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Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'

Com show especial de dia dos Namorados, Ritchie se apresenta nesta quarta (12), em Salvador

Mariana Barreto • 12/06/2024 às 12:30 • Atualizada em 13/06/2024 às 7:50 - há XX semanas

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O Dia dos Namorados será envolvido pelo romantismo das músicas de Ritchie. O cantor anglo-brasileiro se apresenta nesta quarta-feira (12), na Pupileira. Ele conversou com o Mundo GFM sobre curiosidades da vinda ao Brasil e o lançamento de um novo projeto.


				
					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. Foto: Divulgação / Alessandra Tolc

Ritchie era atraído por tudo ligado à música e sua vinda ao Brasil não foi diferente. Nos anos 70, ainda na faculdade, um amigo o apresentou a um grupo de músicos brasileiros, conhecidos como Rita Lee, Liminha e Lucinha Turnbull, da banda Os Mutantes e, sem nunca pensar em ir para o Brasil, o cantor foi convencido em poucas palavras.

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					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. ​Foto: Divulgação

"Viramos amigos e levamos eles para o País de Gales e enquanto tocavamos no topo de uma montanha, não me lembro se foi o Liminha ou a Rita, mas eles falaram 'você tem que ir para o Brasil tocar com a gente’ e nunca tinha passado por minha cabeça ir para o Brasil, mas eu gostei da ideia e, de fato, fui.”

O cantor aproveitou as terras brasileiras até acabar o período permitido no visto e logo que voltou para a Inglaterra, foi para uma festa e conheceu Leda Zuccarelli, a brasileira que "firmou a vontade [de ritchie] de voltar ao Brasil".

Leda trabalhava em Londres, eles foram se apaixonando, até viajarem para o Rio de Janeiro sem previsão de retorno. Atualmente, com 52 anos de casados, eles têm 2 filhas e um netinho a caminho.


				
					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. Foto: Divulgação / Alessandra Tolc

Ritchie contou ainda que trancou a matrícula na universidade de Oxford, onde estudava literatura, e que “eles mandam todo ano o convite dizendo ‘sua matrícula ainda está aberta, se tiver com vontade de voltar’, mas veja bem, eu estou com 72 anos, a possibilidade de voltar é bem curta, a universidade já deve ter entendido uma hora dessa".

'Nunca abri um livro'


				
					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. Foto: Divulgação / Alessandra Tolc

Autoditada, o músico aprendeu não apenas instrumentos musicais como a própria língua portuguesa sozinho. Segundo o artista, o ouvido atento de músico o ajudou muito para aprender.

“Eu nunca abri um livro sequer para aprender português, nem tive aula, foi tudo pela fonética, inicialmente só imitando as pessoas e as frases que eu ouvia, mas estou lendo Machado de Assis agora, esse tipo de coisa ainda era muito difícil para mim na época que cheguei.”

Ele contou que antes mesmo de entrar na primeira banda, já tocava clarinete e oboé, até que as bandas de rock dos anos 60 começaram a usar flauta no repertório como Traffic com Steve Winwood e a banda Jethro Tull, com Ian Anderson na flauta, "ele trouxe uma certa agressividade a flauta, que é um instrumento que normalmente é meio Pastoral pelo assovio e, ele não, ele usava voz junto e criava um tom mais agressivo", o que fascinou Ritchie.

Novo projeto

O cantor deu início a um projeto que pretende lançar 14 novos sigles ao longo do ano. O primeiro lançamento foi “Saudade Sem Paisagem”, feita em parceria com Fausto Nilo, e uma versão inédita de “Ando Meio Desligado”, que é a regração de um clássico de Sergio Baptista, Rita Lee e Arnaldo Baptista.

Ritchie explicou que a ideia é lançar singles em dupla, como uma metáfora aos discos de LP, com lado A e lado B, gravando músicas inéditas e regravações de autorais.

“Nosso primeiro lançamento foi 'Saudade Sem Paisagem' que eu fiz com um Fausto Nilo é uma música inédita e a outra é uma regravação dos Mutantes no 'lado B' e é provável que ao longo do ano eu regrave algumas músicas que ficaram e não estão nas plataformas digitais".


				
					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. Foto: Divulgação / Alessandra Tolc

Ele destacou que a música 'Transas' é o segundo maior hit da carreira, mas não tem nenhuma versão gravada e estúdio disponível nas plataformas digitais, então a ideia é "regravar algumas canções da carreira que, são apresentadas em shows, mas não estão fáceis para o público acessar”.

Show para os apaixonados

O show desta quarta começa às 21h30, na Pupileira, localizada no bairro de Nazaré, em Salvador e terá no repertório a música nova e os maiores sucessos da carreira como "Menina Veneno", "Pelo interfone", "Transa" e "Um Homem em Volta do Mundo".


				
					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. Reprodução/ Instagram @richardcourt

Ritchie destacou que dentro do show tem uma homenagem aos Mutantes, amigos que o cantor será eternamente grato por terem o apresentado ao Brasil.

“Eu devo muito, não só a Rita, mas ao Liminha, ao Sérgio, ao Arnaldo da formação original dos Mutantes, porque foi através da generosidade deles de me acolher em casa, que eu finquei pé aqui no Brasil. São meus primeiros amigos brasileiros e sempre serão."


				
					Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'devo muito aos Mutantes'
Ritchie conta sobre a vida no Brasil: 'Nunca abri um livro'. Foto: Divulgação / Alessandra Tolc

Além do repertório, a esposa, que "gosta muito da Bahia", não costuma ir em todos os shows, mas fez questão de acompanhá-lo na apresentação deste dia dos namorados. Ritchie disse, ainda, que a Bahia é um dos melhores lugares de música.

“Para mim, dentro da música brasileira, a Bahia talvez seja de onde mais sai música, música própria, com muita energia. Minas Gerais também é um povo muito musical, mas é uma [música] mais erudita mais Barroca, a Bahia é mais Axé aquela alegria toda. Eu adoro esses dois públicos para mim são os melhores sem desmerecer outros”

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