Bahia

Carros foram apreendidos em ação que prendeu marido de cantora

R$ 1 milhão é o valor da droga que a PF tirou de circulação com a prisão de empresário

Redação iBahia
12/05/2016 às 14h23

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O montante de droga apreendido pela Polícia Federal nesta quarta-feira, durante uma operação em que o marido da cantora Viviane Tripodi, o empresário Marcelo Paiva Caetano Rodrigues, 29 anos, foi um dos seis presos em flagrante, está avaliado em aproximadamente em R$ 1 milhão.  Foram apreendidas pouco mais de uma tonelada de maconha na fazenda da família Tripodi, na cidade de Jaguaquara, no Centro-sul do estado, e 70 kg de cocaína em um galpão em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. “O prejuízo para quem estava negociando essa carga com o grupo é de mais de R$ 1 milhão”, informou o delegado André Rocha, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, durante coletiva à imprensa, nesta manhã, 12, no prédio-sede da PF em Água de Meninos. Cinco carros de luxo foram apreendidos pelos policiais federais: uma picape Hilux, uma BMW, uma SW4 Toyota, uma picape Ford Ranger, um Fiat Linea, além de uma moto.

Van era usada para transportar drogas. (Foto: Divulgação/ Polícia Federal)

A maioria dos veículos era usada com frequência por Marcelo, apontado pela PF como o chefe da quadrilha. Segundo o delegado André Rocha, os veículos pode ter sido fruto de uma lavagem de dinheiro. “Apesar de carros estarem em nome de outras pessoas, comprovados que era ele quem usufruía e inclusive era quem cuidava da manutenção. Mas ainda estamos investigando. Para confirmação, será necessário ainda a quebra do sigilo bancário que deve ser deferido pela Justiça”, declarou o delegado. Além de Marcelo, foram presos em flagrante: Anderson Souza Cerqueira, Elton Souza de Santana, Osvaldo Alex Silva Dias, Francisco Lázaro Vasconcelos Martins e Jocelino Nascimento Souza. “Todos ele forma presos em flagrante, mas podem ter as prisões preventivas decretadas pela Justiça”, disse o delegado.

Maconha foi encontrada em fazenda pertencente à família Tripodi (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

De acordo com o delegado da PF, o grupo atuava na Bahia, principalmente nas cidades de Itabuna, Eunápolis e Porto Seguro – onde mandatos de busca e apreensão foram cumpridos – e em Salvador. “Ele (Marcelo) não tinha nenhum vínculo com organizações criminosas, atuava mais no varejo”, explicou. Questionado se outras pessoas estariam envolvidas na quadrilha, o delegado disse que, até o momento, a única comprovação até agora é dos seis presos, que estão à disposição da Justiça. “Ouvimos algumas pessoas da família e não contatamos nada que ligasse os demais aos envolvidos. Alguns foram interrogados e liberados. Outros ainda serão chamados à Polícia Federal”, declarou.

Correio24horas