Solidariedade

Família de garoto com baixa visão faz vaquinha na web para comprar óculos especial que custa R$ 4 mil: ‘Estamos no limite’

Família mora em Salvador e arrecadou até então apenas 10% do que precisa para conseguir dar qualidade de vida ao pequeno, diagnosticado ainda no terceiro ano de via com o problema

Alan Oliveira
21/05/2022 às 7h00

3 min de leitura
Foto: Arquivo Pessoal

“Estamos no limite com a preocupação”. É assim que o pai do pequeno Richard Shai, de apenas 7 anos, descreveu ao iBahia a dificuldade que a família tem passado com o menino, que sofre de baixa visão e precisa de um óculos especial que custa R$ 4 mil “para ontem”.

O equipamento vai ajudar o garoto em atividades básicas, como reconhecer alguém na rua, estudar e até brincar, mas está totalmente fora do orçamento da família. Por isso, os pais do menino decidiram criar uma vaquinha virtual para arrecadar o valor.

A medida foi a última opção encontrada. A família luta para conseguir o óculos desde janeiro deste ano, quando o equipamento foi receitado pelos oftalmologistas que cuidam da criança. Tanto que, por causa da demora, terão que levar o menino novamente ao médico para renovar a receita.

Richard é filho único e mora com os pais no bairro do Engenho Velho da Federação, no centro de Salvador. Atualmente, somente o pai do garoto trabalha. Ricardo Ferraz é motorista em uma concessionária da cidade e é com o salário que mantém as contas em casa.

A vaquinha para ajudar o menino foi criada no início deste mês e atingiu até então pouco mais de R$ 400, o que equivale a apenas 10% do valor que a família precisa para bancar o valor do orçamento na ótica mais em conta encontrada. Enquanto essa quantia não é alcançada, Richard segue com um óculos que já não o serve mais.

“Ele tem reclamado. Já falou: ‘Papai, eu não estou enxergando direito’. O óculos antigo está embassado, arranhado”, disse Ricardo.

Foto: Arquivo Pessoal

Segundo especialistas, a baixa visão, também conhecida como visão subnormal, é uma perda do sentido que não pode ser corrigida por óculos convencionais, lentes de contato, medicação ou cirurgia, causando incapacidade funcional e diminuindo o desempenho visual.

Ricardo conta que Richard começou a apresentar os sintomas ainda nos primeiros 3 anos de idade. No início, a família achava que o garoto aproximava os objetos do rosto pela curiosidade comum em crianças da idade, mas, na verdade, era a tentativa de enxergar melhor.

“A gente pensava que ele pegar as coisas e colocar as coisas perto do rosto era brincadeira, que era coisa de criança mesmo, mas era a dificuldade de enxergar. Então, levamos ao médico. Chegando no hospital, fizemos uma rotina de exames e a gente descobriu qual era a situação”, contou.

O pai de Richard explicou ainda que o problema se agravou ao longo dos anos e que atualmente o menino tem dificuldades com coisas simples. “Isso atrapalha em tudo, né?! Na brincadeira, na condição de brincar sem cair, na segurança. Ele cai, bate a cabeça, às vezes não reconhece as pessoas de longe e tem dificuldades para ler”.

A vaquinha está disponível na internet e qualquer valor pode ser doado. “O que a gente mais quer é pra ontem esse óculos. Vai dar a ele conforto, segurança, firmeza, liberdade de poder brincar, reconhecer os coleguinhas…”, apela o pai do menino.

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