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Fabiano Lacerda

Não basta não ser machista

Ser antimachista é uma prática cotidiana, não um posicionamento ocasional

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Fabiano Lacerda

10/03/2026 às 11:17 - há XX semanas
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O Dia Internacional da Mulher já passou, mas o tema continua atravessando conversas, relações e reflexões independentemente da data ou do mês. E esse talvez seja o ponto mais importante. Não se trata de um marco no calendário, mas de um processo contínuo de revisão e consciência.


					Não basta não ser machista
​Foto: Freepik

O machismo raramente se sustenta apenas em discursos explícitos; ele permanece nos detalhes, nos hábitos e nas formas automáticas de se relacionar. Muitas vezes aparece em situações simples: quem sustenta o cuidado emocional das relações, quem precisa provar competência mais vezes, quem interrompe e quem é interrompida, quem assume responsabilidades invisíveis dentro da rotina. Pequenos padrões repetidos constroem estruturas profundas.

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Grande parte dessas dinâmicas não é consciente. São aprendizados antigos, incorporados ao longo da vida e reproduzidos sem reflexão. Só começam a mudar quando alguém se dispõe a observar não apenas o que pensa, mas principalmente como age.

Existe uma diferença importante entre intenção e prática. É possível acreditar que se respeita as mulheres e, ainda assim, repetir comportamentos que silenciam, minimizam ou deslegitimam experiências femininas. Reconhecer isso não é acusação; é maturidade emocional.

Ser antimachista exige movimento. Exige escuta real, revisão de atitudes e disposição para atravessar desconfortos sem transformá-los automaticamente em defesa.

Algumas perguntas que gosto de me fazer, e que podem ajudar nesse processo de se tornar uma pessoa antimachista:

  • Quando uma mulher expressa incômodo comigo, eu escuto para compreender ou para me justificar?
  • Eu reviso meus comportamentos ou apenas minhas intenções?
  • Tenho dividido responsabilidades emocionais ou continuo delegando isso sem perceber?
  • Em quais situações ainda ajo no automático dentro das minhas relações?
  • O que preciso desaprender para construir vínculos mais justos?

Ser antimachista não é um posicionamento pontual. É uma prática cotidiana que começa nas relações mais próximas e se sustenta nas escolhas repetidas ao longo do tempo.

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