Copa 2018

Copa do Mundo: regras de etiqueta para torcer no trabalho

Regra básica é estar atento às recomendações e cada firma sobre horários e atividades especiais permitidas durante os jogos

Agência O globo

Trabalhar com camisa da seleção ou usar cornetas só se a empresa permitir. Demonstrações exageradas de alegria ou indignação com lances do jogo nem pensar, pois ao seu lado podem estar colegas nada empolgados com os jogos querendo trabalhar normalmente. Aproveitar para tormar uma cerveja, já que a empresa adiou a entrada para depois do jogo do Brasil também pode trazer problemas. Essas são algumas das recomendações de especialistas em Recursos Humanos para que a Copa do Mundo não torne-se um projeto "Saque seu fundo".

A regra básica é estar atento às recomendações e cada firma sobre horários e atividades especiais permitidas durante os jogos. Para as que não estabelecerem regras claras, vale o bom-senso e a lembrança das recomendações que já valem para a festa de fim de ano da firma.

— Vestir a camisa da seleção sem permissão da empresa e gritar durante os jogos são os principais erros cometidos durante a Copa. O trabalhador precisa lembrar que ele não está no estádio nem é jogador da seleção - observa Roberto Picino, diretor-executivo da empresa especializada em recrutamento e seleção, Michael Page.

Dilza Tataranto, coach de Recursos Humanos, lembra que, muitas empresas permitem enfeitar o local de trabalho, usar a camisa da seleção e até organizar lanches especiais para os horários dos jogos do Brasil, quando não libera os funcionários. Mas, nessa Copa, em razão da conjuntura econômica mais desfavorável, esses casos reduziram consideravelmente, porque as empresas estão mais enxutas e não podem se dar ao luxo de parar suas produções.

— Quando a empresa não deixa claro o que pode e o que não pode, qualquer iniciativa deve ser, antes, compartilhada com o gestor imediato para aprovação. Este ano, como tem muitas pessoas que a recém conseguiram um emprego e temem não se efetivar, esse tipo de cuidado deve ser ainda mais frequente. Não organize nada sem perguntar — diz Dilza.