50 Tons de Cinza

Anastasia Steele (Dakota Johnson) é uma estudante de literatura de 21 anos, recatada e virgem. Uma dia ela deve entrevistar para o jornal da faculdade o poderoso magnata Christian Grey (Jamie Dornan). Nasce uma complexa relação entre ambos: com a descoberta amorosa e sexual, Anastasia conhece os prazeres do sadomasoquismo, tornando-se o objeto de submissão do sádico Grey.
[Sinopse]

Convenhamos, √© uma tarefa √°rdua fazer um filme para massas, nos Estados Unidos, focado prioritariamente¬†no tema sexo, de que se espere a bilheteria de um blockbuster. O pessoal ianque tem um monte de quest√Ķes e n√£o-me-toques em rela√ß√£o ao assunto que praticamente inviabilizam a tarefa acima.

√Č mais um produto de consumo r√°pido como tantos outros que tem aparecido cada vez mais na programa√ß√£o, n√£o √© nenhum tratado sobre romance ou sexo. Nasceu de um best seller da literatura, mas de caracter√≠stica bem novelesca e rasteira, tocando num ponto pouco explorado, focando num nicho bem amplo e sedento por novidades.¬†N√£o deixa de ser uma varia√ß√£o das cl√°ssicas com√©dias rom√Ęnticas, uma reimagina√ß√£o da princesa que encontra seu pr√≠ncipe encantado, s√≥ que ele tem alguns gostos, digamos, peculiares.

O filme tem¬†diferen√ßas em rela√ß√£o ao livro, algumas inerentes da pr√≥pria transposi√ß√£o para cinema, outras relacionadas a p√ļblico-alvo e classifica√ß√£o de censura do filme.¬†Tem um Cristian atenuado na domina√ß√£o f√≠sica e psicol√≥gica, muito mal escalado e interpretado por uma ator que as mulheres n√£o acham t√£o foda, e os homens acham um coxinha, e ainda que a Anastasia do filme seja bem menos relutante quanto do livro, est√° bem mais fiel ao romance. No geral, ainda que¬†bem adaptado, o filme¬†n√£o funciona t√£o bem como o livro, em que o¬†poder da sugest√£o cria perfeitamente a situa√ß√£o idealizada por cada leitor,¬†o que o filme j√° entrega (mal) empacotado.

Quando vejo¬†um certo senhor de 70 anos, que assistiu 3 filmes em 3 d√©cadas (Gandhi em 82, Titanic em 97 e Getulio em 2014) me perguntar sobre o filme, tenho a medida exata¬†do porqu√™ ele esta sendo (exageradamente) malhado. Deixou de ser um mero filme, √© um assunto, extrapolou o cinema. Goste ou n√£o goste do tema tem que se “estar por dentro”. N√£o, n√£o √© nenhum filma√ßo (longe disso),¬†mas tamb√©m n√£o √© essa bomba que falam.


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Cora√ß√Ķes de Ferro

Durante o final da Segunda Guerra Mundial, um grupo de cinco soldados americanos é encarregado de atacar os nazistas dentro da própria Alemanha. Apesar de estarem em quantidade inferior e terem poucas armas, eles são liderados pelo enfurecido Wardaddy (Brad Pitt), sargento que pretende levá-los à vitória, enquanto ensina o novato Norman (Logan Lerman) a lutar.
[Sinopse]

O diretor David Ayer, roteirista especializado em bairros barra pesada de Los Angeles, sempre teve uma boa dose de f√ļria em todos os projetos que esteve envolvido, casos de ‚ÄúOs Reis da Rua‚ÄĚ, ‚ÄúDia de Treinamento‚ÄĚ e ‚ÄúVelozes e Furiosos‚ÄĚ, n√£o deixa essa sua marca passar inc√≥lume justamente num filme de guerra. Brad Pitt est√° no modo canastr√£o, exatamente como seu ‚Äúpar√ßa‚ÄĚ George Clooney havia estado em ‚ÄúCa√ßadores de Monumentos‚ÄĚ, faz caras e bocas, tem umas cicatrizes para dar uma cara de soldado ao Baby Johnson, mas √© somente isso. Alias, n√£o h√° um destaque na atua√ß√£o de nenhum dos cinco integrantes do tanque Fury.

