E. C. Bahia

Bahia cede gol nos acréscimos e empata em casa com o São Paulo

Gol do empate em 2x2 saiu aos 47 minutos, depois do Esquadrão perder chances de ampliar

Vitor Villar, do Correio 24 Horas (vitor.villar@redebahia.com.br)

O Bahia mostrou, neste domingo (13), que precisará mostrar algo mais para garantir os pontos disputados na Fonte Nova na Série A. Diante do São Paulo, perdeu gols justamente na reta final e saiu com um empate em 2x2, com o gol do time paulista nos acréscimos e um imenso gosto de derrota.

Edigar Junio fez os dois do Esquadrão, o primeiro de pênalti aos 11 minutos e o outro aos 38 do primeiro tempo. Tréllez havia empatado aos 30 da primeira etapa e Shaylon definiu o placar. Com o empate, o Bahia vai a cinco pontos, e fica virtualmente em 16º na tabela. O Santos enfrenta o Paraná ainda neste domingo e pode passar o Esquadrão em caso de vitória, empurrando o time para a zona de rebaixamento. O tricolor volta a campo no sábado (19), contra o Palmeiras, às 21h, fora de casa.

Foto: Mauro Akin Nassor / CORREIO

Teve de tudo

O primeiro tempo foi movimentado. O Bahia não começou com a mesma intensidade dos jogos contra o Santos e o Atlético-PR. Por outro lado, a dificuldade de marcar foi vencida logo de cara. Com nove minutos de jogo, Zé Rafael entrou na área pela esquerda e foi atropelado por trás por Hudson. Edigar Junio cobrou no canto, Sidão tocou nela, mas não adiantou.

O Bahia continuou trocando passes, e quase aumentou logo depois. Aos 16, Elton cruzou da quina da área e Zé Rafael desviou no lado esquerdo, de primeira, de voleio. A bola foi na trave. Mas o Bahia também sofreu na defesa. Aos 19, Lucas Fernandes fez fila e deixou Nenê cara a cara com Douglas. Ele driblou o goleiro, mas perdeu o equilíbrio e Everson bloqueou o chute.

Aos 30, o São Paulo empatou. Nenê recebeu de Hudson na intermediária e tocou por elevação para Tréllez. O atacante ex-Vitória chutou de primeira, direto para o gol. O empate veio num momento em que o São Paulo atacava mais. O tricolor baiano mostrava dificuldade de manter a posse da bola no campo ofensivo. Até por isso, o segundo gol do Bahia saiu numa jogada inesperada. Aos 38, Elton lançou a bola no ataque e Elber ajeitou de cabeça. Edigar pegou de primeira com muita fecilidade, tirando de Sidão.

Abaixo

O Bahia voltou para a etapa final bem abaixo do esperado. O time recuou muito e não conseguiu acertar as transições para incomodar o São Paulo no contra-ataque. Por isso, o tricolor paulista ficou mais confortável para tocar a bola no campo de ataque.

Aos seis, Lucas Fernandes aproveitou rebote da zaga e chutou raspando a trave. Seria a melhor chance do São Paulo. Apesar de ocupar o campo de ataque, o time não conseguia entrar na zaga do Esquadrão, bem defendida por Lucas Fonseca e Everson. A partida ficou truncada, com faltas e paralisações.

As melhores chances da reta final acabaram sendo do Bahia. Aos 25, depois de escanteio desviado pela zaga do São Paulo, a bola sobrou para Zé Rafael, que cruzou, e Everson, embaixo da trave, chutou para fora. Depois disso, foram diversas chances em contra-ataques, algumas como vantagem númerica do Esquadrão. Mas a equipe errava passes bobos, domínios e tomava decisões erradas, perdendo a chance de matar o jogo. Aos 43, Kayke recebeu na área, cara a cara com Sidão, mas o goleiro salvou com o peito.

Isso tornou o empate do São Paulo ainda mais doído. Pouco depois de Kayke perder outra chance ou até a oportunidade de fazer o tempo passar, saiu o empate. Aos 47, Shaylon recebeu sozinho na intermediária, chutou de fora da área e acertou o ângulo de Douglas. A velha máxima: quem não faz, leva.