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BRASIL

Servidores ameaçam manifestações e greves nacionais por reajuste

A situação coloca o presidente em uma encruzilhada, porque ficou mais difícil justificar para a população novos aumentos

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Redação iBahia

25/09/2016 às 13:45 • Atualizada em 26/08/2022 às 22:30 - há XX semanas
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O governo decidiu frear de vez os reajustes aos servidores federais que ainda tramitam no Congresso. Com isso, acabou deflagrando uma “guerra” de salários, com algumas categorias tendo os aumentos aprovados e outras não.
Agora, servidores de áreas com poder de pressão cobram o compromisso assumido por Temer: honrar os reajustes negociados ainda na gestão Dilma. Para alguns servidores, o salário de início de carreira subirá para patamares entre R$ 19.210 e R$ 21.640 no ano que vem.
A situação coloca o presidente em uma encruzilhada, porque ficou mais difícil justificar para a população novos aumentos, enquanto as contas públicas acumulam rombos sucessivos e o governo cobra medidas de ajuste fiscal. Lideranças políticas da base governista, entre elas do PSDB, também adotaram a bandeira contrária aos reajustes e passaram a pressionar Temer.
O problema é que o presidente já sancionou dez leis que beneficiaram dezenas de carreiras, e aquelas que ainda aguardam votação dos aumentos no Congresso não aceitam o recuo. Em reação, prometem endurecer e ameaçam com manifestações e greves.
Dados do Ministério do Planejamento, responsável pela gestão da folha de pagamentos de cerca de 1.300 carreiras de servidores da União, mostram que os projetos pendentes teriam um impacto de R$ 7,2 bilhões em 2017. Os aumentos já aprovados resultarão em gastos adicionais de R$ 11,5 bilhões no ano que vem.
A folha vai crescer R$ 23,4 bilhões em 2017, mas parte desse dinheiro pode ser economizado - se os projetos forem congelados - e usado para reduzir o déficit. Entre as carreiras que ainda não tiveram aumento estão a dos ministros do Supremo Tribunal Federal, cujo salário subiria de R$ 33.763 para R$ 39.293,38 mensais, e delegados da Polícia Federal, cuja remuneração ficaria entre R$ 21.640 e R$ 28.260.
No caso da Receita Federal, os salários passarão a patamares entre R$ 19.210 e R$ 24.940, fora o bônus de produtividade, que pode chegar a R$ 7.000 mensais. Diplomatas, por exemplo, ainda nem tiveram o projeto de lei encaminhado ao Congresso. O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, avalia que o momento não é oportuno para colocar esses projetos em votação.
Já as categorias acusam o governo de discriminação e incoerência. “Não se pode estabelecer dois pesos e duas medidas”, disse Cláudio Damasceno, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais.

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