Capiṭo Am̩rica РGuerra Civil

Quando o governo cria um órgão para supervisionar os Vingadores, o super time de heróis se divide em dois. Um liderado por Steve Rogers e seu desejo em manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem interferência do governo, e o outro que segue a surpreendente decisão de Tony Stark em apoiar o governo na fiscalização de seus atos.[Sinopse]

A Marvel parece desconhecer o conceito de “Zona de Conforto”, sempre expandindo seus limites, mantendo qualidade impecável, com uma dose de ousadia até então não muito usual na indústria da “aversão ao risco”, lembrando muito o início 100% da Pixar.  Os irmãos Joe e Anthony Russo, diretores do filme, conseguiram um feito memorável. Abrir a fase 3 da Marvel, superar o excelente “Soldado Invernal”, manter o padrão altíssimo, desenvolver melhor coadjuvantes (Falcão, O Soldado Invernal), introduzir novos personagens (Pantera Negra!)… além de apresentar um Homem-Aranha verdadeiramente espetacular. E, sim, eles conseguiram!

A tal da polêmica, se este terceiro episódio do “Capitão América” seria (ou não) um “Vingadores 2.5″, gerou  muita resenha para debate, mas a verdade é que, diante de tantos acertos, pouco importou no resultado final. É discussão do tipo “sexo do anjos”, uma questão meramente conceitual.  E o “proclamado” único defeito que se houve sobre filme, que teria um vilão muito soft, usado apenas como link de histórias, é, para mim, uma qualidade, afinal, de que serviria um vilão fodástico, se ele fosse derrotado num único filme, vide o todo-poderoso Ultron?

Equilíbrio é o grande trunfo do filme. Todos os personagens tem seu digno quinhão na metragem do filme, com um destaque maior para o personagem principal, o virtuoso super-soldado. As cenas de ação deixaram de ser ancoradas em destruições em massa (vide NY, Washington e Sokovia) sem deixar de ser espetaculares. E por fim, a Marvel encontra o tom correto na comédia, nem tanto quanto Vingadores 2, nem tão soturno e sério como os filmes da sua maior concorrente, a DC Comics (Batman vs Superman), que por sinal, deve rever urgentemente seus conceitos.

Quando pensava-se que a era dos super-heróis estava entrando no seu apogeu, a Marvel tratou de redefinir o gênero, introduzindo um novo patamar de excelência. E pensar que ainda teremos “Doutor Estranho”, “Pantera Negra”, “Vingadores – Guerra Infinita 1 e 2″ e que o Hulk está sendo guardadinho para um melhor momento….


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Capiṭo Am̩rica РGuerra Civil Р5 perguntas SEM Spoilers (OmeleTV)


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Trailer – Contrato Vitalício (Porta dos Fundos)


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Cine Humor – Bela, Recantada e…


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Batman vs Superman – Recordes no Brasil

A Warner Bros. Pictures segue comemorando os bons resultados de Batman vs Superman: A Origem da Justiça no Brasil.

O filme, que registrou a maior abertura de todos os tempos nos cinemas locais e bateu o recorde de maior bilheteria da Warner Bros. no país, também se tornou o maior filme da distribuidora em ingressos vendidos em território brasileiro, ultrapassando “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”, que estava no topo dessa lista. Veja outros dados relevantes sobre este lançamento:

  • A bilheteria nacional registrou apenas 42% de redução de público da semana de estreia para a segunda semana e foi uma das menores quedas mundiais em comparação com outros territórios;
  • Neste terceiro final de semana de exibição (de 7 a 10 de abril), o Brasil registrou bilheteria maior do que China, Reino Unido e México, sendo o território com o melhor resultado internacional e ficando atrás apenas do mercado americano, faturando R$15 milhões e sendo exibido em 1290 salas.
  • O filme também já foi assistido por mais de 6 milhões de espectadores no Brasil, tornando-se o quarto colocado na lista de países que mais levou fãs aos cinemas em todo o mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e México.
  • Batman vs Superman: A Origem da Justiça dominou as bilheterias pelo terceiro final de semana consecutivo, apresentando resultado acumulado de R$102,6 milhões.
  • Para completar, o longa, com apenas três finais de semana em cartaz, já é a segunda maior bilheteria de 2016 nos cinemas brasileiros em público e renda.
  • Este lançamento já é também o terceiro maior filme de super-heróis no Brasil de todos os tempos e a nona maior bilheteria de todos os tempos em nosso país.

