O Físico

Na Pérsia do século XI, Rob, um jovem cristão que sonha ser médico, finge ser judeu para estudar em uma escola especializada que não aceita seguidores do cristianismo.
[Sinopse]

O titulo em português é um erro grotesco de tradução, pois o título original “The Physician” significa “O Médico“, e não “O Físico“. É um erro que remonta da época de lançamento no Brasil do livro ao qual o filme se baseia. Acontece que decidiu-se manter o titulo errôneo, forçando uma correlação com o livro, numa decisão equivocada, pois afasta ainda mais quem não conhece o livro, e não serve de maiores atrativos a quem já o conhecia.

A sorte é que o filme, independente de como seja chamado, é muito bom, baseado na história intrigante de como a medicina foi levada ao obscurantismo com o declínio do Império Romano na Idade Média, também conhecida por “Idade das Trevas” justamente pelo cerceamento do conhecimento, e seu “renascimento” na Pérsia, no que hoje chamamos de Oriente Médio.

Tom Payne é o jovem aprendiz de médico, Stellan Skarsgard é curandeiro europeu que o instiga a ser médico e Ben Kingsley é o mestre árabe que o ensina o que se podia chamar de medicina da época. O roteiro inseriu dois artifícios para melhor conduzir a longa trama (2 horas e meia), uma dose de fantasia, quando dá poderes sobrenaturais ao jovem aprendiz de médico, e um romance, quando o envolve num triangulo amoroso seu com uma jovem princesa e seu poderoso líder tribal.

É um drama histórico que aborda um contexto (assunto, época e região) pouco explorado no cinema, acerta nas escolhas e nos presenteia com um belo filme.


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Cine News

“O Candidato Honesto”, com Leandro Hassum, registra a maior abertura do cinema nacional no ano.

A comédia de Roberto Santucci ocupa o primeiro lugar entre as estreias do último fim de semana

No fim de semana do primeiro turno das eleições, “O Candidato Honesto” registrou a maior abertura do cinema nacional em 2014 no ranking Brasil. Com mais de 435 mil espectadores de quinta a domingo (02 a 05 de outubro), a comédia de Roberto Santucci ocupa o primeiro lugar entre as estreias no período, com arrecadação de mais de R$ 5,5 milhões. Lançado em 538 salas do circuito nacional, o filme é uma coprodução da Paramount com distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes. Os dados são da Rentrak Brazil.


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Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI 2014


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Cinema de Graça!

Entrada franca para os filmes da Semana do Audiovisual Baiano nas salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto de 26 a 28 (sexta a domingo)

Está confirmada a entrada franca para os todos os filmes em cartaz nas salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto (Barris) na Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo, de 26 a 28 de setembro (sexta a domingo). Destaque na programação gratuita para três lançamentos na sala Walter da Silveira: os filmes “Revoada”, de José Umberto,  na sexta, dia 26, às 19h, “Rito de Passagem”, de Chico Liberato, no sábado, dia 27, às 19h, e “João e Vandinha”, de Aurélio Grimaldi, no domingo, às 18h. A entrada é franca, sujeita à lotação do espaço.

Para os filmes das salas do Circuito Saladearte (Cinema do Museu e Cine Vivo), os ingressos estão a preços populares: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia), com exceção do filme “Quincas Berro D’Água, de Sérgio Machado, no domingo, dia 28, às 20h, no Cine Vivo (Paseo/Itaigara), que tem entrada gratuita.

No total, cerca de 100 filmes baianos produzidos neste século XXI estão em cartaz na Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo. A programação completa com os horários dos filmes está no site www.cultura.ba.gov.br e no blog semanadoaudiovisualbaiano.wordpress.com

A Semana do Audiovisual Baiano Contemporâneo é uma realização das secretarias estaduais de Cultura e de Comunicação/ Irdeb  e da Regional Bahia e Sergipe do Ministério da Cultura, com apoio de várias instituições parceiras.


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O Protetor – Cena estendida

Na cena, com duração de 4:30, o ex-oficial das forças especiais McCall (Denzel Washington) precisa enfrentar uma gangue de assassinos russos em muito pouco tempo. Em quantos segundos cronometrados ele conseguirá?

Estréia : 25 de Setembro/2015


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Se Eu Ficar

Mia (Chloe Grace Moretz, de “Deixe-me Entrar” e “Kick-Ass”) é uma jovem violoncelista de 17 anos que tem uma namorado apaixonado, pais amorosos e uma grande amiga. Um dia, ao sair para um passeio com a família, tudo muda. Ela acorda fora de seu corpo e vê os paramédicos atenderem seu irmão e o próprio corpo. Mia descobre estar em estado de coma.
[Sinopse]

Esqueça a mensagem de teor sobrenatural que o trailer possa ter passado, realmente existe uma questão do além, mas é apenas veiculo para o roteiro, que navega entre a situação da experiencia extra-corporal pós-acidente, em que Mia literalmente vê seu mundo acontecendo sem sua presença, e flashbacks de sua relação com a família, o amor e a música, fatores que servem de embasamento para ela decidir, metaforicamente, se ainda valeria a pena ficar neste mundo.

Os recursos que o diretor (R.J. Cutler) usa para nos envolver na atmosfera de Mia são bem convincentes. Uma fotografia por vezes estourada, outras dessaturadas, uma Portland sempre nublada (é uma das cidades mais chuvosas dos Estados Unidos!), a família riponga meio novela de Manoel Carlos, e principalmente contraste entre a música clássica e o (bom!) rock grunge, tudo isso nos ajuda a sentir a real situação por que a moça passa.

