os consumidores

Vale lembrar que Shopings Centers foram invenções do hemisfério norte, para atender aos subúrbios vazios e chiques,  onde nada existia. Ao contrário,  aqui foram implantados em áreas consolidadas que em muitos casos, mataram ou ajudaram a deteriorar e enfraquecer o comércio de rua, onde estão os pequenos comerciantes. Para quem não lembra, a Barra é o grande exemplo.

3º motivo: Ao governo cabe restringir o uso do transporte individual e o estabelecimento de uma política tarifária cara de estacionamentos só vem a contribuir com este fato. Repetindo: para o bem da cidade estacionamento tem que ser caro.

4º motivo: Oferta de vagas para estacionamento não é problema de governo. É problema de quem tem carro ou de quem quer cliente com carro. Eles que se resolvam e  busquem suas soluções.

O exemplo de Londres e do que está acontecendo na maioria dos locais civilizados do mundo deve servir como ponto de refelxão. Precisamos deixar de pensar em soluções individuais. O sonho da fuidez acabou.

Transporte público de qualidade e repensando o funcionamento da cidade, sem segregação urbanística  ou social.

O pior é que ainda insistimos a repetir os velhos erros do extinto BNH quando os conjuntos habitacionais foram jogados nas periferias sem nenhuma estutura de emprego, serviços comércio, lazer e infraestrutura.

Antes de jogar pedras, pense nisto.

Fonte: Delcio Rodrigues

http://www.antp.org.br/website/noticias/ponto-de-vista/show.asp?npgCode=AC8F4156-D0EF-4C0C-A8C9-EC15A08A9038

 

 

 


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História/Teatro com final infeliz, incompreensível, inaceitável.

“Deus Thor me chamou,Que felicidade,
Um brinde a cidade, é festa, meu bem”

Vítima Culpada ?

Foto Tasso Marcelo Agência Estado

1º Ato

Site Terra Por Guiliander Carpes RJ”

O filho do empresário Eike Batista com a ex-modelo Luma de Oliveira, Thor Batista, 20 anos, se envolveu em um acidente no km 101 da rodovia Washington Luís, na região de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na noite de sábado. O carro que ele dirigia atingiu e matou o ajudante de caminhão Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, que estava em uma bicicleta. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.Thor dirigia um modelo prata de Mercedes SLR McLaren – que acelera de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e tem velocidade máxima de 334 km/h, conforme o fabricante – com placas EIK-0063. De acordo com o inspetor do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Civil, o filho de Eike chegou a deixar o local, mas acabou retornando. Depois de ver o corpo do auxiliar atropelado, Thor passou mal.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Duque de Caxias. A família do ajudante já reconheceu o corpo e providencia a retirada. De acordo com policiais da 61ª DP de Xerém, que registraram o caso, Thor fez o teste do bafômetro, que comprovou que ele não havia ingerido álcool.

Os policiais ainda informaram que a documentação do carro e a habilitação do motorista estavam em situação regular. Mesmo assim, o carro chegou a ser recolhido para um pátio da Polícia Rodoviária Federal e liberado depois sob promessa do advogado de Thor de que o veículo não seria modificado e ficaria à disposição da polícia.

Com informações do JB Online.

2º Ato

Site Terra: 20 de Março de 2012•09h38 •

“O bilionário Eike Batista admitiu que o filho recebeu multas por excesso de velocidade. De acordo com reportagem do Jornal Nacional, Thor Batista, … recebeu 11 multas nos últimos 18 meses – correspondentes a 51 pontos na Carteira Nacional de Habilitação. …. O empresário garantiu, no entanto, que o filho não estava em alta velocidade no momento do acidente – o limite para o local, na altura de Xerém, em Duque de Caxias (RJ), é de 110 km/h. “Atire a primeira pedra o motorista que nunca tomou uma multa por excesso de velocidade”, disse ele em entrevista para a colunista Mônica Bergamo … no jornal Folha de S. Paulo.

… Para a coluna, Eike reafirmou que a imprudência no acidente foi do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos, que teria atravessado a via, na versão de Thor – testemunhas contam que o ajudante de caminhão foi atingido quando estava no acostamento.

 

Ciclistas fazem ‘bicicletada Thor’ em São Paulo

“O grupo afirmou que “ter dinheiro não deve significar impunidade a Thor”

foto Ricardo Matsukava – Terra

Todos somos Wanderson.

