Na Bienal, Lázaro Ramos fala sobre possibilidade de ‘Ó paí, Ó’ virar livro: ‘É uma voz coletiva’


Foto: Isla Carvalho / iBahia

Diretor do filme ‘Medida Provisória’, Lázaro Ramos narrará o bastidores do trabalho em um livro sobre o longa. Atualmente, o ator está trabalhando o segundo filme de ‘Ó paí Ó’, sucesso gravado em Salvador com atores do Bando de Teatro Olodum. No entanto, diferente de ‘Medida Provisória’, o filme sobre a vida de moradores do Pelourinho não deve virar uma obra escrita.

“Eu acho que não. Acho que o ‘Ó paí ó’ vai se multiplicando nas vozes de todo mundo que faz ele. Você vê que os atores e atrizes do Bando [de Teatro Olodum] estão sempre produzindo. Então é uma voz coletiva. Uma das coisas que eu acho mais legal nesse grupo que faz ‘Ó paí ó’ é ver as pessoas cada vez mais as pessoas se tornando autores e autoras. Leno Sacramento lançou livro, Edinaldo Muniz lançou livro, Cássia Valle já está no terceiro livro. E para mim isso tudo é ‘Ó paí ó’, porque são vozes que falam dessa identidade”, disse ao iBahia durante a Bienal do Livro da Bahia, neste domingo (13).

No evento, Lázaro, que também é autor de ‘Na minha pele’, uma autobiografia, participou da mesa com o tema ‘O mundo inteiro dentro de casa’. No bate-papo, mediado por Maria Dolories Rodriguez, o ator e diretor falou sobre nas relações familiares em um mundo atravessado pela pandemia e pelo fascismo.

O ator aproveitou o momento para anunciar que terminou há um mês o “Minha Pele 2”, seu segundo livro autobiográfico.

A Bienal do Livro Bahia começou na quinta-feira (10) e segue até terça (15). No sábado, mais de 20 mil pessoas passaram pelo Centro de Convenções, local onde a feira está sendo realizada.

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