O filme √© um sub-produto de ‚ÄúBastardos Ingl√≥rios‚ÄĚ, com texto bacana, momentos que mesclam ternura e tens√£o (tal qual a cena do bar do filme de Tarantino), competentes cenas de a√ß√£o, mas, de fato, n√£o h√° nada de novo a acrescentar ao g√™nero. Outro problema do filme √© ser baseado numa premissa fraca, apesar de bem contada, ficando dif√≠cil ‚Äúcomprar‚ÄĚ a ideia de um tanque de guerra mequetrefe e sua equipe mambembe fa√ßam tanto estrago na m√°quina de guerra Alem√£.

√Č um filme apenas OK, n√£o agride, n√£o √© ruim (um pouco longo demais!), mas tinha um hype muito maior do que de fato apresentou. Fica aquela sensa√ß√£o de ‚Äúesperava mais‚Äú.


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Dublando 100 Personagens em 4 Minutos


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50 Tons de Lego


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Os Melhores Teasers do Super Bowl 2015


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Foxcatcher РUma história que chocou o mundo

Foxcatcher

Campe√£o ol√≠mpico de luta greco-romana, Mark Schultz (Channing Tatum) sempre treinou com seu irm√£o mais velho, David (Mark Ruffalo), que √© tamb√©m uma lenda no esporte. At√© que, um dia, recebe um convite para visitar o milion√°rio John du Pont (Steve Carell) em sua mans√£o. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua pr√≥pria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condi√ß√Ķes necess√°rias para se aprimorar. Atra√≠do pelo sal√°rio e as condi√ß√Ķes de vida oferecidas, Mark aceita a proposta e, assim, se muda para uma casa na propriedade do milion√°rio. Aos poucos eles se tornam amigos, mas a dif√≠cil personalidade de du Pont faz com que Mark acabe seguindo uma trilha perigosa para um atleta.
[Sinopse]

Os subt√≠tulos existem para contextualizar aquele cin√©filo menos informado, que n√£o conseguiria extrair de um titulo original (geralmente quando em nomes pr√≥prios) nenhuma informa√ß√£o relevante¬†sobre do que o filme trata. Sob este vi√©s, um subt√≠tulo se torna algo, digamos, justific√°vel. Mas este “Uma hist√≥ria que chocou o mundo” √© p√©ssimo! Primeiro por que n√£o chocou o “mundo”, e depois por cometer um mega spoiler, pois chega um momento do filme que voc√™ (artificialmente) se pergunta “onde est√° o tal choque?“, antecipando um¬†epis√≥dio que deveria ser org√Ęnico.

O filme criou um hype bacana ancorado na transforma√ß√£o (Hollywood adora!) de Steve Carrel, de fato uma boa interpreta√ß√£o (ainda que um tanto quanto “engessada” na pesada maquiagem), e no bom diretor¬†Bennett Miller (Moneyball-O Homem que Mudou o Jogo, Capote), que novamente acerta no seu terceiro longa-metragem.

Aqui¬†n√£o h√° espa√ßos para reducionismos, n√£o √© um filme nem sobre esportes, nem sobre homosexualismo, mas¬†que trata sobre poder, dinheiro, corrup√ß√£o e vaidades. O melhor do seu enredo √© a complexidade dos personagens principais, pois John Du Pont vai al√©m de um mero merdinha recalcado, √© um louco exc√™ntrico, solit√°rio e dominado psicologicamente pela m√£e. Os irm√£os¬†Schultz tinham tudo para serem o estere√≥tipo do sucesso, mas n√£o s√£o. Lhes falta auto-estima, confian√ßa e, principalmente o sucesso em si, materializado em uma (idealizada) boa vida de campe√Ķes ol√≠mpicos que eram.

√Ȭ†um filme sem firulas, que mete o dedo fundo nas¬†feridas, que incomoda, ver situa√ß√Ķes bizarras acontecendo de forma banal, enfim… faz pensar.