3º Ato

30 de Novembro de 2012•18h20 •

“O desembargador Sérgio Verani, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), não aceitou os embargos declaratórios apresentados pela defesa do filho mais velho do empresário Eike Batista e da ex-modelo Luma de Oliveira. Com isso, Thor Batista segue com a carteira de habilitação suspensa.

…A decisão ainda cabe recurso. A Justiça determinou no dia 17 de maio, dois meses após o atropelamento, a suspensão da habilitação de Thor, quando ele foi indiciado por homicídio culposo. Em outubro, a defesa tentou, sem sucesso, liberar a carteira de motorista do filho de Eike.”

4º  e último Ato.

22 de Fevereiro de 2013•09h43

“O filho do empresário Eike Batista, Thor Batista, recuperou o direito de dirigir após a Justiça revogar a medida cautelar que suspendia a carteira de habilitação dele. Thor é acusado de homicídio culposo do ciclista Wanderson Pereira dos Santos, em março de 2012, no Rio de Janeiro. A Justiça também decidiu excluir do processo o laudo que apontava que o acusado dirigia a 135 km/h no momento do acidente, segundo o jornalFolha de S. Paulo.

Os advogados de Thor pediram a exclusão do laudo e alegaram que o documento foi apresentado sem o conhecimento prévio deles, na audiência do dia 13 de dezembro do ano passado. Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli haviam constatado que Thor dirigia a mais de 110 km/h, que é a velocidade máxima permitida naquele trecho da rodovia Washington Luís”.

Fonte Terra

Viva  (in)justiça Brasileira. Por estas e outras continuaremos a ser recordistas em mortes no trânsito.

Vida  para Thor!

Morte para Wanderson!

Deus Thor me chamou, Que felicidade,
Um brinde a cidade, é festa, meu bem ( Samba enrredo 2013 unidos da Tijuca- Desceu num raio é trovoada)

Thor O deus trovão


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Lá em Londres é assim.

Faixa de pedestres em Londres. Fonte google maps

Lá em Londres, seguindo a tendência europeia ,  está havendo um substituição das faixas zebradas de pedestres por discretas linhas pontilhadas no chão.

Em 2001, quando fui a Suécia, obtive a informação de que em alguns locais a faixa de pedestres estava sendo suprimida; O motivo: Por acreditar tanto na eficácia da faixa de pedestres,algumas pessoas não se davam ao trabalho de olhar para conferir se vinham  carros. Aconteceram uns 1 ou 2 atropelos o que foi motivo para repensar a estratégia  da colocação de faixas. Primeiro mundo  é outra coisa.

“Segundo o jornal “The Guardian”, mais de mil faixas horizontais sumiram da
paisagem britânica entre 2006 e 2010. No último ano, elas já haviam sido
reduzidas a 51% do total de travessias na cidade, de acordo com a Transport for
London.”

A mudança é aprovada por engenheiros de tráfego e representantes de entidades de
defesa dos pedestres.

A substituição das zebras é um exemplo de avanço na gestão do trânsito e dá mais
segurança a quem anda a pé”, diz Mark Bunting, porta-voz da ONG Conselho
de Segurança das Ruas de Londres”.

Aqui no Brasil ainda ”pegou” a cultura do respeito ao Pedestre na faixa e, é claro, fora dela também. Nossos índices mostram a cara do nosso sub desenvolvimento.

Comparativo de mortes  SP e Londres. Fonte Folha online

Porém não só a educação no trânsito vem contribuindo para a redução da mortalidade no trânsito na Europa.  Outras questões bastante difundidas e que vem contribuindo para a redução das mortes no trânsito são a redução das velocidades nas vias urbanas- máximo em 50Km/h,  e a travessia em duas etapas. Na foto do google,  podemos conferir pequenos canteiros no centro da pista com dispositivos luminosos que chamam a atenção dos motoristas. Servem de proteção aos pedestres fazendo com que cada fase da travessia seja feita com mais segurança.

Medidas simples que funcionam. Aqui, se adotadas,  poderiam resultar em redução das fatalidades no trânsito . É só querer.

Fonte: ttp://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1221451-educacao-no-transito-reduz-mortes-em-londres-sp-nao-atinge-meta.shtml

 

 

 

 

 

 

 

Segundo
o jornal “The Guardian”, mais de mil faixas horizontais sumiram da
paisagem britânica entre 2006 e 2010. No último ano, elas já haviam sido
reduzidas a 51% do total de travessias na cidade, de acordo com a Transport for
London.


