Brasil

Pastora é achada morta dentro de geladeira

Segundo a polícia, ela pode ter sido vítima de feminicídio

Marcos Nunes, da Agência O Globo
- Atualizada em

Feminicídio é a principal linha seguida pela Polícia Civil para apurar a autoria da morte da pastora e juíza de paz Yone Angela Máximo dos Santos dos Santos, de 47 anos. Ele foi assassinada em Miguel Pereira, na Região Centro-Sul Fluminense.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O corpo da pastora foi encontrado no último sábado, dentro de uma geladeira, na casa onde ela morava, no bairro Vera Cruz. De acordo com a polícia, o assassino ainda usou um arame e um lençol para amarrar e amordaçar a vítima.

Yone estava desaparecida desde o último dia 24. Como ela não ligou no dia do aniversário de um parente, que seria comemorado na quarta-feira seguinte, o familiar resolveu ir até a residência da pastora, no sábado.

Ao chegar no local, ele descobriu o assassinato e chamou a Polícia Militar. A polícia já sabe que, um dia após o desaparecimento de Yone, um namorado da vítima trocou tiros com policiais militares de São Paulo, que foram verificar um acidente de trânsito, no município paulista de Aparecida.



Durante o tiroteio, ele ainda matou um PM, antes ser também baleado e morto.

Na ocasião, dentro do veículo, policiais paulistas encontraram documentos de Yone Angela Máximo.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

De acordo com o delegado Luiz Fernando Nader Damasceno, da 97ª DP (Mendes), que respondeu neste fim de semana pela 96ªDP (Miguel Pereira), a causa exata da morte da pastora só será conhecida após o resultado do exame cadavérico da vítima.

"O corpo estava enrijecido, o que indica que ela havia sido morta já há alguns dias. Não notamos nenhuma perfuração aparente. Só o resultado do exame cadavérico poderá esclarecer a causa exata da morte. Feminicídio é uma das hipóteses consideradas", disse o delegado.