Salvador

Trens do Subúrbio estão sem funcionar nesta sexta (30)

A paralisação das atividades é contra a reforma trabalhista e da previdência

Nilson Marinho, do Correio 24 Horas (nilson.marinho@redebahia.com.br)

Os dois trens que fazem a ligação entre os bairros de Paripe e Calçada, no Subúrbio, estão parados desde às 5h desta sexta-feira (30). A paralisação das atividades é contra a reforma trabalhista e da previdência. Por conta disso, a alternativa para os moradores está sendo os ônibus que estão circulando normalmente na região ao contrário do que acontece na área do Iguatemi, onde os rodoviários estão sem circular.

De acordo com Genilson Lopes, diretor sindical dos Sindicatos dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Ferroviário  (Sindiferro) o transporte volta a funcionar apenas neste sábado (01). Cerca de 17 mil usurários passam pela estação da Calçada todos os dias. "Estamos lutando pelo os direitos dos trabalhos contras as reformas que estão sendo impostas. Avisamos com antecedência para a população para evitar os transtornos", pontua.

Com a falta dos usuários do transporte, o taxista Clovis Oliveira, 44 anos, que em dias normais costuma fazer quatro viagens pela manhã sofre com a procura de passageiros "Até agora não fiz nenhuma viagem, mas entendo a importância da paralisação", pondera.

Quem também sofre com a falta de clientes é o ambulante Alexandre Batista, 40 anos. Ele vende cerveja e água em frente à estação da Calçada. Com a paralisação e a chuva, vai encerrar o expediente mais cedo. "Hoje é o dia que tem maior movimentação por ser uma sexta. Não vendi nada até agora, estou pensando em recolher a minha guia e voltar pra casa antes do almoço", lamenta.

O técnico administrativo, Vladimir Cardoso, 53 anos, pega todos os dias o trem que sai da estação de Periperi até a Calçada para evitar o congestionamento da Avenida Suburbana. De lá ele costuma pegar um ônibus até o campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Ondina, onde trabalha. Hoje, para não se atrasar para o compromisso saiu de casa 30 minutos antes. "Não quero arriscar chegar atrasado. Compreendo perfeitamente a paralisação dos profissionais. O impacto das reformas é muito maior do que isso", avalia ele.