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Um dia de cão. Consequência do Ambiente Urbano?

Sempre que acontece um evento estúpido como o da última semana, quando em um acesso de loucura, Jocival Pinto, um motorista de ônibus se transformou em uma besta humana e imprensou deliberadamente uma família na estrada do Côco, trazendo consequências gravíssimas para as vítimas, dentre as quais uma mulher grávida e também a ele próprio, onde acabou com sua profissão ( assim esperamos) e provavelmente com outras oportunidades de tocar a sua vida normalmente.

Vítima da Estupidez

Não tenho preconceito contra motoristas de ônibus, nem acho que eles sejam potenciais assassinos ou malfeitores. Pelo contrário, aprendi a admira-los, quando promovemos diferentes formas de abordagens de educação para o trânsito e pude constatar, as duras condições de trabalho a que são submetidos, seus altos graus de estresse e, ainda assim, o amor pela profissão onde procuram dar o melhor de si.

No site do Parque Ecológico Visão Futuro, que habitualmente frequento, encontrei um artigo publicado em The  Lancet , por   Carlos  Henrique   Fioravanti,  Vol.  379,  de  2/06/2012, bastante esclarecedor.

Segundo o artigo, os 20 milhões de habitantes da Grande São Paulo –   vivem diariamente com severos congestionamentos de trânsito e correspondente poluição e ruído, afora as altas taxas de violência urbana, o que se constitui em “boas” razões para sentirem-se altamente estressados..

Segundo  o mesmo artigo, pesquisas recentes da OMS – Organização Mundial da Saúde, indicam 30% dos 5.037 adultos entrevistados em SP, relataram ter apresentado alguma desordem mental no último ano, e diversos níveis de severidade, o que representa cerca
de cerca de 7 milhões de pessoas com algum  transtorno mental, resultando na mais alto índice entre os 25  países pesquisados

Somente 8,7% dos entrevistados com uma desordem ativa, recebeu  tratamento e apenas 30,2% dos casos severos estavam sendo assistidos por algum   tipo de serviço de
saúde, o que segundo Laura Andrade, professora da Escola de Medicina da USP,e coordenadora do levantamento no Brasil. “é muito menos do que nos  EUA,  onde   25% de todas as pessoas que estão sofrendo por desordens mentais são tratadas… O Sistema de saúde público é desarticulado e os clínicos gerais não  são bem treinados para identificar uma desordem mental”,

Ainda segundo ao artigo,  especialistas  argumentam que enfermeiras e agentes comunitários de saúde deveriam ser treinados para identificar as desordens comuns como essas e prover o tratamento médico. “Precisamos traduzir essas nossas descobertas em melhores serviços de saúde pública”, diz o Dr Jair Mari, professor da UFSP,  e do Kings    College no Reino Unido. “Saúde mental deveria estar na agenda pública em qualquer cidade”.

A alta  prevalência   de desordens mentais pode ser por causa das estressantes
vidas das pessoas numa  metrópole. “Quanto menos espaços verdes nas cidades, maior o risco de    haver  depressão e     outras desordens mentais”, comentou Sandro Galea, da
Universidade de   Colúmbia, Nova Iorque, EUA, em um encontro sobre saúde mental em São Paulo no início deste ano. Ele alertou que a exposição ao mais alto nível  de tráfego está associada com o aumento do risco de desordens como  esquizofrenia. “Precisamos repensar o efeito  do ambiente urbano na saúde mental e  identificar pessoas  com baixos e altos riscos”

Não tento daqui justificar o ocorrido nem diminuir a gravidade do caso. E também não basta o anúncio da demissão do motorista

Há de se observar que em Salvador índices semelhantes, senão piores do que os verificados em SP devem estar acontecendo.  Eventos de desvario, envolvendo motoristas de ônibus tem sido recorrentes. No ano passado, tivemos notícia de um que tentou jogar o ônibus dentro do dique, outro que tentou arremessar um ônibus de um viaduto, fora as agressões para outros motoristas  ou passageiros e pedestres.

A situação tem se mostrado grave e a pergunta é: o que os dirigentes das empresas, os órgãos gestores de trânsito e de transportes, de promoção da qualidade da vida urbana e  ainda os organismos de saude pública, tem feito para evitar a repetição destes fatos hediondos?

