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Publicada em 12/04/2011 às 14h33. Atualizada em 12/04/2011 às 14h33

Waldir Santos dá dicas para passar em concurso público


O advogado e ex-Procurador do Estado é um dos palestrantes da Feira de Concursos, que acontece de 15 a 17 deste mês, no Centro de Convenções



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Quem não quer passar em um concurso público, garantir estabilidade financeira e fazer o que gosta? Essa tarefa não é tão fácil, mas pode se tornar simples se o "concurseiro" tiver foco e uma boa metodologia. Para começar, o candidato precisa, além de focar em sua área, testar seus conhecimentos e possibilidades em outras seleções que não estão na moda.  "Não é difícil passar em concurso, difícil é passar no concurso que você faz, pois são os mais difíceis e concorridos", completa Waldir Santos, advogado, ex-Procurador do Estado.


Prestar seleções para testar conhecimentos auxilia no caminho a ser seguido para conseguir a aprovação na área que deseja. Porém, muita gente evita fazer isso por medo de não conseguir ser aprovado e se passar por incompetente para a família e os amigos, deixando o emocional abalado. Segundo Waldir, a pessoa não pode é tornar o hábito de estudar um sacrifício e isso não pode concorrer com suas outras atividades, inclusive do lazer. Confira abaixo a entrevista completa com o palestrante que estará na Feira dos Concursos, na sexta (15), no Centro de Convenções.


waldir_santosiBahia - Existem técnicas que podem melhorar no aprendizado? Quais?


Waldir - Existem métodos de estudo que facilitam a compreensão e o conhecimento. Isso me surpreende muito,  principalmente, quando eu faço palestras e me dirijo aos grupos de pessoas experientes em concursos públicos, e observo que elas não utilizam métodos de estudo. As pessoas se comportam, diante de um material de estudo para concurso público, da mesma forma que se comportavam no colégio. Elas leem, releem, fazem o exercício e acham que isso é um método de estudo. Outras grifam ou fazem resumo, sempre de forma pouco proveitosa por falta de técnica. Existem técnicas em grupo que podem transformar cinco horas de estudo em vinte horas de aproveitamento. Geralmente, as pessoas se reúnem, cada um com seu material na mão e o que acontece é que um fica atrapalhando ou outro. Normalmente, as pessoas procuram estudar com quem sabem mais para aproveitar o conhecimento do colega e ter uma espécie de banca de reforço gratuita. E essa não é maneira correta. É preciso saber escolher as pessoas com quem vai estudar, nem quem sabe mais ou sabe menos que você, pois há um desnível de conhecimento e alguém não vai acompanhar e será pouco proveitoso. O ideal é dividir tarefas para o grupo, como separar trechos do material a ser estudado para que cada um leia, assimile e tente explicar para os demais. Como todos possuem o mesmo nível, será uma linguagem compreensível. Mas não fique esperando que o colega dê aula e que ele vai te ajudar a ser aprovado.


iBahia - Quem deixa de trabalhar para estudar para concursos públicos tem mais vantagens do que quem trabalha? É realmente necessário deixar de trabalhar para estudar ou dá para conciliar o tempo?


Waldir - Deixar de trabalhar acaba sendo prejudicial na maioria das vezes. Só é conveniente deixar de trabalhar quando você atingir um determinado patamar de conhecimento e um grau de envolvimento com os estudos, que você vai aproveitar integralmente o tempo disponível e,  caso o concurso tenha um extremo grau elevado, como por exemplo, auditor fiscal da Receita Federal. Nestes casos é necessário, pelo alto nível da concorrência, que as pessoas se dediquem um pouco mais, mas não necessariamente a pessoa vá precisar parar de trabalhar. Ela pode conciliar, reduzindo sua carga de trabalho, aproveitando bem suas horas de folga, finais de semana e turnos livres. O problema de parar de trabalhar é que a pessoa cria uma expectativa e autocobrança muito grande, além da pressão da família e dos amigos. Isso é muito prejudicial. A maioria das pessoas que passa em concursos trabalha, pois quem está desempregado nem sempre possui recursos para comprar material ou pagar um curso. Tendo muito tempo livre, a pessoa aproveita bem menos do que quem não tem, essa valoriza cada momento.


iBahia - Quantas horas são suficientes para estudar?


