Esse é um daqueles temas delicados, até porque ninguém quer fazer parte de um conflito e nem ser o responsável por resolvê-lo. A maioria dos lideres de equipe não se prepara para lidar com esse cenário, apenas reage.

Uma discordância pode acontecer entre dois profissionais ou mais. Conflitos não são apenas desconfortos pontuais entre pessoas, podem ser sintomas e apontar para falhas na comunicação, desalinhamento de expectativas ou até fragilidade de perfil comportamental mal geridas. Ignorar isso é querer tratar a febre sem investigar a causa da infecção.
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No cenário atual ainda fica mais crítico. Com a chegada da NR1 destacando os riscos psicossociais dentro das empresas, conflito mal conduzidos deixam de ser problema de gestão e passam a ser um risco organizacional. Estamos falando de impacto direto na saúde mental, no clima da equipe, na produtividade e, consequentemente, nos resultados.
Riscos mal gerenciados são caros não só financeiramente, acabam custando também a energia dos profissionais envolvidos, o engajamento e até talentos. E quando o ego entra em cena, a escuta sai. O que poderia ser um ajuste pontual acaba virando uma disputa emocional.
Conflitos podem se apresentar por questões de ordem comportamental, técnico-cognitivo ou afetiva. Preparo com técnica e consciência é essencial para uma mediação estratégica.
Aqui vão as minhas 3 dicas para resolução de conflito:
- Mapeie a situação e identifique a causa do conflito. Evite comunicação impulsiva. Se for líder, entenda o contextopara saber como conduzir.
- Reduza a carga emocional. Lance mão de técnicas estratégicas para apaziguar os ânimos e então reduzir a sensação de ressentimento e descontentamento.
- Comunicação com clareza, firmeza e neutralidade. Comunicação assertiva não é falar bonito, é gerar entendimento. Segurança na fala evita interpretações distorcidas e reduz ruídos.
Cada ser humano tem suas crenças, culturais, familiares e sociais e, por isso, a interpretação pode acabar sendo individualizada. Em um cenário onde a saúde mental e os riscos psicossociais nas empresas estão cada vez mais em pauta, vale mais resolver com método do que no grito. Investir em desenvolvimento de comunicação, liderança e trabalho em equipe vai além de ser um diferencial, é preventivo e necessidade estratégica.
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