Brasil entra na contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina
Primeiro Mundial feminino na América do Sul terá 32 seleções, 64 jogos e oito cidades-sede e pode impulsionar o desenvolvimento da modalidade no país

Faltam 238 dias para o início da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, o Brasil receberá a décima edição do torneio organizado pela FIFA, com 32 seleções, 64 partidas e a expectativa de transformar o evento em um marco para o futebol feminino mundial. A abertura e a final serão disputadas no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Será a primeira vez que a competição acontecerá na América do Sul e a escolha brasileira foi confirmada em maio de 2024, quando o país venceu a candidatura conjunta de Alemanha, Bélgica e Holanda por 119 votos a 78 no Congresso da FIFA.
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Além do Rio de Janeiro, o torneio será disputado em São Paulo, Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre e Recife. Os estádios escolhidos são Maracanã, Arena Itaquera, Estádio Nacional Mané Garrincha, Arena Fonte Nova, Mineirão, Arena Castelão, Beira-Rio e Arena de Pernambuco.
A distribuição dos jogos por diferentes regiões permitirá ampliar o alcance do evento e movimentar o turismo e a economia local. Em Salvador, a Arena Fonte Nova será um dos palcos da competição, aproximando o público baiano das principais seleções do mundo.
Classificação e seleções favoritas
O Brasil tem vaga assegurada como país anfitrião. Até 26 de outubro de 2026, 18 seleções haviam garantido classificação: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão, pela Ásia; Nova Zelândia, pela Oceania; Argentina e Colômbia, pela América do Sul; Espanha, Alemanha, França e Dinamarca, pela Europa; e Argélia, Camarões, Malawi e Marrocos, pela África.
Argélia e Malawi disputarão a Copa do Mundo feminina pela primeira vez. As 14 vagas restantes serão definidas nas eliminatórias continentais e na repescagem internacional, prevista para 2027. Entre as equipes que ainda buscam classificação estão potências como Estados Unidos, Inglaterra e Holanda.
A Espanha, atual campeã mundial, figura entre as seleções de destaque, ao lado de Inglaterra, Alemanha, França e Japão. Os Estados Unidos, tetracampeões em 1991, 1999, 2015 e 2019, também estão entre as referências históricas da modalidade, mas ainda precisam assegurar sua vaga.
O Brasil tentará conquistar seu primeiro título mundial diante da torcida. A melhor campanha da Seleção foi o vice-campeonato de 2007, quando perdeu a final para a Alemanha. Em 1999, a equipe terminou na terceira colocação. O apoio do público poderá ser importante, embora a disputa reúna adversários de alto nível e qualquer projeção sobre o favoritismo dependa da composição final das equipes classificadas.
Uma história de expansão
A primeira Copa do Mundo Feminina foi disputada em 1991, na China, com 12 seleções. O crescimento do torneio levou à ampliação para 32 participantes em 2023, formato mantido para a edição brasileira. A competição também contará com ampla exposição na mídia. No Brasil, Globo e CazéTV foram confirmadas como plataformas de transmissão, ampliando as possibilidades de acompanhamento pela televisão e pelos meios digitais.
A realização do Mundial representa uma oportunidade para atrair novos públicos, estimular meninas a praticar futebol, ampliar patrocínios e fortalecer clubes e competições nacionais. Mas o impacto duradouro dependerá de investimentos contínuos, calendários organizados, formação de profissionais, infraestrutura adequada e melhores oportunidades de carreira para as atletas.
O torneio poderá, ainda, impulsionar o turismo, movimentar as economias das cidades-sede e reforçar a presença das mulheres em um esporte historicamente marcado pela predominância masculina.
A contagem regressiva está em curso.
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