Saúde

Estudo aponta que casais que brigam muito podem ficar doentes

Quando as discussões viram rotina, elas podem causar problemas de saúde

Agência O Globo
Discussões ocasionais são parte normal de um casamento, mas quando elas se transformam em algo rotineiro pode causar problemas de saúde para o casal. Um estudo feito pela Universidade Estadual de Ohio descobriu que pessoas que se envolvem em muitas brigas podem desenvolver problemas no organismo, como a síndrome do intestino permeável — que propicia a absorvição do órgão de bactérias nocivas.
Segundo o site britânico Telegraph, pesquisadores recrutaram 43 casais, pesquisaram sobre seus relacionamentos e os filmaram por 20 minutos, enquanto discutiam tópicos delicados, como dinheiro e relação com familiares. Eles gravaram episódios de comportamento hostil, e coletaram amostras de sangue antes e depois dos confrontos.
— Achamos que este sofrimento conjugal todos os dias e, pelo menos para algumas pessoas, está causando mudanças no intestino que levam à inflamação e, potencialmente, doença. A hostilidade é uma marca registrada de maus casamentos e pode levar a mudanças fisiológicas adversas. — disse ao Telegraph, a Dr Janice Kiecolt-Glaser, uma das pesquisadoras.
Os homens e mulheres que demonstraram comportamentos mais hostis durante a pesquisa tinham níveis mais elevados de um biomarcador para intestino permeável, e também altos níveis de inflamação em todo o corpo.
A pesquisa revela que as brigas podem retardar a cicatrização de feridas e elevar risco de doenças relacionadas com a inflamação, incluindo depressão, doenças cardíacas e diabetes, mas ninguém sabia o que estava causando isso. Michael Bailey, um dos pesquisadores Instituto de Pesquisa de Medicina Comportamental da Universidade de Ohio e do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil Nationwide, explica como a inflamação altera o funcionamento do intestino.
— Com intestino permeável, as estruturas que geralmente são boas em manter o intestino grosso, onde há os alimentos parcialmente digeridos, bactérias e outros produtos, degradam e essa barreira se torna menos eficaz. — disse ao Telegraph