Waldir - Qualquer pessoa que responder isso vai cometer um grande erro. Será que essa resposta se encaixa para um iniciante ou para quem já prestou vários concursos? Será que a mesma resposta serve para quem tira 90% ou para quem tira 20% de acertos em um simulado? Será que serve também para quem não utiliza métodos de estudo ou será que serve igualmente para que vai prestar concursos para merendeira e para auditor fiscal da Receita? Sabemos que a merendeira, socialmente, é mais importante. Mas o cargo de auditor é muito mais disputado e mais procurado. Já vi pessoas determinarem que quatro horas são suficientes, mas para quem está respondendo isso? Você deve estudar tantas horas quanto você possa, desde que isso não ofenda a sua saúde e desde que isso seja produtivo. E para ser produtivo você precisa fazer exercícios, simulados e avaliações periódicas. O 'concurseiro' que pergunta quanto tempo deve estudar está querendo escutar o tempo mínimo possível e transferir a responsabilidade da aprovação para quem respondeu.


iBahia - Muita gente decide prestar concurso depois de ter passado por decepções ou frustrações no trabalho. Isso pode ser um incentivo a mais na hora de se dedicar para prestar o processo?


Waldir - Conheço pessoas que obtiveram bons resultados depois de frustrações  e isso é um fator que determina a escolha, mas não necessariamente determina a aprovação. Mesmo sem essas decepções você pode ter uma boa produtividade nos estudos através de metodologias e não por meio de raiva. O querer demais, às vezes, gera uma cobrança prejudicial.


iBahia - É válido prestar concurso apenas para obter experiência?


Waldir - É sim. O valor que você gasta prestando concurso [com a inscrição] é melhor aproveitado do que você comprar uma apostila de má qualidade ou assistir aulas que não sejam proveitosas. Experimentar concursos prepara, quando o assunto é controle emocional, e, principalmente, direciona o que estudar.


iBahia - Quem tem ensino superior é recomendável se inscrever apenas na sua área? Ou todas estão valendo?


Waldir - Quando a área oferta muito concurso é bom você ficar só na sua profissão. Direito é um caso. Para  alguém que fez turismo, é bom diversificar. Em um concurso para essa área cai muito direito administrativo, direito constitucional, português, matemática, informática e isso serve para outros concursos. Ao invés de ficar dois ou três anos aguardando um concurso em Turismo, você pode fazer outro, mesmo que queira trabalhar na área, e terá uma condição financeira para melhor se preparar. Uma pessoa da área de jornalismo me disse que um inciante ganha entorno de R$1.500. Daí eu perguntei: caso ele passasse para a função de analista administrativo de algum órgão público, ganhando R$3, se não iria para ficar aguardando uma oportunidade em jornalismo? Dá para procurar dentro desse órgão se há possibilidade de trabalhar como jornalista ou em suas horas livres se dedicar ao empreendedorismo na área que mais gosta.


iBahia - Existe uma fórmula para ser aprovado mais rápido?


Waldir -Existe. Se você colocar no Google "concurso público fórmula mágica" você vai encontrar milhares de ocorrências dizendo:  'todos sabemos que não existe fórmula mágica para passar em concurso'. Você vai encontrar isso em todos os lugares. Eu acho que existe sim, tanto que escrevi um artigo chamado "Fórmula mágica para a aprovação". Não é passe de mágica, fórmula é uma receita e um conjunto de atitudes e mudança de postura, pois todo mundo tem quer mudar um pouco para conseguir um resultado diferente. No texto, eu listo 11 medidas que você adota e pode aumentar a quantidade de acertos no simulado, aprende mais no estudo e eu acho que isso é uma fórmula mágica.





Tags: feira de concursos, concursos, Waldir Santos, Metódos
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