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Fabiano Lacerda

Violência não é só bater

O que não deixa marca no corpo também pode ferir profundamente

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Fabiano Lacerda

14/04/2026 às 10:54 - há XX semanas
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Quando falamos em violência, ainda é muito comum que se pense apenas na agressão física, mas a verdade é que ela se manifesta de formas muito mais sutis e silenciosas, atravessando relações e deixando marcas profundas na psique. Intimidação psicológica, chantagem emocional, controle financeiro, invasão de privacidade, críticas destrutivas, silêncios punitivos e manipulações diversas são apenas algumas dessas formas de abuso que dificilmente aparecem como visíveis, mas que corroem lentamente a autoestima, a segurança e a saúde mental de quem vive essas experiências.


					Violência não é só bater
​Foto: Freepik

Essas práticas estão fortemente associadas a dinâmicas machistas e de poder, mas não se restringem a elas; podem acontecer em qualquer tipo de relação. No entanto, é muito mais comum que surjam em contextos em que padrões de masculinidade tóxica ou controle patriarcal se reproduzem, normalizando comportamentos que ferem sem deixar vestígios físicos, mas que desorganizam profundamente a vida emocional de quem é atingido.

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Palavras repetidas tornam-se cortes, silêncios se transformam em mecanismos de pressão, críticas e manipulações se naturalizam e, ao longo do tempo, esses comportamentos passam a ser vistos como traços de personalidade ou fases do relacionamento, apagando a percepção do que é saudável e do que é destrutivo.


					Violência não é só bater
​Foto: Freepik

Escuto quase que diariamente, pessoa dizendo que não são violentas, muitas vezes de forma genuína, porque associam violência apenas à agressão física ou extrema. Essa percepção limita o reconhecimento das formas mais sutis de abuso, que afetam a saúde emocional e a capacidade de sustentar relações saudáveis.

Reconhecer essas dinâmicas exige atenção e honestidade consigo mesmo, especialmente para quem se coloca como homem em uma sociedade que ainda reproduz padrões machistas. Observar como nos relacionamos, como nos posicionamos e como interagimos com cuidado é um passo fundamental para cuidar da própria saúde mental e transformar a forma como nos relacionamos.


					Violência não é só bater
​Foto: Freepik

A pergunta que eu gostaria de deixar, desconfortável, mas necessária, é a seguinte: na maneira como você se relaciona, você está praticando tais violências, mesmo que disfarçadas de afeto?


					Violência não é só bater
​Foto: Freepik

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