Gominho desabafa sobre herança de Preta Gil e atende a último pedido da amiga: ‘Demorei para entender’
Apresentador do TVZ, do Multishow, retoma a carreira musical com a canção 'Proteção de Orixá' e prepara o projeto
Mais de um ano após a morte de Preta Gil (1974-2025), o apresentador Gominho, 37 anos, voltou a falar da amiga. Em conversa com a coluna Play, do jornal O Globo, ele negou os boatos de que teria recebido parte da herança da cantora, contou como lida com o luto e revelou que a retomada da música, com a banda de baile, nasceu de um incentivo dela durante o tratamento contra o câncer.

Gominho explicou que ficou com alguns objetos pessoais da amiga, mas destacou que a relação entre os dois jamais teve como base o dinheiro ou qualquer expectativa de retribuição pelo período em que cuidou dela. “Não faço a menor ideia de onde tiraram essa história. Hoje em dia, a internet tem um lado muito perigoso, que é o de dar voz a todo mundo, e todo mundo fala o que quiser”, lamentou.
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“As pessoas acham que essa seria uma forma de ela ser grata a mim por eu ter parado minha vida para cuidar dela. Mas a nossa relação nunca foi baseada nisso. Vivíamos outras coisas, e é isso que as pessoas não entendem”, declarou.
“Por mais rica que ela fosse, a nossa relação era muito íntima, com uma troca muito natural. Preta deixou para mim tudo o que eu sou hoje em dia. E fiquei com várias coisas que eram dela. Como a casa dela era muito grande, a gente foi dividindo as coisas. Peguei várias bolsas de grife, que, inclusive, eu vendi - fiquei só com uma, que era a que ela mais gostava. A echarpe que ela usava muito no pescoço e algumas coisas de casa também. São coisas afetivas mesmo, o dinheiro vem e vai. E eu não tenho apego a coisas materiais”, concluiu.
Luto

Apresentador do TVZ, no Multishow, Gominho, que acompanhou a cantora de perto durante o tratamento, afirmou que a dor foi diminuindo com o tempo e que hoje a lembrança dela é vivida de forma mais sensitiva.
“O luto é dolorido, mas, ao mesmo tempo, é um negócio interessante para você se perceber como pessoa. Porque são fases, e cada uma tem o seu tempo. Não existe um tempo para todo mundo, cada um vai digerindo e sentindo aquilo de um jeito”, explicou.
“Para mim, depois desse um ano e pouco, a dor diminui. E a minha relação com o pós da Preta virou algo mais sensitivo. Quando eu penso nela hoje em dia, eu penso muito com uma força de luz muito grande dentro de mim”, afirmou.
“Obviamente há a falta de abraçar, de olhar no olho, mas, graças a Deus, nesses últimos 15 anos da minha vida eu pude fazer muito isso porque estávamos muito juntos. Sinto que estou cada vez mais preparado para seguir a minha vida, mantendo ela sempre no meu campo energético, no meu coração e na minha vivência”, completou.
Incentivo de Preta Gil

Gominho atribuiu a Preta parte do mérito pelo novo momento na música. De acordo com ele, a cantora insistia que o amigo montasse uma banda de baile e via espaço no mercado para a proposta. “Quem convivia com ela sabia que ela era a maior incentivadora das pessoas. Ela tinha esse dom de olhar, de ver do que o outro era capaz e ficar instigando. Assim que ela ficou doente, quando ela teve o câncer, ela me incentivava muito a fazer uma banda de baile”, contou.
“Ela dizia: ‘O mercado está com esse lugar, tem demanda’. Eu demorei para entender aquilo. Ela sempre teve esse dom de impulsionar os outros a serem livres e fazerem o que quisessem, num lugar muito saudável”, relembrou.
O apresentador contou que já começou a ensaiar com o grupo, que reúne um repertório de clássicos. A ideia é conciliar os shows de fim de semana com o trabalho no Multishow durante a semana.
“Montei um projeto de banda de baile, com um repertório robusto de vários clássicos. Para o ano que vem, basicamente a ideia é viver de segunda a quinta com o TVZ, lá no Multishow, e, aos fins de semana, rodar o país afora fazendo música. E, mais do que música, levando o astral, porque o novo projeto se chama Gominho & Banda Astral”, ponderou.
“É isso que me acompanha sempre, que me movimenta e o que eu creio que seja uma das coisas que as pessoas amam em mim”, afirmou.

A aproximação com a música se intensificou durante a pandemia. Após lançar um álbum em 2023 e um EP neste ano, Gominho passou a topar parcerias com outros artistas sempre que se identifica com a canção, como aconteceu em “Proteção de Orixá”, feita com o cantor Quéops.
“Desde a pandemia, eu tenho vivido esse estreitamento com a música. Fiz o meu álbum em 2023, aí lancei um EP neste ano e fiz alguns poucos feats com amigos. Toda vez que alguém me chama para fazer uma parceria, se eu gosto da música, nem penso muito”, explicou.
“Acho que toda oportunidade que eu tiver de viver com a música, eu quero viver. O Quéops é um querido e a música é muito gostosa, aí foi difícil não aceitar. Não queria perder a chance de gravar essa música linda”, disse.
Assista ao "De Hoje a Oito", podcast de entretenimento do Ibahia:
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