Brasil

Deputados baianos são hostilizados em vôo; 73 mulheres detidas

Grupo de mulheres manifestou-se contra o impeachment; parlamentares votaram a favor

Redação iBahia
10/05/2016 às 17h31

2 min de leitura
Durante voo que saiu de Salvador com destino ao Aeroporto Internacional de Brasília, dois parlamentares baianos passaram por uma situação, no mínimo, atípica. Isso porque o avião em que os deputados Jutahy Magalhães Júnior (PSDB-BA) e Tia Eron (PRB-BA) encontravam-se, estava repleto de mulheres, integrantes de um grupo contrário ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo a própria parlamentar, em nota divulgada em sua conta no Facebook, o grupo de manifestantes “gritava e protestava com palavras em favor do Governo”. De acordo com o site G1, em nenhum momento houve agressão física. Ao chegar em Brasília, a Política Federal foi acionada e deteve as 73 mulheres. Todas foram liberadas após depoimento.

Vale ressaltar que ambos os deputados envolvidos votaram a favor do prosseguimento do processo de impeachment da presidenta.

Parlamentares passaram por maus bocados em voo (Foto: Arte/iBahia)

As mulheres viajaram para a capital federal pois irão participar da 4ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, que acontece na cidade entre os dias 10 e 13 de maio.Jéssica Sinai, assessora presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, estava presente no grupo que protestou e conta que foram momentos constrangedores. “Fizemos gritos de guerra contra os dois [deputados] em relação à questão do golpe. Após isso, o comandante, como iniciou o processo de decolagem, pediu que a gente ficassem em silêncio. Em nenhum momento ninguém desrespeitou. Quando chegou no solo aqui em Brasília, voltamos a fazer os mesmos gritos. Aí o comandante estava taxiando, entrou em contato com a Polícia Federal e disse que nós só poderíamos sair da aeronave com a presença da PF”, relata.A deputada Tia Eron afirmou que “desconhece se o grupo foi abordado pela Polícia Federal, e nenhuma solicitação, portanto, partiu da parlamentar, mesmo porque, respeita a liberdade de manifestação, e compreende perfeitamente que este cenário faz parte do atual momento pelo qual atravessa o País”.