 

Para ver o artigo completo:

http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(12)60880-0/fulltext

fonte:

http://www.visaofuturo.org.br/informativo/informativo.html

Barbárie

Foto: http://www.correio24horas.com.br/noticias/

Renato Oselame


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Risco de atropelos no circuito Barra Ondina.

Perigo 1

Denunciado no ano passado, o GRAVE problema  de  segurança do trânsito dos pedestres no circuito Barra Ondina, em função da instalação dos camarotes , volta a acontecer.

Perigo 2

Local de grande circulação de trabalhadores, praticantes de caminhada ou corridas, moradores e turistas, a situação ali encontrada é no mínimo PREOCUPANTE.

Acidente em Ondina

Problemas agravados pela péssima situação das calçadas e da má solução da conversão à esquerda, após uma curva, palco de frequentes e graves acidentes.

Perigo 3

Evidentemente a atual adminstraçãomunicipal pegou o barco andando, no que se refere a autorização da instalação dos camarotes como hoje acontece. Considerando as preocupações  e ações da Secretaria de Transportes e Urbanismo, já implantadas na Barra no início da nova gestão, seria bom uma visita ao local, no sentido de reduzir as possibilidades dos desastres.

Para amenizar a situação atual, sugerimos a recuperação das calçadas, implantação de dispositivos de canalização de tráfego para os pedestres, sinalização de advertência e redução da velocidade regulamentada. Outra necessidade é a colocação de redes de proteção durante as instalações e desmontagens dos camarotes,  para evitar queda de ferramentas ou materiais de contrução sobre a cabeça dos transeuntes, fato que presenciei no ano passado no ponto de ônibus de Ondina e que por pouco não vitimou uma pessoa.

Perigo 4

E para o próximo ano, uma avaliação e revisão de critérios de exigências para a instalação de camarotes. A médio prazo reestudar a perigosa conversão para a via marginal da avenida Oceânica.

A ação é importante para evitar acidentes do tipo atropelos e acidentes de veículos, que são recorrentes na área, também já noticiados por este blog.

No mais, desejo boa sorte aos novos administradores e que não esqueçam de ouvir a população de Salvador, colocando sempre a segurança do trânsito em primeiro lugar.

 

 

 

 

 

 


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Barra antes e depois.

Barra antes - Marques de Leão

Barra depois ( Marques de Leão)

O prefeito eleito declarou através da imprensa,  que a Barra  é um dos locais onde pretende realizar suas primeiras intervenções, implantando calçadas mais largas, área para cooper, sentido único na orla etc.

Vou daqui, desencavando meus alfarrábios digitais para contribuir com a iniciativa.

Bom lugar para começar visto que a Barra é frequentada por gente de todas as classes sociais para as mais diversas atividades e interesses, que vão além de residência,  esportes, trabalho, serviços, banho de mar, turismo ou ainda de pessoas que vão alí simplesmente para ver o mar, surfar no barravento, aplaudir o por do sol do Farol ou do Porto,  comer um acarajé, conversar sobre motos, jogar conversa com Sergio comendo a moela do habeas, a lambreta de Celi, o bolo de laranja de Dona Xícara,  a pizza dos 4 Amici, etc, etc etc

Em 2007 quando Jan Gehl, escritor, arquiteto e catedrático de desenho urbano da escola Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes, aceitou o meu convite para vir a Salvador proferir palestras, trouxe uma nova luz,  para os auditórios superlotados de interessados nos sistemas urbanos incluindo os estudantes de Arquitetura.

Gehl, cuja maior preocupação é dar vida as ruas e centrar a preocupação nas pessoas ( e não nos carros), nos ensina em seu livro “La Humanización del Espacio Urbano”;

“A vida da rua se reduz drasticamente quando as estabelecimentos pequenos e atrativos são substituídos por grandes. Em muitos locais, se pode ver como a vida nas ruas tem diminuído radicalmente quando postos de gasolina, concessionárias de veículos, praças de estacionamentos, tem criado espaços vazios no tecido da cidade, ou quando se transferem para alí, peças passivas como escritórios e bancos.

