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Polícia fala em falha humana e MP em negligência em morte no Hopi Hari

Peritos analisaram segurança e fizeram testes do brinquedoTorre Eiffel. Trabalho durou cerca de 2h e não apontou falha técnica no equipamento

• 27/02/2012 às 21:36 • Atualizada em 27/08/2022 às 7:01 - há XX semanas

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A Polícia Civil suspeita de falha humana e a promotoria de negligência no acidente no parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, com o brinquedo La Tour Eiffel, que matou uma adolescente de 14 anos na sexta-feira (24). A perícia feita na tarde desta segunda-feira (27) verificou a estrutura de segurança e não apontou indícios de falhas técnicas no equipamento. O brinquedo onde a Gabriela Yukari Nichimura morreu está cercado por tapumes e interditado. Os trabalhos se concentraram em torno do equipamento e durou cerca de 2h. O parque não funcionou, pois fica fechado todas as segundas-feiras para manutenção. A Torre Eiffel é um elevador com 69 metros e meio de altura - do tamanho de um prédio de 23 andares. As cadeirinhas em queda livre atingem uma velocidade de 94 quilômetros por hora, que começa a ser reduzida aos 30 metros do chão. "É um pouco maior a porcentagem da falha humana do que da falha operacional, do mecanismo do brinquedo. O principal suspeito seria o operador e as pessoas que deveriam zelar melhor pela manutenção do parque”, afirma o delegado titular de Vinhedo, Álvaro Santucci Noventa Júnior. Mas, com ressalvas de que "é cedo para apontar responsáveis". A principal hipótese para o acidente é que a trava de segurança da cadeirinha de Gabriela se abriu. “Em tese tem a fivela, se ela foi afivelada ou não tinha fivela, é uma situação que vamos apurar. Mas é possível que ela não tivesse fivela também porque ela é muito fácil de ser colocada”, disse. Em entrevista ao Fantástico, em Guarulhos, na Grande São Paulo, Silmara Aparecida Nichimura disse ter notado a ausência de um fecho no assento do brinquedo em que a filha estava. O delegado deve ouvir funcionários do parque, entre eles o operador responsável por verificar se a trava de segurança da cadeirinha estava acionada. Até a publicação da reportagem, o delegado não havia informado o horário dos depoimentos e as pessoas que devem ser ouvidas. PeríciaOs peritos do Instituto de Criminalística (IC) fizeram testes com o elevador do brinquedo. “Nós subimos, descemos várias vezes, verificamos todo o funcionamento. Mecanicamente o equipamento funciona adequadamente”, afirma o perito Nelson Roberto Patrocínio da Silva. No entanto, a investigação apontou problemas humanos que podem ter causado o acidente. “O problema é que existe a possibilidade sempre de ficar na mão do ser humano aí pode ser que realmente esteja o problema na hora de liberar o brinquedo”, diz Silva. Para o promotor Rogério Sanches, que conduz uma investigação paralela à da polícia, houve negligência “evidente”, que pode ser de manutenção, inspeção ou liberação do aparelho. “Vários fatores desde manutenção do aparelho até a fiscalização no momento de liberar o aparelho na viagem que a menina realizou”, afirma Sanches. Ele solicitou documentos e disse que não vai pedir o fechamento do parque durante as investigações. O laudo completo que apontará as causas do acidente só deve sair em 30 dias. AcidenteGabriela estava com os pais no parque, quando caiu do brinquedo. A morte da garota foi confirmada pelo Hospital Paulo Sacramento, da cidade de Jundiaí, na mesma região. O laudo da morte aponta que ela sofreu politraumatismo severo, segundo o documento assinado pelo legista Lamartine Pedretti Junior, do Instituto Médico Legal (IML) de Jundiaí. O corpo da adolescente foi enterrado em Guarulhos, no sábado (25). Em nota, o Hopi Hari lamentou o acidente e informou que “está prestando toda a assistência à família da vítima e apoiando os órgãos responsáveis na investigação sobre as causas do acidente."

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