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Trailer – Uma Repórter em Apuros

A Paramount divulga primeiro cartaz e trailer de “Uma Repórter em Apuros” (“Whiskey Tango Foxtrot”), que tem estreia prevista para 5 de maio no Brasil. Dirigido por Glenn Ficarra e John Requa (“Crazy, Stupid, Love”), o longa é estrelado por Tina Fey. Na pele da correspondente internacional Kim Barker, a atriz vive uma repórter que vê a oportunidade de crescer profissionalmente ao ser enviada para cobrir uma zona de guerra. No meio do caos do Afeganistão e do Paquistão, Kim acaba encontrando a força que nunca soube que tinha.

A trama é baseada na autobiografia “The Taliban Shuffle: Strange Days in Afghanistan and Pakistan” da jornalista Kim Barker, com relatos de suas experiências cobrindo os dois países. O elenco também conta com Margot Robbie, Martin Freeman, Alfred Molina e Billy Bob Thornton.


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Como Ser Solteira

Alice (Dakota Johnson, de “50 Tons de Cinza”) acabou de sair de um relacionamento e não sabe muito bem como agir sem outra metade. Para sua sorte, ela tem uma animada amiga (Rebel Wilson, de “A Escolha Perfeita”) especialista na vida noturna de Nova York, que passa a ensiná-la como ser solteira.
[Sinopse]

Todos os personagens deste filme parecem sofrer de alguma variação de transtorno bipolar, pois não trazem um pingo de coerência nos seus comportamentos. Alice, a moçoila protagonista, aparentemente uma romântica inveterada, termina um relacionamento e se torna uma verdadeira vadia, intercalando arroubos de romantismo barato, mas sempre hesitante, sem nunca convencer. Sua irmã (a ótima Leslie Mann), que inexplicavelmente não tem relacionamentos, decide ter um filho por inseminação artificial e… cai na primeira cantada boboca que recebe! O Don Juan de plantão, um solteirão convicto, passa todo o filme como escravo sexual para, no final, cair de paixonite por outra doidinha e tomar um toco histórico. Não haveria nenhum problema nos personagens não serem exatamente o que parecem, isso geralmente é até mais interessante, mas tamanha mudança de comportamento sem o devido contexto soa… confuso, no mínimo.

Aliás, corrigindo, “quase” todos os personagens são assim “irregulares”, todos menos o de Rebel Wilson, que como sempre é aquela louca piadista non-stop,  uma versão gringa, loira e mais cheinha da nossa Tatá Werneck. Ela (sim!) é o que é do inicio ao fim. Merecia um filme centrado nela, algo como um “Solteira sim, sozinha nunca!”.

O enredo não se decide em ser uma comédia romântica, um besteirol, uma comédia de erros, ou mesmo um daqueles filmes que várias estórias aparentemente descontadas se unem num só desfecho. Seguindo o mote “Pau que nasce torto, nunca se endireita” o filme vai capengando entre uma piada e outra, indicando sérios problemas na sua concepção criativa. Apesar de toda irregularidade, rende alguns bons (e isolados) momentos, a maior parte centrada em Rebel Wilson e Leslie Mann, o que é insuficiente para manter o interesse numa longa de comédia de quase duas horas.


