Sandyalê e Orquestra Contemporânea de Olinda fazem show no Pelô


Sergipe e Recife se encontram no palco na Praça Pedro Arcanjo, no Pelourinho, no próximo dia 18 de setembro. É que a sergipana Sandyalê traz novamente para a capital baiana as canções do álbum “Um no Enxame” e, em seguida, subirá ao palco a Orquestra Contemporânea de Olinda (OCO), lançando o novo trabalho: “Bomfim”.

O momento mais esperado da festa será quando as duas atrações se encontrarem no palco para interpretar a canção “Saúde”, da OCO. O show de Sandyalê também reserva surpresas. Na faixa “A Fila”, a sergipana irá receber como convidados especiais o sanfoneiro Daniel Neto e o guitarrista Thiago Ribeiro, ambos músicos da Toco Y Me Voy. Em “Sereia”, haverá performance da atriz Flora Rocha.No último dia 4, a cantora mostrou pela primeira vez aos soteropolitanos o repertório do show “Um no Enxame” no Lalá Multiespaço. A reação do público foi de quem reconheceu uma voz cheia de personalidade a serviço de composições que mesclam influências da música popular nordestina com o reggae da gypsy jazz, revelando aquela que hoje melhor representa a nova safra de compositores sergipanos.Sandyalê –  “Um no enxame” é o primeiro álbum de Sandyalê, gravado no Orí Estúdio (Aracaju-SE) e Carranca Estudio (BA) entre agosto de 2013 e maio de 2014. A sonoridade é bem orgânica e traz influências naturais do reggae, que se mistura à pulsação das percussões africanas e às matrizes culturais do nordeste brasileiro, com uma atmosfera bem natural, sem o uso de muitos processamentos de áudio ou instrumentos sintetizados.Nascida em Aracaju (SE), a cantora passou a infância e adolescência respirando a brisa acolhedora da praia de Atalaia, cenário característico que inspira artistas da cidade desde a década de 70, ouvindo seu avô cantar baladas do The Platters, Orlando Silva e Nelson Gonçalves. Soltou sua voz pela primeira vez ainda criança, acompanhando sua mãe em noitadas de karaokê e alcançando as maiores notas.OCO – O repertório do álbum “Bomfim” dá o tom do show que será apresentado pela OCO. De certo que o disco também poderia chamar-se Guadalupe, Cariri, Bonsucesso, Maruim…Toda Olinda lá de baixo, às margens do sítio histórico, descreveria bem a essência do terceiro álbum de carreira da Orquestra Contemporânea de Olinda (OCO).Neste trabalho, a banda, que desde 2008 trilha um caminho crescente no cenário da música brasileira, volta confortável para casa. O bom fim de um ciclo criativo para um recomeço, com tudo de melhor que a palavra traz. Retorno ao que Olinda tem de mais rico: os moradores, os candomblés e seus afoxés, os cocos de umbigada. As figuras fantásticas em um carnaval reconhecido no mundo todo. Os sete músicos pernambucanos, de performances sempre surpreendentes no palco, vivem, se alimentam dessa Olinda transbordante de arte e autorreferências, ao mesmo tempo cosmopolita, transitando lado a lado com o que vem de fora.

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