O filme podia descambar facilmente para um meloso drama adolescente, mas não descamba. Esse é o grande trunfo deste filme, que consegue ainda ser original, falar de um tema difícil, de forma madura, servindo ao público teen e adulto.


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Hércules

Filho de Zeus, o semi-deus Hércules sofre há 400 anos, por ter perdido toda a sua família. Após realizar os doze trabalhos, ele conhece seis homens sanguinários e impiedosos, e une-se ao grupo em busca de novas tarefas e de qualquer trabalho que puder encontrar, com a condição de ser remunerado. Esses homens assassinam diversas pessoas em seu caminho, e com isso acabam despertando fama na região, até que o rei da Trácia chama Hércules e convida-o a treinar o seu exército, na intenção de transformá-los em verdadeiros mercenários.[Sinopse]

Esqueça a mitologia, o roteiro optou por focar no semi-deus Hércules de forma mais humana, como o cara (quase!) comum que inspirou toda a lenda, fazendo apenas uma rápida abordagem (em flashback) aos famosos 12 trabalhos, reduzindo os aspectos fantásticos e introduzindo mais batalhas e ação brutamontes. Assim o filme deixaria de ser apenas uma versão bombada de “Fúria de Titãs”, “Percy Jackson” e, principalmente, do recente “Hércules” de Kellan Lutz, e colocaria o foco mais em épicos como “Tróia”. O superestimado diretor Brett Ratner (“A Hora do Rush”, “X-Men: O Confronto Final”) usou grandiosos cenários em escala real e figurantes a vontade, usando muito menos CGI nos efeitos especiais, num resultado visual bem bacana, apesar de um desnecessário 3D meia-boca.

O principal problema do filme é que ele não se decide em ser um épico sério ou um filme teen, com tiradinhas cômicas a todo lado e uma caricata equipe de apoio (apesar da belíssima sósia-amazona de Nicole Kidman!). Dwayne Johnson, o The Rock, fez o que pode, deve ter engolido umas cinco lojas de suplemento, puxado todo ferro do mundo, riscado qualquer lembrança ao “Escorpião-Rei”, mas as restrições de um filme politicamente correto, feito para as grandes massas, fez com que todo seu esforço se esvaísse a toa.

Então… apesar de acima da média, ainda não foi desta vez que conseguiram fazer um filme a altura do semi-deus mais famoso da mitologia. Não dá para ser o novo “Conan” e ainda fazer gracinha. Prefira o “Hércules”, da Disney, que ainda tem uma baita trilha sonora.


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Mostra “Cinema – Obras Fundamentais”

Mostra exibe obras fundamentais para a história do cinema
Programação na sala Walter da Silveira inclui filmes em 35 mm de cineastas como Frederico Fellini, Alain Resnais e Orson Welles

Uma mostra que teve a curadoria do professor e pesquisador Hernani Heffner vai apresentar grandes clássicos do cinema em 35 mm e 16 mm na sala Walter da Silveira. Entre os dias 15 e 18 de setembro, serão projetados os filmes “Os Boas Vidas”, de Federico Fellini, “A Mãe”, de Vsevolod Pudovkin, “Aurora”, de Friedrich Murnau, “Othello”, de Orson Welles, “A Regra do Jogo”, de Jean Renoir, “A Guerra Acabou”, de Alain Resnais, “O Massacre da Serra Elétrica”, de Tobe Hooper, além de uma sessão surpresa no último dia da mostra.

O evento, gratuito, é vinculado à oficina “A mutação histórica do cinema”, que será ministrada por Heffner no mesmo período. As aulas acontecem também na Walter da Silveira, entre 13h e 17h, e precedem as sessões que acontecem em dois horários: 17h e 19h. O objetivo é complementar a formação dos participantes da oficina, a partir de obras consideradas fundamentais para entender o processo de transformação do cinema ao longo de mais de 120 anos de existência. As sessões serão abertas para o público em geral, mesmo para quem não vai participar da oficina.

A mostra “Cinema – Obras Fundamentais” é uma realização do Cineclube Glauber Rocha em parceria com a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia, com o apoio da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil.


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Cine Humor – Separados no Nascimento


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Lucy

Quando a inocente jovem Lucy aceita transportar drogas dentro do seu estômago, ela não conhece muito bem os riscos que corre. Por acaso, ela acaba absorvendo as drogas, e um efeito inesperado acontece: Lucy ganha poderes sobre-humanos, incluindo a telecinesia, a ausência de dor e a capacidade de adquirir conhecimento instantaneamente.
[Sinopse]

Sabe aquela prosa, que você provavelmente deve ter ouvido numa aula de física no ginásio, que diz que “nós usamos apenas 10% da nossa mente, então imagine o que seríamos se usássemos toda sua capacidade?“. Provavelmente seríamos “Lucy”, na visão de Luc Besson. O diretor e produtor francês adora filmar com mulheres fortes como protagonistas (“Nikita”, “O Quinto Elemento” e “Joana D’Arc”) e que, com seu bom trânsito por Hollywood, é responsável também pela franquia “Busca Implacável”.

Na tentativa de sair do “mais do mesmo“, fazer algo diferente, ainda que estritamente no seu estilo, Luc Besson cometeu esse seu “Matrix Feminino” com toques de “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. Ajuda muito ter uma perfeita heróina, Scarlett Johansson, atuando como uma Sarah Connor (O Exterminador do Futuro) no modo Marvel.

O filme primeiro instiga, depois entretêm e, por fim, filosofa, nem sempre mantendo o mesmo nível, mas com muita ação e correria. Então, não apure muito, não espere uma trama verossímil, aceite a premissa, embarque no conceito e “Lucy” poderá se transformar numa grata surpresa.


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