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Invencível

O drama retrata a história real do atleta olímpico Louis Zamperini, que sofre um acidente de avião, e cai em pleno mar. Ele luta durante 47 dias para reencontrar a terra firme, e quando consegue, é capturado pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.
[Sinopse]

Impressionante como mesmo ap√≥s 70 anos do seu fim a Segunda Guerra Mundial continue produzindo material in√©dito, coisa rara hoje em dia, para Hollywood. Visualmente bel√≠ssimo, com roteiro bem¬†trabalhado pelos¬†irm√£os Cohen (podia ter menos sentimentalismo!), segue a¬†receita de bolo do tema “capturados de guerra”, numa varia√ß√£o de filmes como “Furyo, Em Nome da Honra”, “O Sobrevivente”.

O filme¬†tem 3 etapas muito bem definidas, que por si dariam 3 filmes. O¬†Zamperini na fase atleta ol√≠mpico, no acidente no pac√≠fico e no campo de concentra√ß√£o japon√™s, sempre enfatizando a obstina√ß√£o e garra do personagem¬†interpretado pelo britanico Jack O’Connell, que √© relativamente desconhecido (tem uma forte semelhan√ßa com Anton Yelchin!), mas se mostra uma grata revela√ß√£o.

Este projeto¬†foi tocado como ve√≠culo para inserir Angelina Jolie no pante√£o dos grandes diretores. Atriz de sucesso consolidado e ativista mega-engajada, ela queria crescer no meio do cinema, e n√£o apenas como produtora, mas na linha de frente como diretora. V√™-se a evolu√ß√£o dela desde “Na Terra de Amor e √ďdio”, mas ela ainda vai ter que se arriscar mais e fazer mais trabalhos significativos para ser considerada uma diretora top de linha.

Como na maioria das cinebiografias, um momento aguardado √© aquele finalzinho tipo “como est√£o os personagens hoje”, e neste caso ficamos ainda mais surpreendidos por saber como ficou (ou n√£o) a rela√ß√£o entre dois personagens importantes na trama.¬†√Č um forte candidato a cl√°ssico da “Sess√£o da Tarde”.


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Min√ļsculos 3D

Em uma pac√≠fica clareira, entre as sobras de um piquenique, come√ßa uma batalha entre duas tribos de formigas em busca de uma caixa de a√ß√ļcar. Uma jovem e corajosa joaninha acaba sendo capturada no meio do fogo cruzado e torna-se aliada das formigas negras, ajudando na luta contra as terr√≠veis formigas vermelhas.
[Sinopse]

De produção francesa, o filme é baseado numa série de tv, com episódios de cinco minutos, que foi sucesso em 2006. No Brasil foi exibida pelo Disney Channel, Tv Cultura e Band. Essa animação não tem diálogos, apenas onomatopeias, com os insetos, em 3D, inseridos em takes reais da natureza.

A din√Ęmica de um formigueiro regida por uma orquestra sinf√īnica, poderia ser classificado como um “Formiguinha Z” europeu, ou quando “Vida de Inseto” encontra¬†”Fantasia“.

L√° pelas bandas europeias pode at√© agradar, para aquelas crian√ßas super-educadas (suspeito serem an√Ķes enrustidos!) retratadas em livros como “Crian√ßas Francesas N√£o Fazem Manha” ou “Crian√ßas Francesas Comem de Tudo“, mas n√£o para uma gurizada mais afeita ao estilo Pixar e Discovery Kids, em que o timing √© (definitivamente) outro.

Não tem ido nada bem nas bilheterias, o que já seria uma noticias ruim , mas que fica ainda pior em pleno período de férias escolares. Não é um filme ruim, mas fica aquela sensação de não estar agradando as crianças (nem um pouco!), e muito menos os adultos.