Pelo contrário, existem exemplos de desenho cuidadoso em locais em que não se aceitam os espaços vazios, e onde as peças grandes estão situadas atrás ou em cima das pequenas. Só as entradas a todas as funções e atividades mais interessantes ocupam espaços nas fachadas. Em princípio fica evidente, por exemplo, nos cinemas , onde só se colocam na rua a entrada com seus anúncios, enquanto que a sala propriamente dita está bem escondida em algum lugar atrás. Esta deveria ser a solução habitual quando se fosse implantar instituições bancárias ou de escritórios nas ruas das cidades”.

Reforçando vamos ver o que nos diz Jane Jacobs em seu clássico livro-  Morte e vida das grandes cidades:

“Atualmente, todos os que prezam as cidades são incomodados com os automóveis.

As artérias viárias, junto com estacionamentos, postos de gasolina e drive-ins, são instrumentos de destruição urbana poderosos e persistentes. Para lhes dar lugar, as ruas são destruídas e transformadas em espaços imprecisos, sem sentido e vazios para qualquer pessoa a pé…..

É questionável que parcela da destruição provocada pelos automóveis nas cidades deve-se realmente às necessidades de transporte e trânsito e que parcela deve-se ao puro descaso com outras necessidades, funções e usos urbanos. Como os planejadores urbanos que não conseguem pensar em outra coisa que não projetos de renovação, porque desconhecem quaisquier outros princípios respeitáveis de organização urbana, da mesma maneira os construtores de vias públicas, os engenheiros de tráfego e, mais uma vez, os urbanistas não conseguem pensar no que realmente podem fazer, dia a dia, a não ser solucionar congestionamentos quando acontecem e aplicar a previsão que tiverem a mão sobre como movimentar e estocar mais carros no futuro”

Então, de acordo com o que dizem os mestres a recuperação urbana passa, além de um bom projeto, pela revisão da suas políticas de uso e de ocupação do solo urbano.

Vejamos o (contra) exemplo da orla da Barra. Um percurso menor do que 500m entre o Farol e o Barra Center na Avenida Oceânica e Marques de Leão podemos contar os seguintes bancos ocupando grandes extensões das ruas,  senão quadras inteiras.

São eles:    Itaú, Caixa Econômica, Citibank, Santander e Bradesco, sendo que um deles está de costas para a orla. Tem ainda um centro de distribuição dos correios, igualmente de costas, com o agravente de ser um órgão de funcionamento interno. Tem também um estacionamento além de grandes escritórios e imobiliárias. Postos de gasolina temos 2, sendo um no Farol (por acaso alguém acha que este é um lugar adequado para posto de gasolina ????) e outro no cruzamento da Marques de Caravelas com M. de Leão.

Se Jacobs estiver certa temos aí vários “instrumentos de destruição urbana poderosos e persistentes”.

Quem tiver dúvida de que a teoria de Jane relamente funciona, é fácil de comprovar.

Dê uma caminhada de 500 m,  após as 18 horas saindo do Farol em direção ao Barra Center  pela Marques de Leão e voltando pela Oceânica.

Na metade do trecho, ou seja nos primeiros 250m, a profusão de bares e restaurantes, residências e pequenos comércios, apesar da desorganização, nos dão a impressão de rua viva e animada  onde vemos muitas pessoas se apropriando dos espaços públicos. A partir daí, o isolamento é total. Como aqui se diz:  dá mêdo. Rua deserta, morta, cujas atividades dos bancos e escritórios foram fechados, após as 17 ou 18 horas.

Nada contra estas atividades, mas as perguntas são: o que faz um centro de distribuição dos Correios na orla da Barra?

E a área (morta) do estacionamento onde uma vez por ano são armadas as traquitanas do carnaval  de Daniela Mercury que infernizam os vizinhos durante as montagens e desmontagens?  Será que precisa ficar assim mesmo?

Será que os Correios, a Caixa e o Itaú, que financiam um monte de projetos, não poderiam abrir mão de grande parte dos seus térreos para alí implantar, pelo menos, os seus centros culturais?

Então além de mudanças no trânsito e na revisão do sistema de transportes da Barra, desestimulando o tráfego de passagem , é preciso que o novo Prefeito, que vem com todo o gás, tome conta do uso das ruas para que o seu projeto tenha pleno êxito.

Pra esquentar a conversa seguem abaixo, outros exemplos de intervenções que propomos para algumas áreas da cidade seguindo os conselhos do mestre  Jan Gehl.

Comércio antes

Comércio depois, com integração da praça com a Associação Comercial

 

Baixa dos Sapateiros antes

Baixa dos Sapateiros para pessoas

É isso aí gente.

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