Em Breve – American Pastoral

Com Ewan McGregor na direção e protagonismo (Star Wars, Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas), American Pastoral (EUA, 2016), baseado no romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Philip Roth, ganha pôster nacionalizado (Confira links abaixo).
O drama tem estreia prevista para o dia 15 de dezembro no Brasil.

Ambientado na década de 50, o longa conta a história de Seymour Levov (McGregor), que aparentemente tem uma vida perfeita, casado com uma bela mulher (Jennifer Connelly, Noé) e herdeiro dos negócios rentáveis de seu pai. Porém, tudo complica quando a filha do casal (Dakota Fanning, Agora e Para Sempre) começa a manifestar atitudes políticas extremistas, participando de atos terroristas mortais durante a Guerra do Vietnã.

 


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Sete Homens e um Destino

Os habitantes de um pequeno vilarejo sofrem com os constantes ataques de um bando de pistoleiros. Revoltada com os saques, Emma Cullen (Haley Bennett) deseja justiça e pede auxílio ao pistoleiro Sam Chisolm (Denzel Washington), que reúne um grupo especialistas para contra-atacar os bandidos.
[Sinopse]

Refilmagens são sempre (sempre!) complicadas, pois geralmente são feitas baseadas em filmes (dããã) de sucesso, o que torna o processo árduo por si só. A maioria esmagadora naufraga nas tentativas, geralmente denegrindo o original e não passando de meros caça-niqueis. Quando então se reproduz um gênero semi-morto como o western a coisa sobe ainda mais o patamar. E, por fim, refilmar um clássico absoluto como “Sete Homens e um Destino” eleva o nível da tarefa para ousadia master-blaster-mega-do-universo.

Pois o diretor Antonie Fuqua (Dia de Treinamento, O Protetor), notório pelo seu visceral cinema de ação, reuniu seu alter-ego ator preferido, Denzel Washington, foi lá e… fez! Óbvio que não há comparações com o original, o clássico homônimo dirigido por John Sturges em 1960 (que na verdade já era uma refilmagem do também imortalizado “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa), mas o filme é “repaginado” de forma muito decente e eficiente, sem firulas ou concessões baratas.

Em tempos de mercado de filmes de ação muito focado no público infanto-juvenil (super-heróis e filmes de saga) é um sopro reconfortante ver um filme de ação adulto, maduro, bem filmado, bem dirigido, resgatando com dignidade um gênero outrora muito admirado.


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Hollywood contra Trump

Seguinte… O Gato subiu no telhado lá pelas bandas do Tio Sam. Hillary Clinton fraquejou nas pesquisa (e na saúde) e o que parecia improvável passou a ser eminente… Donald Trump se tornar presidente dos Estados Unidos. Daí um monte de artista resolveu se unir para implorar pedir aos Americanos para . Inclusive prometendo uma cena de nú frontal de Hulk, digo, Mark Rufallo, num próximo filme dele! (infelizmente vídeo ainda sem tradução).


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Em Breve – Quatro Vidas de Um Cachorro

Com voz de Bradley Cooper, ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’ ganha primeiro trailer
Dirigido por Lasse Hallstrom, filme estréia no começo de 2017

Todos têm um destino para ser cumprido. Depois de ganhar mais uma chance de viver, o cachorro Bailey tenta descobrir qual o seu. O drama “Quatro Vidas de Um Cachorro” acompanha essa jornada, e seu primeiro trailer com legenda em português acaba de ser divulgado pela Universal Pictures.

Com lançamento previsto para janeiro de 2017 nos cinemas brasileiros, o longa acompanha as quatro vidas de Bailey (voz de Bradley Cooper) e sua busca pela razão de continuar voltando à Terra quando seu tempo nela acaba. A direção é de Lasse Hallström (“Sempre ao seu Lado”), e o elenco traz ainda Britt Robertson (“O Maior Amor do Mundo”), Dennis Quaid (“O Dia Depois de Amanhã”), Peggy Lipton e Juliet Rylance.
Baseado no best-seller homônimo de W. Bruce Cameron, “Quatro Vidas de um Cachorro” é uma produção da Amblin Entertainment, com produção executiva de Alan C. Blomquist (“Chocolate”).


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Revendo: Tubarão

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“Tubarão” foi um filme que causou grande impacto no cinema, em diversos sentidos. Custou algo em torno de 8 milhões de dólares e rendeu mais de 300 milhões de dólares de bilheteria mundial. Foi o primeiro filme a romper a marca dos 100 milhões de dólares e assim criar o conceito “Blockbuster”, que são as mega produções, geralmente de ação ou aventura, destinados a grandes platéias.

