‘É de Casa’ com sotaque baiano de Rita Batista


Foto: TV Globo / Kelly Fuzaro

Uma mulher negra, com diferencial do forte sotaque baiano, vai marcar presença nas manhãs de sábado na TV Globo. Ao lado de Maria Beltrão, Thiago Oliveira e Talitha Morete, a soteropolitana Rita Batista (@ritabatista) comandará o programa matinal ‘É De Casa’, a partir do dia 09 de julho. Mais baiana impossível, com um look branco da Mesckla e protegida com um colar de figas de Carlos Rodeiro, ela surgiu na entrevista coletiva sobre o programa, na última segunda, para falar do programa.  

Ao contar sobre as suas expectativas, Rita não escondeu estar nervosa, apreensiva e contando os dias para a estreia. “Ainda é estranho para mim, porque cresci vendo vocês, a programação da TV Globo, e o mais louco é que estou sonhando acordada. Estou apreensiva, nervosa e com muita vontade”, disse ao lado de seus colegas apresentadores.

Um mês antes da estreia, Rita Batista passou duas semanas nos EUA. Junto com um grupo 12 de jornalistas negros de várias regiões do Brasil, ela viajou a convite do governo norte-americano, através do International Visitor Leadership Program – IVLP. Em poucos dias, o grupo participou de um intercâmbio com os colegas norte-americanos nas cidades de Washington, Iowa, Greensboro e Atlanta.

O intercâmbio, que acontece desde os anos 40, pela primeira vez reuniu um grupo de jornalistas negros do Brasil. A viagem que estava marcada para 2020, por conta do Covid só veio acontecer agora, um mês antes de sua estreia no “É De Casa”. “Veio no momento certo para trocar ideias, sob o prisma anti racista, com letramento racial e sobretudo observando os processos das duas nações nas questões relacionadas a direitos civis e equidade racial”, conta Rita.

“AOS 50- QUEM ME AGUENTA?” TRAZ DE VOLTA EDVANA CARVALHO AOS PALCOS
Com direção de Marcelo Praddo o espetáculo estará no Teatro Molière

“Aos 50- Quem me aguenta?”, para saber é só ir ao espetáculo solo da atriz Edvana Carvalho (@edvanacarvalho), que volta a cartaz em julho, nas quintas 09, 16, 23 e 30, às 19 horas, no Teatro Molière. Com direção de Marcelo Praddo (@marcello_praddo), a peça tem como ponto de partida os textos autorais sobre as próprias experiências de uma mulher negra, artista, nordestina e professora, que ultrapassou a barreira dos 50. Os ingressos custam R$ 60,00 (inteira) e serão vendidos exclusivamente pelo WhatsApp (71) 99921-2368.

“O espetáculo é fruto de uma escrevivência”, brinca a atriz com termo cunhado por Conceição Evaristo. A sua escrita reflete sobre o envelhecimento e todos os desafios que essa condição impõe à mulher contemporânea. “Detentora de uma sabedoria ancestral, a mulher negra vem criando seu próprio caminho para o surgimento de escritoras e dramaturgas neste país”, afirma.

No palco, Edvana mostra toda a sua versatilidade ao interpretar situações engraçadas, mas com uma reflexão da atual situação da mulher negra. A atriz aborda diversos temas de sua vivência sob a ótima de uma mulher a partir dos 50 anos, como trabalho, empoderamento, amor, sexo, racismo e machismo.

SALCITY FESTIVAL VAI PROMOVER ENCONTRO DE GERAÇÕES DA MÚSICA BAIANA
Idealizado por Alex Pinto, o evento será em agosto no Centro de Convenções

Exatamente dez anos depois de realizar o Festival Baía de São Salvador, em 2012, em São Paulo, Alex Pinto (@alex.pinto_) volta a apostar em um grande evento que vai destacar a diversidade, originalidade e a força da música vinda da Bahia. Desta vez, em Salvador, o Salcity Festival promoverá um encontro de gerações de artistas baianos, dia 27 de agosto, em dois palcos montados no Centro de Convenções de Salvador.

No line up, estão confirmados Gabi da Oxe convidando Nininha Problemática, Orkestra Rumpilezz, Melly convidando Pedro Pondé, Diggo e Nêssa, Afrocidade Convidando Dona Nildes e Celo Dut, Vírus Carinhoso, Cronista do Morro, Baco Exu do Blues convidando Young Piva, Edson Gomes e O Kannalha e A Travestis.

Fazer o festival com artistas baianos é uma realização, não só com artistas musicais, mas com as pessoas de moda, artistas visuais e artistas plásticos. Todos os envolvidos no projeto são baianos, isso porque queremos reforçar nossa cena como um todo. O festival é um projeto que sonho desde quando comecei a trabalhar com música. Agora chegou a hora de realizá-lo”, comemora Alex Pinto, que tem parceiro no evento Rodrigo Bouzon (@rodrigobouzon).

Foto: Alcimar Pacheco

INDENPENDÊNCIA DA BAHIA SERÁ TEMA DE PALESTRA COM RAFAEL DANTAS
O encontro com o historiador será domingo no Museu Aleixo Belov

O lugar não poderia ser melhor para falar sobre a Independência da Bahia. Será no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, um dos cenários históricos do 02 de Julho, que a data será celebrada com a palestra “Salvador e a Baía no 2 de Julho: Iconografia e História (1820 – 1823)”, ministrada pelo professor e historiador Rafael Dantas (@rafadantashistorart), neste domingo (03), às 15h, Museu do Mar Aleixo Belov.

Na década de 1820, a Cidade do Salvador era uma referência urbana e política no Brasil. Os antigos casarios, fortes e igrejas eram símbolos da cidade e testemunhas de revoltas e tensões. É nesse rico panorama que iremos discutir o processo de Independência da Bahia na Cidade do Salvador e na Baía de Todos os Santos”, explica Rafael.

Utilizando fontes iconográficas e textuais referente à década de 1820, ela vai apresentar uma série de gravuras, pinturas, documentos de época e livros raros sobre a Independência da Bahia.  “Dentro deste cenário privilegiado, o meu convite é para mergulhar na nossa cultura e fazer um resgate de fatos, lugares e acontecimentos que marcaram esse movimento que consolidou a Independência do Brasil”, acrescenta Rafael Dantas.

Leia mais sobre Feed.Ba com Jamil Moreira Castro no ibahia.com e siga o portal no Google Notícias

Veja também: