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Médico alerta para possíveis acidentes com fogos de artifício

O médico informou que Clériston Andrade já está preparado para receber pessoas com queimaduras e que o hospital aumentou o seu contingente de profissionais em 30%

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Redação Acorda Cidade
Com a proximidade do São João, data em que os fogos de artifício são tradição, os médicos costumam alertar sobre os cuidados no manuseio desses artefatos, especialmente quando se trata de crianças. O médico Alessandro Queiroz, que é coordenador da emergência do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), informou que a unidade de saúde já está preparada para receber pessoas com queimaduras e que o hospital aumentou o seu contingente de profissionais em 30%.
De acordo com o médico, no período junino do ano passado, o Clériston registrou três casos de queimaduras por fogos de artifício. Atualmente, ainda segundo informou, a demanda está em torno de 31 casos de queimaduras, em geral, durante o ano. Ele explica as diferenças entre os graus de queimaduras.
“As queimaduras são classificados em três graus: primeiro, segundo e terceiro. O Clériston está preparado para assistir esses pacientes de uma forma de urgência. Os pacientes de segundo e terceiro graus, que são mais graves e precisam de uma unidade especializada, são tratados, estabilizados e encaminhados para as centrais de referência, de acordo com a central de regulação do estado. Em casos de queimaduras mais leves, nós tratamos, estabilizamos e damos alta para mais cuidados em casa”, informou Alessandro Queiroz. Segundo ele, existem algumas características de extensão da queimadura em relação ao percentual da superfície corporal queimada e a profundidade da lesão na pele, que também interferem no atendimento e recuperação da vítima.
“Queimaduras de primeiro grau são leves e deixam só a pele vermelha. Queimaduras de segurando grau já aprofundam um pouco e geram bolhas. Já queimaduras de terceiro grau desenvolvem uma pressão mais profunda na pele, com queimaduras de músculos e de tecidos mais profundos. Isso vai piorando a gravidade da lesão. Também tem o cálculo da superfície corporal queimada que interfere na assistência, então um paciente que queima um braço é diferente de um paciente que queima 50% do corpo, por exemplo. Os cuidados são completamente diferentes”, destacou.
O médico orientou que em casos de queimaduras em que o fogo ainda esteja presente, a primeira coisa que deve ser feita é abafar o paciente e não jogar água. Em queimaduras mais leves, segundo ele, não deve passar nenhum tipo de substância desconhecida, deve-se apenas lavar com água abundante. Já em casos de queimaduras mais graves, o médico diz que após abafar o paciente, deve-se levá-lo para uma unidade hospitalar mais próxima para que depois ele seja conduzido de acordo com a logística de funcionamento.
O coordenador da emergência do Clériston Andrade disse ainda que não recomenda que os pais deem fogos de artifício aos filhos, mas que se isso ocorrer, que seja sob a supervisão 100% do tempo de um adulto responsável.