Com o tempo, os lançamentos dos filmes “Blockbuster” convergiram para o verão americano, não por coincidência época das ferias escolares, período que seu público-alvo, os adolescentes, poderiam assistir mais e mais filmes. O ano era 1975 e depois disso vieram outros sucessos de público, as vezes de crítica mas sempre de bilheteria. “Star Wars” e “ET” foram os sucessores diretos de “Tubarão”. Estava criado o cinema-pipoca.

Mas “Tubarão” também foi responsável por outro grande impacto no cinema, mais especificamente no cinema de suspense. O susto dura pouco, mas a espera pelo susto dura muito mais. Spielberg evocou o medo pela sugestão, aquele que você sente muito mais medo pelo que não vê do que pelo que vê. Não vê muita coisa mas ouve a angustiante trilha sonora de John Willians.  

A cena da primeira morte, uma garota que decide nadar nua sob a luz da lua, é antológica desde sempre. Não vemos o monstro, mas sabemos perfeitamente que ele está lá. Alias, o tubarão em si pouco aparece no filme, faz sua primeira aparição já com quase uma hora de filme, justo quando Brody (Roy Scheider) diz a celebre frase “Acho que vamos precisar de um barco maior…“.

Depois desse filme Spielberg virou o diretor que dominou as décadas de oitenta e noventa, aconteceram 3 seqüências de menor impacto assim como inúmeros filmes caça-níqueis com o “bichão do momento”.

E o verão americano nunca mais seria o mesmo. Nem o cinema.

Algumas curiosidades:

- A idéia inicial era apresentar Clint (o caçador de tubarões vivido por Robert Shaw) vendo o filme “Moby Dick” num cinema e gargalhando tão alto que os outros espectadores deixavam a sessão. Mas Gregory Peck, astro do filme, não cedeu os direitos autorais para tal cena, apenas porque ele mesmo não gostava de sua atuação naquele filme.

- Houveram inúmeros problemas com o tubarão mecânico pois Spielberg queria filmar no mar ao invés de uma piscina como fora recomendado. Até hoje não se sabe se a decisão de não se mostrar tanto o tubarão foi devido a um sacada de mestre de Spielberg ou meramente uma conseqüência desses problemas. 

- O nome do tubarão mecânico era “Bruce” e foi homenageado com um tubarão homônimo filme “Procurando Nemo”.

Veja “Tubarão” em 60 segundos:


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Grandes Frases do Cinema РTubaṛo

“We’re gonna need a bigger boat” (Tubarão, 1975)


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Águas Rasas

Quando Nancy (Blake Lively) é atacado por um grande tubarão branco enquanto navega sozinha, ela fica presa apenas a uma curta distância da costa. Embora ela esteja a apenas 200 quilômetros de sua sobrevivência, a sua chegada dependerá da sua força de vontade.
[Sinopse]

O sub-gênero “Filme de Tubarão” foi criado no rastro do mega-sucesso “Tubarão” e suas continuações. O clássico de Spielberg, de quebra, também criou o conceito de Blockbuster. Desde então se tornou comum volta e meia um filme “estrelado” pelo temor dos mares. “Do Fundo do Mar” e “Mar Aberto” foram os exemplos de maior sucesso. Com o advento das tvs por assinatura, seus canais de vida selvagem e já conhecida “Semana do Tubarão”, o apelo ficou ainda maior. Maior ao ponto de ter sido criado um sub-sub-gênero, o “terror trash de tubarão”, com infindáveis filmes sobre tubarões que voam, híbridos, zumbis e outras esdruxulidades. Isso sem falar no filão que abriu para outros predadores como jacarés, leões…

Este filme é uma produção modesta que foi muito bem realizada e ainda melhor trabalhada do ponto de vista do marketing. Ainda mais se pensamos que largou na frente do outro filme de tubarão da temporada “In The Deep”, com Mandy Moore. O hype criado nas mídias sociais da Sony Pictures do Brasil foi bastante agressivo, chegando ao ponto de criar até contagem regressiva para a estreia do filme. Parece ter funcionado a tática de “dourar a pilula”.

