Jovens se formam em curso da PM de combate às drogas


As armas utilizadas pela Polícia Militar da Bahia (PM-BA) no combate ao tráfico e ao abuso de drogas incluem também músicas, peças de teatro e muita conversa com crianças entre 9 e 14 anos. Esta é a dinâmica do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd/2011), que na manhã da quinta-feira (26) formou mais 110 alunos das escolas municipais da Palestina e Maria Rosa Freire, esta última no bairro Valéria.

Ao todo, seis mil crianças de 90 escolas da Região Metropolitana de Salvador (RMS) estão em formação pelo Proerd neste primeiro semestre. Atuando desde 2003, o programa forma anualmente cerca de 40 mil crianças, sendo 15 mil na RMS e 25 mil no interior do estado. No segundo semestre deste ano, o Proerd será aplicado a mais 120 escolas da RMS.

Durante a formatura, realizada na Escola Municipal da Palestina, as alunas Tailana de Jesus e Evely Kely dos Reis receberam diploma e tiveram suas redações premiadas, por expressarem bem no texto o que sentem e o que aprenderam no Proerd. “Quando a pessoa se vicia, ela pode até roubar ou fazer alguém refém para conseguir droga”, conta Tailana. Evely também quer se manter longe das drogas e do álcool. “As pessoas podem até virar traficantes, roubar ou matar para poderem sustentar o vício”.

Eficácia

O major Welder Menezes, chefe da Coordenação de Policiamento e Operações Estratégicas, disse que o resultado pode ser sentido a médio e a longo prazo nas comunidades onde o Proerd é aplicado. “Principalmente nas delegacias das regiões onde fazemos os trabalhos, os índices destas ocorrências envolvendo jovens vão diminuindo a cada passo”.

Segundo o capitão Elsimar Leão, coordenador do Proerd, uma pesquisa realizada pela PM-BA apontou que cerca de 70% das crianças que passaram pelo Proerd tornaram-se adultos saudáveis e se mantiveram afastados das drogas e da violência. “A satisfação é grande, os alunos se tornam multiplicadores e as famílias também são envolvidas. Há casos de pais que fizeram tratamento e se livraram da dependência química graças aos filhos que participaram do programa”.