Momentos antes de uma reunião no Palácio do Planalto com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que será realizada na tarde desta quinta-feira, o presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Diumar Bueno, afirmou que a redução de 10% do preço do óleo diesel na refinaria, anunciada na noite de quarta-feira pela Petrobras, e o congelamento do valor do produto por 15 dias, não são suficientes para que a categoria aceite fazer uma trégua, como pede o governo. Ele disse que os caminhoneiros querem respostas concretas.
— Quinze dias não é garantia nenhuma. Infelizmente, a categoria não dá credibilidade a promessas feitas pelo governo. A categoria quer respostas que sejam conclusivas e tenham aplicação imediata. É como dar um chute na bola e depois ela nos encontra de volta — disse Bueno.
Sobre a possibilidade de o Senado só aprovar na próxima semana o projeto de lei que, junto com a reoneração da folha de pagamento, prevê a redução do PIS/Cofins sobre combustíveis, ele afirmou que isso significa que não há preocupação do Congresso brasileiro em resolver o problema.
— Isso é uma demonstração da representação que nós temos no país do Parlamento e a preocupação que eles têm com o país.
Mais cedo, o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que a paralisação só seria suspensa se o Senado aprovasse, ainda nesta quinta-feira, até às 14h, o projeto que elimina a cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel até o fim do ano.
— Se na reunião de hoje, às 14h, o ministro (Eliseu) Padilha (da Casa Civil) e os ministros participantes anunciarem está aqui, o presidente assinou, aí o movimento é suspenso. Não é só do óleo diesel que tem que tirar PIS/Cofins. Tem que tirar dos combustíveis.
Diumar Bueno, porém, disse que há várias lideranças da categoria se posicionando, mas quem tem autonomia para falar em nome dos caminhoneiros é a confederação.
— Existem algumas coisas que não são respondidas pelo Diário Oficial. Quem tem de nos dar a resposta é o governo. Estamos trazendo uma nova posição e o governo tem a caneta na mão para nos responder. Até agora, o que nos foi apresentado não atende o pleito da categoria que está nas estradas — afirmou.
O presidente da CNTA não adiantou qual a nova proposta que trouxe ao Palácio do Planalto. Lembrou que a categoria tenta negociar uma solução com o governo antes das paralisações. Uma das condições era a suspensão dos reajustes no preço do diesel.
— O governo não teve sensibilidade e deixou o movimento acontecer — disse.
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Redação iBahia
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