Sem muita pirotecnia e com o apoio (quase) solitário e competente da bela Blake Lively, o diretor Jaume Collet-Serra entrega um filme competente, ancorado numa situação inusitada. A praia deserta, que dava impressão de um ambiente monótono para um filme de ação, ganhou reforço de elementos como a baleia morta, o recife, a bóia náutica que deixaram a dinâmica bem mais interessante. A surfista em desespero teve até a presença de uma gaivota como a bola “Wilson” de Tom Hanks em “Náufrago”. Enfim, uma boa história sustentada por competentes cenas de ação, é uma boa indicação para fãs ou não-fãs de filmes de tubarão.


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Cine Humor – Medos Cinematográficos


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Em Breve – Nosso Fiel Traidor

Nosso Fiel Traidor é um surpreendente filme de espionagem
O suspense conta a história de um casal de férias em Marrocos, que se envolvecom a máfia russa

Com direção de Susanna White (Boardwalk Empire) e roteiro de Hossein Amini (47 Ronins), o filme Nosso Fiel Traidor (Our Kind Of Traitor, UK, França, 2016), com estreia prevista para o dia 6 de outubro no Brasil, retrata o perigoso mundo da espionagem e lavagem de dinheiro na máfia russa.

O suspense, que é uma adaptação do best-seller homônimo de John le Carré, tem no elencoEwan McGregor (Jack, O Caçador de Gigantes), Naomie Harris (007 Contra Spectre) e Stellan Skarsgård (Vingadores: Era de Ultron).

De   férias  em  Marrakech, Marrocos,  o casal  inglês, Perry (Ewan  McGregor) e Gail (Naomie Harris), conhece o carismático russo Dima (Stellan Skarsgård). No entanto, o novo amigo tem um grande segredo a revelar: ele é chefe da lavagem de dinheiro na máfia  russa. E quando  Dima  pede  sua  ajuda  para  entregar informações  confidenciais  ao  Serviço Secreto  Britânico (MI6),  Perry  e  Gail  entram  em  um  perigoso  mundo  de  espionagem internacional e políticos corruptos.


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Ben Hur

O nobre Judah Ben Hur (Jack Huston), contemporâneo de Jesus Cristo (Rodrigo Santoro), é injustamente acusado de traição e condenado à escravidão. Ele sobrevive ao tempo de servidão e descobre que foi enganado por seu próprio irmão, Messala (Toby Kebbell), partindo, então, em busca de vingança.
[Sinopse]

A história de Judah Ben Hur é uma daquelas clássicas que de tempos em tempos o cinema vai sempre recontar. Sua primeira encenação foi no teatro, ainda no século retrasado (1899). Depois houveram outras duas versões (1907 e 1925) para o cinema até que, enfim, aconteceu a versão definitiva consagrada de 1959, do diretor William Wyler com o astro Charlton Heston no papel principal. Ainda houve uma versão recente (2010) em formato de mini-série, mas foi um projeto menor.

Então… sem arrodeios… não dá para competir com o “Ben Hur”  de 1959. Recordista de Oscars (11), praticamente criou o gênero “Épico”, um sucesso estrondoso de público e crítica. E o diretor russo Timur Bekmambetov (O Procurado, Guardiões da Noite) sempre soube disso, logo partiu apenas para “repaginar” o clássico para as novas gerações. Deu uma boa (e sábia) enxugada na metragem, de três horas e meia para “apenas” duas horas, tirou aquele viés excessivamente religioso, com cânticos, fotografia pesada e muito sofrimento, transformando o viés mais para a ação do que para o drama. Vale notar a excelente cena final da corrida das bigas (com o dobro do tempo), onde o diretor usa e abusa, com muito bom gosto e limite, de todo avanço tecnológico que as ultimas seis desadas trouxeram ao cinema.

Jack Houston (Boardwalk Empire) realmente não é nem a sombra de Heston, mas se sai muitíssimo bem no papel. Rodrigo Santoro, apesar de ter poucas cenas, entrega uma excelente atuação com seu Jesus Cristo, que tem aparições importantes na trama. O Messala (Toby Kebbell) também está no tom correto. E Morgan Freeman, pegando a grana do aluguel, está no modo-padrão “sabedoria com classe”.

Não comparem com o filme clássico de 1959. Seria um desperdício. Primeiro porque não seria sequer justo. Depois porque comparar filmes feito com sessenta anos diferença carece de muito contexto. Por fim porque o tom dos filme é decididamente diferente. “Ben Hur” 2016 é um ótimo épico de ação, que independente de faixa etária, que vai agradar a bancada religiosa, a galera teen e até seus avós fãs do filme clássico.


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