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DeadPool

Baseado no anti-herói não convencional da Marvel Comics, DEADPOOL conta a história da origem do ex-agente das Forças Especiais que se tornou o mercenário Wade Wilson. Depois de ser submetido a um desonesto experimento que o deixa com poderes de cura acelerada, Wade adota o alter ego de Deadpool. Armado com suas novas habilidades e um senso de humor negro e distorcido, Deadpool persegue o homem que quase destruiu sua vida.[Sinopse]

Antes de falar do filme em si é preciso falar da super-mega-ultra-estratégia-de-marketing-das-galaxias que a Marvel fez e que, mais uma vez, transformou um super-herói relativamente obscuro (para os não-leitores de HQ!) no hit de sucesso do momento, capaz de ofuscar inclusive “Batman x Superman”, a maior carta na manga da DC Comics, sua eterna concorrente. Vale lembrar que a Marvel já tinha resgatado personagens que tinham apelo nos quadrinhos, mas quase nenhum para o público em geral, muito menos no cinema, como o próprio Homem-de-Ferro, os Guardiões da Galaxia e, mais recentemente, O Homem-Formiga. E teve enorme sucesso com todos, o que nos faz lembrar da época que perguntávamos “Quando será que a Pixar vai errar?” de tanto que eram seus seguidos acertos. Sim, um dia a Marvel vai errar, não é possível manter esse nível de ousadia e excelência eternamente, mas demonstrando um completo conhecimento dos seus personagens e o público que os consome, esse dia parece longe de chegar.

O filme em si é sensacional, entrega ainda mais do que prometeu, sendo considerado a adaptação mais fiel de um personagens dos quadrinhos já feita, e de quebra, uma ode ao mundo atual dos memes, da #ZoeiraNeverEnds e um golpe nos bastiões do politicamente correto. Prepare-se para uma metralhadora de piadas com uma hora e quarenta minutos. E mais na cena pós-créditos. Nada passa ileso a verborreia cômica de Wade Wilson, desde Hugh Jackman (seu alvo preferido, seria uma vingança por “Wolverine – Origens”?), passando por Liam Neeson, Sinead O’Connor, e finalmente resvalando até em “Curtindo a Vida Adoidado”.

O resultado é um filme que agrada público, crítica, fãs e não-fãs de HQ, sendo extremamente inovador, subvertendo o gênero do momento (super-heróis), dando de ombros para a censura 16 anos, e mesmo com todos essas características (aparentemente) exclusórias, é um sucesso total de bilheteria (esperava-se dele U$ 50 mi no primeiro final-de-semana, rendeu U$ 135 mi !), quebrando diversos recordes. Então, como não gostar?


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Caçadores de Emoção


Em Caçadores de Emoção – Além do Limite, filme de ação com alta carga de adrenalina da Alcon Entertainment, um jovem agente do FBI, Johnny Utah (Luke Bracey) se infiltra em um habilidoso time de atletas aventureiros, liderados pelo carismático Bodhi (Edgar Ramizez). Os atletas são os principais suspeitos em uma onda de crimes extremamente incomuns. Disfarçado, e com a vida em perigo iminente, Utah se esforça para provar que eles são os arquitetos dessa sequência de crimes inconcebíveis. O filme é repleto de manobras de esportes radicais jamais vistas no cinema. As cenas de ação e aventura são realizadas por atletas de elite, que representam o melhor do mundo nas categorias de surf de ondas gigantes, wingsuit, snowboard, escalada livre em rochas e motociclismo de alta velocidade. [Sinopse]

Esta refilmagem do clássico cult “Caçadores de Emoção” (1991), um dos melhores exemplares do cinema de ação da década de 90, sendo um dos ultimos sucessos de bilheteria de Patrick Swayze, o primeiro blockbuster de Keanu Reeves e que, de quebra, nos trouxe Kathryn Bigelow, até então era apenas a esposa de James Cameron, que viria ser a primeira mulher a ganhar um Oscar de Melhor diretora, por “Guerra ao Terror” (2008). Adicione ao exito de publico e critica uns vilões style, um mocinho hesitando em debandar pro lado negro da força e muito esporte radical.

