Eleições 2018

Célia Sacramento e João Henrique são sabatinados nesta quinta (6)

Serão 60 minutos de transmissão ao vivo pelos sites do CORREIO e do iBahia

Redação Correio 24h
- Atualizada em

"O último dia de sabatina do CORREIO/iBahia acontece nesta quinta-feira (6). A primeira sabatinada do dia será a candidata da Rede, Célia Sacramento, às 11h. Em seguida, o candidato ao governo pelo partido PRTB, João Henrique, às 13h.

As sabatinas são conduzidas pelos jornalistas Donaldson Gomes, editor de Política e Economia do CORREIO, e Maíra Azevedo, a influenciadora digital que criou a personagem Tia Má. 

Serão 60 minutos de transmissão ao vivo pelos canais digitais do CORREIO e do iBahia (sites, páginas no Facebook e no Youtube).

Foto: Reprodução

A sabatina vai ser dividida em quatro blocos de 15 minutos cada. No primeiro bloco, o candidato poderá se apresentar ao público respondendo uma pergunta comum a todos e outra feita por um adversário, que foi sorteado previamente na presença dos assessores de cada candidato. Nos demais blocos, apresentarão seus projetos e responderão perguntas, tanto dos jornalistas que comandam a sabatina, quanto dos internautas e ainda de eleitores que foram entrevistados e resolveram mandar um questionamento, em intervenção feita na estação da Lapa. 

O CORREIO hoje tem uma audiência média mensal de 30 milhões pageviews e 5 milhões de usuários únicos, enquanto o iBahia acumula  22.698.904 de pageviews e 3,1 milhões de usuários.

Primeiro dia

Na segunda-feira (4), o candidato Zé Ronaldo (DEM) foi o primeiro a ser entrevistado pelos jornalistas. Entre as propostas apresentadas, ele falou sobre não aumentar os impostos.

Zé Ronaldo foi questionado pelo editor de economia e política do CORREIO, Donaldson Gomes, sobre o ICMS cobrado na Bahia, um dos maiores do país. Zé Ronaldo afirmou que não irá aumentar nenhum dos tributos do estado, caso seja eleito. Com relação ao ICMS, o democrata afirmou que irá retornar à lei em vigência no governo de Paulo Souto com uma incidência menor da cobrança do diesel.

Já o candidato Rui Costa (PT) cancelou a sua participação. Mesmo assim, por respeito aos eleitores, os jornalistas Donaldson Gomes e Maíra Azevedo leram as perguntas em uma transmissão ao vivo que durou cerca de 15 minutos.

Em relação à ausência do candidato Rui Costa, o diretor do CORREIO lamentou. “É um desrespeito ao eleitor, ao cidadão baiano e à própria democracia. É uma atitude não republicana e bem lamentável”, avaliou. Para Gazzi, foi uma pena que o candidato tenha optado por deixar de utilizar o espaço disponibilizado. 

Através de uma nota, encaminhada às 17h30 de segunda (3), o candidato petista justificou a ausência na sabatina dele, que estava prevista para hoje às 13h: “A assessoria de comunicação do candidato à reeleição Rui Costa informa que o mesmo não poderá participar da sabatina desta terça-feira, dia 4, por questões de agenda e de gravação dos programas eleitorais”.

Segundo dia

O candidato Marcos Mendes (PSOL) foi o segundo a participar da sabatina CORREIO/iBahia, nesta quarta-feira (5). Ele falou do que pretende fazer se eleito, defendeu a desmilitarização das polícias e prometeu aumentar o investimento na educação da Bahia, entre outros.

Mendes afirmou que a lógica de governo do PT não mudou a disparidade social que vive a Bahia há muitas decadas. "Somos o 7º estado mais rico, mas temos a 5ª população mais pobre. E isso vem acontecendo historicamente. Isso não mudou, esse fosso social", afirma.

Ele defendeu o investimento em negócios rurais, combatendo o "agronegócio do veneno", que tem "envenenado nossa terra, nosso ar, nossas pessoas".  "Queremos inverter esse lado. Gerar emprego e renda no campo, que você mexe com violência, educação no campo. A gente quer fazer essa atuação nessa base popular, no campo", disse, afirmando também que vai trabalhar para trazer de volta a Cesta do Povo.

