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Bahia deve colher 522,5 mil toneladas de algodão na safra 2021/2022, diz Abapa

Número foi apresentado durante reunião com produtores. Anteriormente, a estimativa era de que se produzisse 12% a mais

Redação iBahia
28/06/2022 às 20h44

3 min de leitura
Foto: Julio Bogiani/Embrapa

A estimativa é de que a Bahia produza 522,5 mil toneladas de algodão beneficiado (pluma) na safra 2021/2022, segundo dados divulgados pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

O número é o mais recente avaliado pelos produtores, e, de acordo com a entidade, é 12% menor que o previsto anteriormente, quando a estimativa era de uma colheita de 588,4 mil toneladas de algodão.

A produtividade média no estado deve ficar em 275 arrobas por hectare (o equivalente a 1.700 quilos de pluma/ha), ante as 311 arrobas por hectare, apuradas em levantamento prévio.

Entre as causas da redução, estão as condições climáticas marcadas por seca, que, segundo a Abapa, impactaram na produção e produtividade da fibra para o ciclo em outros estados do país.

Na safra em curso, a Bahia plantou em torno de 309 mil hectares com a cultura, sendo 303 mil hectares na região oeste e 5,9 mil hectares na sudoeste. Até agora, o estado já colheu em torno de 20% do algodão plantado.

Os números baianos foram apresentados pela Abapa, durante a 67ª reunião da Câmara Setorial do Algodão e Derivados do Mapa, realizada na Ilha de Comandatuba, em Ilhéus/BA, como parte da programação do evento anual da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

No encontro, que reuniu os líderes da cadeia produtiva da commodity, foi divulgado que a produção nacional de algodão deve ficar em cerca de 2,6 milhões de toneladas de pluma, contra os 2,8 milhões previamente projetados.

“Na Bahia, o principal problema foi a ausência de chuvas no final do ciclo, em especial, nos municípios de Jaborandi, Correntina e parte de São Desidério”, explica o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

Ele diz que, apesar da distribuição irregular de chuvas ter prejudicado alguns municípios, nos demais, a oferta foi consistente, “o que, aliado à irrigação, ajudou a suportar um pouco a média de produtividade”.

No estado, a o regime de sequeiro é predominante, e soma 258,4 mil hectares, contra 50,5 mil hectares sob irrigação.

Na ocasião, Bergamaschi também reportou as suas impressões sobre a mais recente missão internacional de promoção do algodão brasileiro na Ásia, a Missão Vendedores, que leva os produtores nacionais para conhecer o maior mercado global da fibra.

Na edição de junho de 2022, os países visitados foram Indonésia, Tailândia e Bangladesh, onde os produtores brasileiros conheceram indústrias, empresários locais e participaram dos eventos realizados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), via Cotton Brazil, nestes locais.

“Merece um grande destaque o quanto somos conhecidos e respeitados em mercados como a Indonésia, país em que o algodão brasileiro, em algumas empresas, representa 100% do consumo, durante quase todo o ano”, disse Bergamaschi.

Sobre Bangladesh, o presidente da Abapa disse acreditar que o Brasil tem um grande potencial para avançar neste mercado.

“Nossa participação ainda é pequena, e há muito o que trabalhar neste sentido, já que estamos falando do segundo maior importador mundial”. Ele concluiu dizendo que os elogios ao algodão brasileiro e ao Brasil como origem superaram em muito as reclamações, que foram pontuais.

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