As cenas de ação em geral são bacanas, mas as vezes trucagens dos efeitos especiais passam dos limites, o que soa artificial, principalmente nos esporte no mar, como o Surfe. O filme fica muito com cara de “hippie de boutique”, ou seja, tudo é artificialmente zen e cool demais.

Mas o principal problema do filme é a dupla de protagonistas que passa longe do carisma de Swayze e Reeves. No papel de Bodhi, que seria originalmente de Gerard Butler (ele ja havia feito um surfista zen em “”), ficou com Edgar Ramirez, que não está ruim, não compromete, mas também não encanta. Na versao antiga, todos torciam pelo Bodhi de Swayze, apesar dele ser um ladrão de bancos. O australiano Luke Bracey no papel de Johnny Utah é que é mesmo um fracasso, não tem aquele lado rebelde e destemido de Reeves.

Tido como uma nova possibildade de franquia para a Waner Bros, custou mais de U$ 100 mi, e arrecadou U$ 130 mi mundialmente, ou seja, não rendeu o esperado para justificar uma continuação.

Sempre acho válido se analisar um filme hermeticamente, como peça única, isolando-o de comparações, memória afetivas e outras. Visto assim, é um filme de ação bacana, honesto, mas quando comparamos com o original constatamos como o filme miseravelmente falhou. Escolha seu ponto de vista.


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Creed – Nascido para Lutar

Adonis Johnson (Michael B. Jordan) nunca conheceu o pai, Apollo Creed, que faleceu antes de seu nascimento. Ainda assim, a luta está em seu sangue e ele decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe. Após muito insistir, Adonis consegue convencer Rocky Balboa (Sylvester Stallone) a ser seu treinador e, enquanto um luta pela glória, o outro luta pela vida.
[Sinopse]

Creed não é (mesmo!) uma cópia, refilmagem, reboot, continuação da franquia “Rocky”, iniciada em 1976 e finalizada trinta anos e cinco filmes depois com “Rocky Balboa”. É um spin-off, um derivativo, com personalidade própria, que não se escora em enredo, fotografia, montagem ou qualquer outro recurso da franquia-mãe. É um filme que compartilha a mesma estória de um pugilista desacreditado, mas com muita personalidade e garra, e o personagem Balboa, agora como treinador. Ah, e a Filadélfia!

Stallone sempre foi um cara muito mais inteligente e sensível do que o imaginário popular jamais sonhou. Aqui ele faz piada de si mesmo o tempo todo (“Nuvens? O que ele quis dizer com “nas nuvens”?), aceita se enfeiar (ainda mais!) e se mostra cheio de rugas e envelhecido sem o menor constrangimento. E a interpretação de Rocky ele tira de letra, cpom simpatia e ternura, adaptando-se muito bem a nova função.
A chave do sucesso do filme foi o tratamento respeitoso, carinhoso e principalmente honesto que o trio Stallone (produtor), Ryan Coogler (diretor) e Michael B. Jordan trataram o projeto. Os aspectos técnicos sofreram um baita upgrade de qualidade. A primeira luta de Adonis, sem cortes, dentro do ringue, por dois rounds é um primor. A trilha sonora se distancia (quase que) completamente da trilha original de Bill Conti inserindo uma pegada hip hop condizente com o contexto que a trama esta inserida. Não há firulas, exageros ou artifícios desnecessários, tudo está plenamente justificado, inclusive o final adequado.
E tudo fica ainda mais mágico com a introdução de elementos de memória afetiva que temos não só com o personagem Rocky Balboa, mas também com o próprio Apollo “O Doutrinador” Creed, que tem grande destaque e influência na trama. Um filme emocionante, digno, sóbrio, sem pirotecnias, executado de forma magistral. Filmaço!


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