Salvador

Concentração de taxistas deixa trânsito congestionado no Centro

Manifestação é contra o serviço de transporte realizado através do aplicativo Uber

Gil Santos e Tailane Muniz
O protesto realizado por taxistas na manhã desta quarta-feira (14) ainda está provocando reflexos no trânsito de Salvador. Segundo a Transalvador, os trabalhadores estão concentrados, nesse momento, no Fórum Ruy Barbosa, em Nazaré. Por conta disso, a Avenida Joana Angélica está congestionada nos dois sentidos. As principais ruas de Nazaré também estão engarrafadas. A carreata começou por volta das 9h e aconteceu sem grandes transtornos no trânsito até o entorno do Dique do Tororó. Chegando no retorno do Orixás Center, no Centro, o trânsito ficou bastante congestionado. A carreata durou cerca de três horas, do CAB até o Campo da Pólvora. Os taxistas ocuparam três faixas da Avenida Joana Angélica deixando o trânsito em toda região do Centro da Cidade completamente parado.
Taxistas concentrados no CAB aguardando para o início da carreta, por volta das 9h desta terça-feira
(Foto: Tailane Muniz/ CORREIO)
Por volta de 13h20, a Transalvador ameaçou multar os motoristas de táxi caso eles não desocupassem as vias. A ação atraiu a atenção de pessoas que passavam pela região e alguns passageiros que aguardavam nos pontos de ônibus gritaram contra o movimento dos taxistas. Cerca de 300 motoristas de táxi saíram em carreata do Centro Administrativo da Bahia (CAB) até o fórum. O presidente da Associação Geral de Taxistas, Gustavo Tavares, informou que o ato dos motoristas é simbólico e que a concorrência com o Uber não é justa. "Nós acreditamos que é uma concorrência desleal, então não tem como haver uma livre concorrência se as categorias não se equiparam. Queremos uma fiscalização efetiva em Salvador", afirmou. Nesta terça-feira (13), a justiça baiana indeferiu o pedido da Associação Metropolitana dos Taxistas de Salvador e Região Metropolitana (AMT) contra a atuação do Uber. Na decisão, a juíza Patrícia Didier de Morais Pereira informa que não se verifica ilegalidade no serviço, portanto, não se pode afirmar que a sua permissão afronta o princípio da livre concorrência. A medida cabe recurso.
Correio24horas