Trabalhadores de postos de combustíveis entram em greve
Sindicato patronal classificou como "absurdas" as cobranças da categoria, que fala em "fraude trabalhista" dos patrões
Os trabalhadores em postos de combustíveis da Bahia iniciaram uma greve por tempo indeterminado na manhã desta segunda-feira (10). A última rodada de negociação entre representantes da classe e o Sindicato patronal ocorreu na sexta-feira (7), por intermédio do Ministério Público do Trabalho, mas as duas partes não chegaram a um acordo.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado da Bahia (Sinposba), desde o dia 1º de maio ocorreram oito rodadas de negociação sem nenhum avanço positivo à classe. “Os patrões reafirmaram enfaticamente que não vão assinar a Convenção de Trabalho se o Sinposba não abrir mão do valor das multas normativas instituídas na Justiça, referente ao descumprimento da própria Convenção que eles assinaram; isto é, os patrões querem que o Sindicato aceite uma fraude trabalhista. O Sinposba não aceita isso em hipótese nenhuma”, disse o presidente do sindicato, Antônio José Santos.
Para o presidente do Sindicombustíveis Bahia, José Augusto, as cobranças são absurdas e não há a possibilidade de uma negociação com o Sinposba. “Nós não faremos acordo para penalizar dessa forma o empresariado, não temos como fazer. Há um tempo atrás eles conseguiram colocar uma cláusula de comprimento e entraram na justiça para cumprir essa cláusula. Mas os valores a favor do trabalhador são valores astronômicos que vão de 200 mil a 3,2 milhões”, afirmou José Augusto.
Ele pontuou que, nas negociações, foram propostos aumento salarial de 9%, que seria acima da inflação de 6,34%, e aumento de 15% no auxílio alimentação. “Acho que o nosso valor é comparativo com a realidade que estamos vivendo e da inflação. Se colocarmos um preço maior vai afetar o bolso do consumidor. Hoje já perdemos 15% de nossa venda. Se a gente mexer mais no preço perderemos mais ainda”, finalizou.
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| Sindicato afirma que patrões não têm respeito com a sociedade. Foto: divulgação / Sinposba |
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