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CINEMA

Cineclubes são opção de lazer e cultura em Salvador

O cineclube Roberto Pires vem promovendo a democratização do audiovisual para crianças e jovens de Itapuã

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02/06/2011 às 21:08 • Atualizada em 28/08/2022 às 6:59 - há XX semanas
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Plateia atenta ao debate, após sessão no espaço Raul Seixas (Centro). Decoração em clima de São João
O cineclube consiste em uma organização de pessoas com o objetivo comum de assistir e discutir obras cinematográficas gratuitamente. A prática é antiga, mas em Salvador a chama dos cineclubes continua acesa. O Roberto Pires é um dos cineclubes mais respeitados e tradicionais da capital. Ele foi criado em 2008, a partir de uma oficina de documentários e formação cineclubista e presta uma homenagem ao cineasta baiano Roberto Pires, autor de filmes clássicos como 'A grande feira (1961)' e 'Redenção (1959)', primeiro longa-metragem baiano, que completou 52 anos.
Capoeira e cinema no cineclube Roberto Pires
De acordo com o diretor de fotografia Petrus Pires, a existência do cineclube vem ganhando espaço, misturando arte e atividades esportistas, no bairro de Itapuã. "Os moradores utilizam o espaço em meio a uma programação cultural com sessões de curtas e longas metragens antigos e novos. Quem fica responsável por toda a montagem e produção do cine é o educador Tiago Alves", conta.
Palestra com Edgar Navarro no Raul Seixas
Desenvolver ações voluntárias, sem fins lucrativos, em salas que não cobram ingresso, projetando filmes para que gere uma reflexão é o objetivo principal do projeto, de acordo com o produtor cultural Tiago Alves. “Quando estamos em um cineclube, discutimos o filme não apenas como diversão, mas como um verdadeiro contador de histórias. Aprendemos a ter uma visão mais crítica sobre os filmes que assistimos", diz a estudante Társia Alves, freqüentadora assídua do Roberto Pires.“Quando estamos em um cineclube, discutimos o filme não apenas como diversão, mas como um verdadeiro contador de histórias. Aprendemos a ter uma visão mais crítica sobre os filmes que assistimos", diz a estudante Társia Alves, freqüentadora assídua do Roberto Pires.Hoje, mais de 800 cineclubes espalhados pela Bahia, já foram contemplados pelo Cine Mais Cultura, que disponibiliza telões, projetores e DVDs para os cineclubistas. O problema, diz Tiago Alves, “é que, apesar deste incentivo, cada cine mantém sua programação sem recursos de manutenção, o que faz com que muitos cineclubes deixem de existir”, lamenta.
Walter da Silveira e o Clube de Cinema da Bahia
Surgimento dos cineclubes na Bahia - Os primeiros cineclubes surgiram na Bahia na década de 1950 com a formação do Clube de Cinema da Bahia por Walter da Silveira - que ganhou uma homenagem póstuma, com uma sala de cinema com o seu nome, na Biblioteca Central dos Barris. Foram nos clubes que os cineastas e intelectuais baianos, como Glauber Rocha, Roberto Pires, Orlando Senna e José Umberto Dias, nos idos de 50, tiveram acesso a importantes obras do cinema e travavam discussões sobre as películas exibidas. Democratização e acessibilidade - A importância dos cineclubes vai além de uma simples exibição, ele ajuda a democratizar o acesso de populações carentes à sétima arte. Segundo dados do Ministério da Cultura, apenas 2% dos municípios brasileiros possuem salas de exibição. Iniciativas do Governo como o projeto Cine Mais Cultura e a Programadora Brasil, do MinC (Ministério da Cultura), proporcionam um canal alternativo para a distribuição de filmes nacionais e internacionais que ficaram fora do circuito comercial de distribuição. Assista ao documentário 'O Que é Cineclube?' [youtube 2mhYM-zm7tI]

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