No primeiro ano da pandemia, uma a cada cinco empresas da área cultural fechou na Bahia


Foto: Fábio Marconi / Divulgação

No primeiro ano da pandemia, uma a cada cinco empresas baianas da área cultural fechou. O segmento de artes, cultura, esportes e recreação, que foi bastante afetada em 2020, apresentou a maior “taxa de mortalidade” das empresas, de acordo com o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2020, divulgado nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Georgafia e Estatística (IBGE).

Os números representam uma taxa de 22,3%. A 2ª maior taxa de saída empresarial ficou com as outras atividades de serviço (20,1%).

Com a 3ª maior taxa de mortalidade empresarial em 2020 (18,7%), o segmento de alojamento e alimentação caiu do 4º para o 5º lugar no total de unidades locais empresariais na Bahia, com 13.274 (5,8% do total do estado). A atividade, que ocupava na 2ª posição em 2017, teve queda no número de unidades pelo quarto ano consecutivo, sendo ultrapassada em 2018 pelo segmento de saúde humana e serviços sociais, em 2019, pelas atividades profissionais, técnicas e científicas e em 2020, pelas indústrias de transformação.

Abertura de empresas

Considerando apenas unidades que nasceram em 2020, a Bahia teve uma taxa de natalidade empresarial de 12,9%, o que significa que 29.474 empresas começaram a funcionar pela primeira vez naquele ano. Isso representa uma queda 12,8% frente a 2019, quando haviam nascido 33.799 unidades empresariais no estado (4.325 a mais, numa taxa de 15,0%).

Dentre as atividades econômicas, o segmento de informação e comunicação teve a maior taxa de natalidade. Das 4.501 empresas desse segmento na Bahia, 784 começaram a atuar em 2020, o que representa uma taxa de 17,4%.

O maior número absoluto de empresas que abriram foi verificado no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, com 13.376 unidades surgindo em 2020. Por ser o segmento mais representativo no setor empresarial baiano, com quase metade do total de unidades locais do estado (107.965 de 229.167, ou 47,1%), o comércio acaba sempre liderando os rankings de números absolutos. O segmento teve um ligeiro crescimento (+0,8%) no total de unidades locais entre 2019 e 2020 e uma taxa de natalidade de 12,4%.

Longevidade

Apesar do saldo positivo da atividade empresarial em geral na Bahia, em 2020 a longevidade das empresas no estado continua baixa.

Das 40.761 unidades locais de empresas que nasceram (ou começaram a funcionar pela primeira vez) em 2010, na Bahia, 27,3% (3 em cada 10, ou 11.128) encerram as atividades antes de completar um ano.

Apenas 7.459 ainda estavam em atividade em 2020. Ou seja, 8 em cada 10 (33.302 unidades empresariais) fecharam as portas, no estado, em menos de dez anos de funcionamento. E 6 em cada 10 das unidades empresariais baianas nascidas em 2010 na verdade “morreram” bem mais cedo: antes de completar cinco anos de atividade (em 2015), 64,3% ou 26.209 haviam fechado as portas.

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