PF cumpre mandados contra grupo suspeito de extração ilegal de ouro na Bahia


Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta terça-feira (30) contra um grupo suspeito de extração ilegal de ouro no norte da Bahia. Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca nas cidades de Cansação e Monte Santo. Mais de 70 policiais federais participam da ação, com apoio de fiscais da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Os mandados judiciais foram expedidos pela Justiça Federal de Campo Formoso, também na Bahia, que também determinou, diante da análise do caso, a destruição dos instrumentos e equipamentos usados na ação criminosa.

Além dos crimes apurados, Peritos Federais e técnicos da ANM estão realizando exames no local visando identificar a extensão dos danos ambientais. Até a última atualização desta reportagem, uma grande quantia em dinheiro já havia sido apreendida.

Foto: Divulgação/PF

Segundo a PF, os investigados responderão pelos crimes previstos no art. 288, do Código Penal, art. 55, e art. 56, ambos da Leis dos Crimes Ambientais, art. 2, § 1º, da Lei 8.176/91 e art. 16, § 1º, Lei 10.826/03. Se forem condenados, as penas podem chegar a 24 anos de reclusão.

A Polícia Federal continuará a apuração, na tentativa de elucidar a real amplitude da suposta associação criminosa, bem como identificar outros integrantes.

Operação Velho Ouro

Batizada de Velho Ouro, a operação apurou que os suspeitos atuam na região há vários anos, fazendo a extração ilegal do ouro e tomando posse do material, que seria bem da União.

Durante as investigações, segundo a PF, foi identificado que um grupo de garimpeiros se utiliza de explosivos e de mercúrio, que é uma substância altamente tóxica, para extrair ouro nos garimpos ilegais localizados nas zonas rurais dos municípios onde a ação foi deflagrada.

De acordo com os dados, os garimpeiros compram, arrendam ou simplesmente invadem a terra onde foi
descoberto indício de ouro e passam a extrair ilegalmente o minério, fazendo acordos entre si,
permitindo a atividade de extração na “sua terra” mediante o pagamento de “royalties”, ou contratam
garimpeiros para trabalharem mediante pagamento de “diárias”.

Ainda segundo a Polícia Federal, o nome da operação, Velho Ouro, faz alusão ao tempo que o recurso mineral vem sendo explorado de forma predatória à margem dos órgãos competentes.

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