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Exodus – Deuses e Reis

Exodus é uma adaptação da história bíblica do Êxodo, segundo livro do Antigo Testamento. O filme narra a vida do profeta Moisés (Christian Bale), nascido entre os hebreus na época em que o faraó ordenava que todos os homens hebreus fossem afogados. Moisés é resgatado pela irmã do faraó e criado na família real. Quando se torna adulto, Moisés recebe ordens de Deus para ir ao Egito, na intenção de liberar os hebreus da opressão. No caminho, ele deve enfrentar a travessia do deserto e passar pelo Mar Vermelho. [Sinopse]

O desafio do diretor Ridley Scott (Gladiador, Cruzada, 1492 – A Conquista do Para√≠so) era enorme, recontar uma das maiores hist√≥rias b√≠blicas, imortalizada no cinema em “Os Dez Mandamentos” (1956) sob a batuta de uma dupla de monstros sagrados da s√©tima arte. O diretor de Cecil B. DeMille, um dos fundadores da Academia de Cinema (do Oscar), referencia no sub-g√™nero “Sand√°lias e Espadas” com filmes como “Cle√≥patra”, “Sans√£o e Dalila”, “O Rei dos Reis” e o gal√£ Charlton Heston na pele de Mois√©s, papel que marcou sua carreira. E o desafio ficava ainda maior quando a compara√ß√£o direta √© com outro filme do pr√≥prio Scott, o mega-sucesso “Gladiador” (2000), que praticamente ressuscitou os filmes √©picos. E, por √ļltimo, mas n√£o menos importante, falar de religi√£o nunca √© f√°cil, ainda mais quando envolve algu√©m que √© reverenciado pelas tr√™s principais religi√Ķes monote√≠stas do planeta.

Nunca √© demais lembrar que, independente de cren√ßa, TODO texto B√≠blico √© intrinsecamente ligado ao conceito de “interpreta√ß√£o”, pois a B√≠blia n√£o tem muito de “literal” nos seus relatos. A principal (e mais criticada) “licen√ßa po√©tica” de Ridley Scott foi a militariza√ß√£o de Mois√©s, o distanciando daquela figura do s√°bio velhinho barbudo e o aproximando mais do ex-General M√°ximus (Russel Crowe), que arrependido se insurge contra os seus. E Christian Bale este √≥timo tanto como general quanto como o l√≠der s√°bio. H√° tamb√©m a escolha (tamb√©m criticada) de personificar Deus na figura de uma crian√ßa. N√£o vi mau gosto, desrespeito, inadequa√ß√£o em nenhuma das duas. Scott ainda se sai muito bem em duas cenas capitais da hist√≥ria. Toda a sequencia das “<em>Sete pragas do Egito</em>”, bastante envelhecida (datada) no filme de 56, foi revigorada com apoio do arsenal tecnol√≥gico moderno, mantendo seu car√°ter metaf√≥rico, mas carregando mais no terror. J√° a cena da “<em>Abertura do Mar Vermelho</em>” o diretor fugiu do clich√™ “que se abram as √°guas” e optou por uma vers√£o, digamos, mais realista, cientifica. Nos Estados Unidos alguns narizes de comunidades religiosas ficaram torcidos em rela√ß√£o as estas escolhas do diretor, o que pode ter atrapalhado seu desempenho na bilheteria.

A critica est√° de m√° vontade, escrutinando detalhadamente o filme em rela√ß√£o a quest√Ķes religiosas e ou hist√≥ricas, mas o p√ļblico em geral tem gostado bastante. √Č daqueles filmes que pode-se indicar sem medo de errar.


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Lista Top 10 – Melhores 2014

1. Garota Exemplar
2. Capit√£o America – O Soldado Invernal
3. Interestelar
4. Robocop
5. No Limite Do Amanh√£
6. O Físico
7. Se Eu Ficar
8. A Culpa √Č Das Estrelas
9. Chef
10. Relatos Selvagens

Men√ß√£o Honrosa:¬†Planeta Dos Macacos – O Confronto, Mesmo Se Nada Der Certo, At√© o Fim, √Ä Procura do Amor, Ela, Guardi√Ķes da Gal√°xia, Frozen

[UPDATE 31/12 - Apenas hoje assisti ao filme "Exodus", e o colocaria na lista dos 10 melhores do ano.]

 

 


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