O atraso na fabricação da sondas para o pré-sal não é o único problema da Sete Brasil, empresa criada há um ano com o objetivo de viabilizar a construção no País de equipamentos modernos para a exploração petrolífera. Não há no mercado brasileiro profissionais capacitados para operar as sofisticadas sondas que começarão a ser entregues pelos estaleiros em 2015.
A carência de mão de obra qualificada para manipular os complexos mecanismos e aparelhagens das sondas tem sido citada pelo presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz, como entrave muito importante à entrada em operação dos equipamentos.
Preocupada com a demora nos processos envolvendo a fabricação e o afretamento de sondas, a Petrobras, aliada a fundos de pensão e bancos, decidiu criar a Sete Brasil, logo contratada, por convite e licitação, para providenciar a construção de 28 sondas de perfuração em águas profundas e ultraprofundas.
Os estaleiros deverão entregá-las entre 2015 e 2020, de acordo com prazos contratuais. Em cada uma delas trabalharão 200 profissionais altamente qualificados, divididos em quatro grupos de 50. Como são 28 sondas, haverá a necessidade de pelo menos 5,6 mil técnicos, sem considerar as forças de reserva, para as substituições.
O Brasil não tem, hoje, essa quantidade de profissionais em condições de fazer o serviço. “Esse é um gargalo enorme”, alertou o presidente da Sete Brasil.
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