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BRASIL

Mais de 110 mil pessoas morreram por suicídio no Brasil em 10 anos, segundo Ministério da Saúde

Houve um aumento de 43% no número anual de mortes, passando de 9.454 em 2010, para 13.523 em 2019; No mundo, mais 700 mil morreram

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Redação iBahia

10/09/2022 às 9:00 - há XX semanas
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					Mais de 110 mil pessoas morreram por suicídio no Brasil em 10 anos, segundo Ministério da Saúde

Nos últimos 20 anos, o número de suicídios no Brasil dobrou, segundo dados divulgados em julho deste ano pelo DataSUS. A quantidade de pessoas que cometeram suicídio em um ano saltou de 7 mil para 14 mil no país, resultando em mais de um suicídio cometido a cada hora, sem contar casos não notificados.

Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2010 e 2019, 112.230 pessoas morreram por suicídio. Houve um aumento de 43% no número anual de mortes, passando de 9.454 em 2010, para 13.523 em 2019.

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Ainda de acordo com a pasta, homens apresentaram um risco 3,8 vezes maior de morte por suicídio que mulheres. Por homens, a taxa de mortalidade por suicídio em 2019 foi de 10,7 por 100 mil habitantes. Entre as mulheres, o índice ficou em 2,9 por 100 mil.

Segundo a OMS, mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo, sendo a quarta maior causa de óbitos entre jovens de 15 a 29 anos de idade.

Na Bahia, os dados mais atualizados, divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) são referentes ao ano de 2020, quando 680 vítimas de suicídio foram registradas. O iBahia entrou em contato com a pasta para ter acesso a dados atualizados, mas um novo levantamento ainda não foi feito.

Em 2021, a Organização publicou orientações para reduzir a taxa de suicídio em um terço em até 9 anos - ou seja, até 2030. A OMS identificou que, em 2019, mais pessoas morreram por suicídio do que HIV, malária, homicídio e câncer de mama.

Entre as orientações no relatório da OMS estão: limitar o acesso a mecanismos que podem ser usados na prática do suicídio, relato responsável dos meios de comunicação ao tratarem desta questão, serviços de apoios socioemocional para adolescentes, e a identificação precoce, gestão e acompanhamento de pessoas que tenha pensamentos ou comportamentos suicidas.

A OMS destacou ainda a importância da formação e treinamento de profissionais da saúde e trabalhadores de serviços de emergência para a identificação das pessoas com essas condições.

Ações em Salvador

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) está realizando uma série de ações durante o ‘Setembro Amarelo’, mês alusivo ao combate do problema. Na programação, há a realização de palestras, rodas de conversa e distribuição de material educativo nas salas de espera de diversas unidades de saúde da rede municipal.

Além disso, ocorrerá nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Saúde Mental (CSM) ações com os usuários e com demais profissionais, que atuam na rede de Atenção Primária, visando o melhor conhecimento sobre o assunto e compartilhando maneiras de como identificar e acolher pacientes que apresentem tais sinais.

Atualmente a capital baiana conta com 18 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem serviços especializados e atendimentos ambulatoriais para psiquiatria, neurologia, psicologia, enfermagem, assistência social e outras. Os centros funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, atendendo a demandas espontâneas. Os usuários podem conferir o endereço e localização das unidades através do Mapa da Saúde, no site da pasta.

Além das ações da Secretaria de Saúde, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) se uniu em parceira com o projeto Help, da Força Jovem Universal (FJU), para realizar uma série de ações voltadas aos usuários do Elevador Lacerda, do Taboão e dos três planos inclinados da cidade.

As ações têm como foco chamar a atenção da população sobre a importância dos cuidados com a saúde mental e alertar para a prevenção ao suicídio. Dentre as atividades que ocorrem nos ascensores da capital estão a distribuição de panfletos, cartas com mensagens acolhedoras, além da disponibilização de um espaço para ouvir as pessoas, que passam pelos locais e sentem a necessidade de conversar.

O projeto Help foi criado em 2017, com a finalidade de ajudar jovens que têm depressão, ansiedade, sofrem com automutilação e desejo de suicídio. Atualmente, o Help conta com mais de cinco mil voluntários em todo o país, ajudando pessoas com os problemas que um dia eles também sofreram e superaram.

Durante todo o ano, o projeto promove palestras com foco na valorização da vida, atendimentos on-line no site ou redes sociais, campanhas de prevenção dos problemas relacionados à saúde mental e eventos para chamar atenção da sociedade para o tema.

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