Eu normalmente defino o boato como uma verdade temporária, porque as pessoas gostam de escutar e especular sobre histórias alheias. É aquele tipo de pensamento: "já que não é comigo...". Pois é, mas imagine se fosse com você: como você agiria em uma situação dessas?
Caso isso aconteça, faça o seguinte: não confronte. Eu sei que o seu instinto será o de querer impedir que o boato se espalhe, mas quanto mais você fizer isso, mais reforçará a veracidade da história. Lembre-se de que, cada vez que tenta justificar ou desmentir, você está fornecendo novos dados e fortalecendo o boato. Vai que alguém resolve partir em sua defesa ou falar para outras pessoas o que você disse? Você sabe que a informação não será transmitida da mesma forma. E 'quem conta um conto, aumenta um ponto', lembra-se dessa?
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Quando você não alimenta o boato, ele morre em pouco tempo.
E aqui vão as minhas 3 dicas para lidar com BOATO:
- Nas suas relações pessoais e profissionais, procure sempre estabelecer laços com transparência dos seus valores e que as suas atitudes correspondam a essa transparência. Dessa forma você fortalece uma imagem positiva e evita ser avo de um boato malicioso.
- O importante mesmo é não dar ouvidos a quem quer espalhar boato sobre outra pessoa. Porque se você ouve o fofoqueiro, acaba incentivando-o a continuar contando e inventado histórias por aí. E um dia, você pode acabar sendo a vítima.
- Se o boato for a seu respeito, num ambiente profissional, procure o seu chefe e fale do desconforto em que você se encontra. Não ofereça uma solução do tipo punir quem está falando e espalhando essas histórias por aí, pergunte à sua liderança qual procedimento você deve adotar diante da situação.
Na maioria das vezes, um bom gestor procura uma forma de resolver o problema, justamente por você demonstrar constrangimento e estar aberto a uma sugestão. E é claro que, nesses casos, ele ou ela sabe que isso não é nem um pouco saudável para as relações interpessoais na empresa.
No fim das contas, o boato revela duas coisas: a fragilidade de quem é exposto e a responsabilidade de quem escolhe espalhar, ouvir ou interromper a história. Em ambientes profissionais, a reputação não se constrói apenas com a competência técnica, mas também com postura, maturidade e respeito nas relações.
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