"Primeiro ponto é a gente dar transparência a tudo. As pessoas só são chamadas de 4 em 4 anos", criticou, defendendo uma maior participação popular. Ele também respondeu questões sobre o meio ambiente e licenças ambientais. "Vamos ter regras rígidas na questão ambiental. Quem preserva (a natureza) são as comunidades indígenas, quilombolas. Vamos ser severos na fiscalização", afirmou. "Hoje as pessoas fazem licenciamento ambiental pela internet, sem fiscalização", diz.

Sobre a educação, Mendes prometeu aumentar o investimento no setor. "Fazer formação continuada dos professores, reestruturar escolas, ter plano de carreira. Há 37 anos do governo passado, esse atual 12 anos, e nada acontece", critica. O candidato também afirmou que é preciso mudar a perspectiva com que é tratada a educação. "A gente precisa saber que modelo de educação a gente quer. Hoje as pessoas são formadas para fazer vestibular ou ser mão de obra barata de grandes empresas". E prometeu: "Vamos colocar 10% do PIB na Educação e 7% da receita líquida de impostos. Queremos que professores ganhem todos acima do piso. No tema Cultura, Mendes disse que se eleito aumentará o investimento no setor para 1,5% do orçamento.

Já para a segurança, Mendes defendeu a desmilitarização das polícias. "A gente quer uma polícia desmilitarizada, com foco nos policiais, na inteligência, e discutir um modelo de polícia que tenha controle social e corregedoria forte", afirmou. Para ele, os policiais hoje são cidadãos cerceados. "Os profissionais da área da segurança pública é considerado subcidadão. Por exemplo, não podem fazer greve, filiar a partidos. Primeiro ponto é valorizar o policial para ser cidadão", disse.

O terceiro candidato ao governo a participar da sabatina do CORREIO/iBahia, o emedebista João Santana acredita que o maior problema da Bahia é o desemprego. O postulante ao Palácio de Ondina prometeu transformar as “melhores escolas do estado” em instituições profissionalizantes, observando as características regionais. Para Santana, o desemprego será combatido através de políticas para incrementar a agricultura, o turismo e a educação.

“Sou radicalmente favorável aos cursos profissionalizantes, mas não do tipo que existem atualmente. Irei transformar escolas estaduais que, além de formar o aluno de curso médio, formem também em eletricidade, mecânica, agricultura para que ele possa assumir a própria vida economicamente”, disse o emedebista.

A segurança pública também foi um ponto considerado como central para ele. Como promessa, Santana afirmou que irá "no mínimo duplicar o seguro de vida do policial que morrer no combate", aumentar o efetivo de policiais militares de 32 mil para 45 mil e criar companhias policiais "ligeiras para atingir as áreas rurais".

"Ao atacar o desemprego, nós poderemos retrair o número de pessoas que recorrem à marginalidade. Outro caminho é transformar as polícias em comunitária, bloquear as fronteiras do estado para evitar o tráfico de drogas e o contrabando, instalar um serviço de investigação acoplado à uma inteligência muito sofistificada e melhorar a atividade policial", prometeu.

O candidato afirmou não ter pensado em propostas específicas para o povo negro e para o povo LGBT porque "não vê diferença em ninguém". “Tratarei a juventude negra como tratarei a juventude branca. Da mesma forma. Não faço exclusão”, declarou. Ele também se comprometeu a diminuir o número de secretarias do estado, mas não quis se comprometer com quais ficarão de fora, caso seja eleito. “Eu irei desburocratizar administração pública, isso envolve a redução do número de secretarias. Farei uma reforma administrativa, onde vou estudar cada caso”, disse.

Com relação à propostas para cultura e patrimônio, João Santana afirmou que começará com a gestão de manutenção dos prédios públicos. "O Arquivo Público é um pavio. A biblioteca também. Precisamos de gestão, de um gestor que entenda que realizar a manutenção evita prejuízos maiores. Não pretendo apenas recuperar os prédios, como quero levá-los para o interior da Bahia, promovendo a extensão da cultura para o interior".