Brasil

Mentor de estupro coletivo é condenado a 108 anos de prisão

Caso conhecido como a Barbárie de Queimadas aconteceu em 2012 e terminou com o assassinato de duas mulheres no interior da Paraíba

Da Redação (redacao@portalibahia.com.br)
- Atualizada em

Acusado de ser o mentor do estupro coletivo conhecido como a Barbárie de Queimadas, que terminou com o assassinato de duas mulheres no interior da Paraíba, Eduardo dos Santos Pereira foi condenado a 108 anos de prisão, depois de um julgamento que durou 19 horas. Na sessão do Primeiro Tribunal do Júri de João Pessoa, foram ouvidas sete testemunhas de acusação e uma de defesa.


O caso aconteceu em em 2012, quando dez homens submeteram seis mulheres a cárcere privado e cometeram abusos sexuais. Duas das vítimas foram executadas a tiros porque reconheceram os criminosos. O crime aconteceu na cidade de Queimadas (147 quilômetros de João Pessoa). Além de ter planejado a orgia criminosa, o paraibano Pereira foi acusado pelos outros réus de ser o responsável pelo assassinato de Isabela Monteiro e Michelle Domingos, que participavam da festa de aniversário de Luciano dos Santos Pereira, irmão de Eduardo.


Pereira decidiu realizar o desejo do aniversariante, de ser "presenteado com mulheres". No meio da festa, dez homens encapuzados invadiram a casa, simularam um assalto e violentaram as mulheres. As esposas dos dois irmãos, que estavam na residência, foram poupadas e trancadas em um banheiro. Um homem que havia sido convidado para a reunião, e não sabia do plano, também teve a mulher estuprada. Durante o estupro, duas mulheres - uma delas ex-cunhada de Pereira - reconheceram os criminosos.


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Pereira levou as duas para outro cômodo e as assassinou a tiros, abandonando os corpos em locais diferentes. Essa versão foi confirmada pelo seu irmão. Dos nove outros homens, três eram menores. Os adultos já foram julgados no ano do crime, em Queimadas, e suas penas somam juntas 186 anos de prisão, sob acusação de terem praticado estupro, cárcere privado e formação de quadrilha.


Como foi acusado de cometer homicídios, Pereira foi submetido a júri popular. E o processo foi transferido para a capital, para que os jurados não sofressem pressão. Ele foi condenado a 106 anos de prisão por homicídio duplo e qualificado e também pelos mesmos crimes cometidos pelos demais. A coordenadora geral de Acesso à Justiça da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher da Presidência da República, Aline Yamamoto, comemorou o resultado. "Este julgamento é emblemático e serve como exemplo contra impunidade no Brasil", disse.


Matéria original: Correio*