Desordem no trânsito e lixos nas ruas estão entre os principais problemas dos moradores da Liberdade


Foto: Reprodução

O bairro da Liberdade é uma região histórica de Salvador, mas que, infelizmente, ainda possui problemas que fazem parte da rotina dos moradores. Desordem no trânsito, lixo nas ruas e ausência de fiscalização na Feira do Japão são algumas das insatisfações de quem precisa buscar alternativas diárias para lidar com as questões do bairro. 

O morador Jamilson Oto, por exemplo, vive no local há 52 anos e destaca que a qualquer hora do dia o trânsito no bairro é um verdadeiro caos. “Aqui é possível encontrar estacionamento em cima dos passeios, fila dupla, carros parados no meio da rua, principalmente na região da Farmácia São Paulo, onde tem o Bradesco. O trânsito na região é um caos, pois não tem espaço suficiente para tanto carro”, enfatiza.  

Como alternativa, Oto sugere uma atuação mais incisiva da Transalvador. “Não há um plano da prefeitura para melhorar isso. Se houvesse uma fiscalização de trânsito, um posto da Transalvador ou até mesmo um circuito de câmeras para fiscalizar, já ajudaria bastante”.  

O lixo espalhado na via é um problema recorrente constatado pela jovem Ingrid Pires, que mora na rua São Cristovão há 16 anos. Segundo ela, a ausência de locais específicos para o depósito dos resíduos gera um mal cheiro na localidade e, inclusive, é motivo de discussão entre os moradores. 

Foto: Elson Barbosa

“O que prejudica nossa rotina aqui é o lixo em lugares expostos, principalmente no horário da refeição. O mau cheiro entra em nossa residência e é muito complicado. Nesses 16 anos o que eu mais vejo aqui são moradores brigando porque não quer lixo na porta um do outro, porém não temos onde colocar, a não ser nos postes”, frisa Ingrid.  

Quando o assunto é a Feira do Japão, uma das regiões comerciais mais antigas do bairro, os comerciantes também listam uma série de problemas.  

Foto: Elson Barbosa

O açougueiro Edson Luis Duarte possui o comércio há cerca de 20 anos no local e destaca que a falta de organização acaba prejudicando a venda dos produtos. “Deveria ter uma fiscalização ativa por aqui. Tem até um fiscal, mas que não faz nada. Aqui mesmo, na minha porta, colocaram dois freezer. Tiraram um e ficou o outro. Encheram de porcaria dentro e eu não posso falar nada. Já chamei os fiscais, mas não adianta”, desabafa.

Por meio de nota, a Transalvador informou que os agentes do órgão realizam fiscalizações rotineiras no bairro, mas reforçou que, em caso de identificação de irregularidades, os cidadãos podem entrar em contato com a autarquia municipal através do disque salvador 156 ou pelo aplicativo NOA Cidadão. 

Já sobre o problema envolvendo o lixo na rua São Cristovão, a Limpurb afirmou que a coleta é feita diariamente no turno da noite, e que, por se tratar de uma via principal, com grande fluxo de veículos, não há necessidade da instalação de um contêiner no local. 

Em relação à Feira do Japão, a Secretaria Municipal de Ordem Pública disse que agentes do órgão atuam fiscalizando de maneira fixa de terça a sábado, dando apoio aos clientes e comerciantes. 

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