Cinco locais para se sentir em um Palácio em Salvador
Entre salões imponentes, fachadas históricas e casarões preservados, endereços da capital transformam simples visita em viagem por outras épocas

Salvador guarda parte de sua história para além dos museus e igrejas. Ela também está nas fachadas monumentais, nos salões cuidadosamente preservados e nos casarões que atravessaram diferentes períodos da cidade e ainda hoje mantêm viva a imponência de outros tempos.
Alguns desses espaços ganharam novos usos sem perder a essência arquitetônica. Antigas residências, construções históricas e edifícios restaurados passaram a abrigar experiências de gastronomia, arte, cultura e hospedagem, aproximando o patrimônio da rotina de quem vive ou visita a capital baiana.
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Essa valorização também acompanha um momento positivo para o turismo no estado. Segundo o Boletim de Turismo da Bahia, o setor registrou crescimento de 1,7% no primeiro trimestre de 2026, reforçando o interesse por experiências que vão além dos roteiros tradicionais.
Em meio a esse patrimônio, alguns endereços se destacam pela capacidade de transportar o visitante para outra época.
Confira cinco lugares em Salvador que proporcionam essa viagem por outras épocas:
1 ● Palacete Tira-Chapéu (@palacetetirachapeurestauro)

Localizado na esquina da Rua Chile com a Rua do Tira-Chapéu, no Centro Histórico, o Palacete é um dos edifícios mais marcantes da região. Inaugurado em 1917, o imóvel foi projetado pelo arquiteto Rossi Baptista e apresenta elementos da arquitetura eclética, com fachadas ornamentadas, colunas, capitéis, volutas, atlantes e um torreão que reforça sua imponência.
Hoje, o espaço foi transformado em um complexo cultural e gastronômico, reunindo restaurantes, bares, galeria de arte, enoteca e ambientes para eventos. A proposta faz com que uma construção originalmente ligada à história do comércio baiano ganhe uma nova função sem abandonar a atmosfera de outros tempos.
A combinação entre arquitetura, gastronomia e arte faz do Palacete um dos endereços em Salvador onde a experiência começa antes mesmo de chegar à mesa.
2 ● Academia de Letras da Bahia (@academiadeletrasdabahia)

Fundada em 7 de março de 1917, a Academia de Letras da Bahia nasceu com a missão de cultivar a língua e a literatura nacionais e preservar a memória cultural baiana. Desde 1983, a instituição ocupa o Palacete Góes Calmon, antigo casarão da família Góes Calmon que também já abrigou o Museu de Arte da Bahia.
Entre os casarões que preservam a memória e a tradição de Salvador, a Academia de Letras da Bahia se destaca como um dos espaços mais emblemáticos da cidade. Instalado em um edifício histórico, o local reúne arquitetura, literatura e cultura em um mesmo cenário, convidando o visitante a conhecer de perto um patrimônio que atravessa gerações.
3 ● Palácio da Aclamação (@cerimonialpalaciodaaclamacao)

No Campo Grande, o Palácio da Aclamação guarda uma das atmosferas mais próximas da ideia tradicional de um palácio. O imóvel foi utilizado como residência oficial dos governadores da Bahia entre 1917 e 1967 e integra o patrimônio histórico do estado.
Mesmo antes de conhecer sua nova fase cultural, a construção permite imaginar a rotina da elite política baiana de outras décadas, entre salões ornamentados e ambientes pensados para receber autoridades e grandes eventos.
4 ● Fera Palace Hotel

No Campo Grande, o Palácio da Aclamação guarda uma das atmosferas mais próximas da ideia tradicional de um palácio. O imóvel foi utilizado como residência oficial dos governadores da Bahia entre 1917 e 1967 e integra o patrimônio histórico do estado.
Mesmo antes de conhecer sua nova fase cultural, a construção permite imaginar a rotina da elite política baiana de outras décadas, entre salões ornamentados e ambientes pensados para receber autoridades e grandes eventos.
5 ● Solar do Unhão – MAM Bahia

O Solar do Unhão reúne história, arquitetura, arte e paisagem em um dos conjuntos mais singulares de Salvador. O complexo arquitetônico, originário do século XVII, foi tombado como Patrimônio do Brasil pelo Iphan em 1943.
A escadaria monumental de pedra, os antigos edifícios, o mar e o entorno do MAM fazem do Solar do Unhão um lugar que parece existir fora do tempo. No fim da tarde, a experiência ganha ainda outro elemento: o pôr do sol sobre a Baía, que reforça a grandiosidade do cenário. A região também recebe eventos culturais, como o JAM no MAM.
Do Centro Histórico ao Campo Grande e à Avenida Contorno, esses cinco endereços revelam diferentes capítulos da história da capital baiana. São lugares em que arquitetura e memória se transformam em experiência e mostram que, em Salvador, caminhar pela cidade também pode ser uma forma de viajar no tempo.
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