Crime

Defesa de procurador que agrediu chefe diz que ele sofre com ‘problemas de ordem psiquiátrica’

Segundo advogado de Demétrius Oliveira de Macedo, colegas já sabiam da condição dele

Redação iBahia
27/06/2022 às 11h16

2 min de leitura
Foto: Reprodução

A defesa do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, preso na última quinta-feira (23) após espancar a chefe, alega que o homem sofre com “problemas de ordem psiquiátrica”. Ainda segundo os advogados do procurador, os colegas de trabalho já sabiam da condição dele e que a agressão o levou a pedir exoneração do cargo.

Demétrius foi filmado espancando a procuradora-geral de Registro, no interior de São Paulo, Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, na última segunda-feira (20). À TV Globo, o advogado do procurador, Marcos Modesto, disse que as agressão são sinais de um “novo episódio psicótico”. Ele defende que Demétrius seja encaminhado para um tratamento médico adequado.

Ainda segundo o advogado, o procurador já havia tido um “quadro psicótico” em 2020, que, inclusive, o motivou a pedir exoneração [demissão da função pública]. Ele ficou longe do cargo por sete meses, até conseguir retomá-lo por decisão judicial.

Marcos Modesto acredita que, assim como no primeiro surto, em 2020, Demétrius agiu com “falta de consciência de seus atos”. Segundo ele, a agressão não tem a ver com misoginia ou discriminação a mulher, mas aconteceu “em decorrência da deterioração de sua saúde mental, a qual merece e deve ser tratada, e não ser ainda mais prejudicada”.

Exoneração
De acordo com o g1, a Prefeitura de Registrou confirmou que Demétrius havia pedido exoneração do cargo antes de espancar a chefe. Ele deixou as funções em 25 de novembro de 2020, devido a problemas de relacionamento com as colegas. O procurador ficou afastado por mais de sete meses.

Ainda segundo a prefeitura, o procurador retornou ao cargo por decisão da Justiça no dia 28 de junho de 2021. Ele seguiu exercendo a função até segunda-feira (20), dia em que agrediu a chefe.

Na terça (21), a Prefeitura de Registro determinou no Diário Oficial a suspensão preventiva de Macedo e, na quarta (22), a Justiça decretou a prisão preventiva do procurador, que foi preso na do dia seguinte.

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