Veja casos de políticos mortos em acidentes aéreos


Clériston Andrade morreu durante sua campanha para eleições ao Governo do Estado, em 1982

O Brasil e muitos outros países da América Latina perderam políticos em acidentes aéreos, ao longo da história. Na Bahia, Clériston Andrade (Salvador, 1925 – Caatiba, 1982), político e pastor, foi vítima de um acidente de helicóptero durante a sua campanha ao Governo da Bahia, em 1º de outubro de 1982. Alguns dias depois de sua morte, o então governador Antônio Carlos Magalhães nomeou João Durval Carneiro para seu sucessor. Em sua homenagem foi erguido na avenida Garibaldi um monumento com seu nome, além do hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana e o Estádio Clériston Andrade, em Itagimirim. 

Castelo Branco faleceu quando seu avião colidiu com um jato da Base Aérea de Fortaleza

No dia 19 de Julho de 1967, um acidente aéreo também matou o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que foi o  primeiro presidente do regime instaurado pelo Golpe Militar de 1964. A aeronave que transportava o político teve uma colisão com um jato da Base Aérea de Fortaleza. O presidente era filho do general Cândido Borges Castelo Branco e de Antonieta Alencar Castelo Branco, e também pertencia à família do escritor José de Alencar. Às vésperas de sua morte, a situação do país era de muita tensão, com tortura em quartéis, protestos civis nas ruas e disputa acirrada entre os militares da linha dura contra a corrente dos moderados. O acidente que matou Castelo Branco não foi um fato bem explicado nos inquéritos militares: o caça T-33 da FAB atingiu a cauda do Piper Aztec PA 23, no qual Castelo Branco estava, provocando a queda. Só houve um sobrevivente.

Político atuante contra a ditadura, Ulysses Guimarães morreu na queda do helicóptero, em Angra dos Reis

Outro político que morreu em decorrência de queda de avião foi Ulysses Silveira Guimarães (Itirapina, 1916 — Angra dos Reis,  1992), em 12 de outubro de 1992. Político e advogado brasileiro desempenhou importante papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil. O helicóptero em que viajava caiu no litoral de Angra dos Reis, no sul do estado do Rio de Janeiro.

Político emergente, Roberto Teixeira da Silveira (Bom Jesus do Itabapoana, 1923 — Petrópolis, 1961) também teve sua carreira política interrompida por conta de um acidente aéreo. Era visto como provável sucessor do presidente João Goulart, ficou gravemente ferido com a queda de um helicóptero durante uma viagem para visitar áreas inundadas na região serrana do Rio, em Petrópolis. O acidente ocorreu na decolagem do Palácio Rio Negro, quando a aeronave colidiu com palmeiras dos jardins do palácio (hoje residência oficial dos presidentes em visita à capital). Ele faleceu oito dias após o ocorrido, em decorrência das queimaduras e hemorragias. Roberto ingressou na Faculdade de Direito de Niterói no início da década de 40. Foi acadêmico e jornalista Filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 1945. No ano seguinte, foi nomeado oficial de gabinete do interventor federal no estado do Rio de Janeiro, Lúcio Meira. Já em 1947, foi eleito deputado estadual à Assembléia Constituinte do Rio de Janeiro e reeleito, em 1950. Interrompeu o mandato no ano seguinte, quando foi nomeado secretário estadual do Interior e Justiça no governo de Amaral Peixoto.Veja outros políticos latino-americanos mortos em acidentes de avião: – 02/02/2013: Candidato presidencial paraguaio Lino Oviedo: viajava em helicóptero em que caiu, quando atravessava a província do Chaco. Ele concorria  às eleições de seu país pelo partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), que participou do golpe militar que colocou fim à ditadura de Alfredo Stroessner, em 1989. Oviedo esteve exilado no Brasil durante quatro anos.- 27/04/1969: Político e militar René Barrientos, 47° presidente da Bolívia, foi vítima de um acidente de helicóptero perto da cidade de Arúe. Na época, estava em exercício do mandato  presidencial.- 31/07/1981: General panamenho Omar Torrijos, líder do país entre 1969 e 1981, morreu na explosão da aeronave oficial em que viajava. O acidente foi mais um dos mal explicados na história. – 21/10/1989: Ministro hondurenho de Trabalho, Armando Blanco Paniagua faleceu durante queda de um Boeing 727-200 da companhia aérea de Honduras Tan-Sahsa. Estavam no avião 146 pessoas e o acidente ocorreu a 25 quilômetros de Tegucigalpa.- 09/08/1994: Candidato presidencial para as eleições da Guatemala em 1995, José Pablo Doado, do direitista Movimento de Libertação Nacional (MLN), morreu a bordo de um helicóptero incendiado em pleno ar e, em seguida, se chocou contra uma montanha. – 13/02/2003: Ministro de Proteção Social da Colômbia, Juan Luis Londoño morreu na queda do avião no qual viajava, na cordilheira central andina.- 06/10/2003: Deputado brasileiro José Carlos Martínez, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Seu avião de pequeno porte caiu no sul do Brasil.- 21/09/2005: Ministro mexicano de Segurança Pública, Ramón Martín Hortas, morreu na queda de seu helicóptero provocada pelo mau tempo, em uma zona montanhosa do estado do México.- 24/01/2007: Ministra da Defesa equatoriana,Guadalupe Larriva morreu quando seu helicóptero se chocou com outro em manobras militares, próximo ao aeroporto de Manta.- 27/06/2008: Ministro de Governo da Guatemala, Carlos Vinicio Gómez também morreu em acidente aéreo, em uma zona montanhosa do norte da Guatemala.- 04/11/2008: Ministro de Governo do México, Juan Camilo Mouriño faleceu quando o avião em que estava perdeu o controle por conta de turbulências e caiu na Cidade do México.- 11/11/2011:  Ministro de Governo do México, José Francisco Blake foi vítima da queda do helicóptero em que viajava da Cidade do México a Cuernavaca.

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