Quatro filmes de romance nacionais e totalmente fora dos clichês


Foto: Divulgação

1. Era Uma Vez…

Dé (Thiago Martins) mora na favela do Cantagalo, em Ipanema. Filho da empregada doméstica Bernadete (Cyria Coentro) e abandonado pelo pai, ele viu seu irmão Beto ser assassinado por um traficante e seu outro irmão, Carlão (Rocco Pitanga), ser exilado da favela pelos bandidos. Decidido a não seguir o caminho do crime, Dé trabalha vendendo cachorro-quente num quiosque da praia.

De lá da praia, ele observa Nina (Vitória Frate), filha única de uma família rica que mora na Vieira Souto, rua em frente à praia de Ipanema. Os dois se conhecem e acabam encantados um pelo outro. Porém, as diferenças entre seus mundos de origem geram diversas críticas e preconceitos velados.

Era Uma Vez é um retrato de diversas problemáticas sociais brasileiras unidas a uma trama intensa de um romance jovem que poderia encarar os mesmos bloqueios independente das idades.

O filme recria uma clássica história que, ao chegar ao final, pode ser relembrada por qualquer espectador. Ainda assim, em Era Uma Vez todo o sentido acaba sendo diferente.

  • Gênero: Romance
  • Duração: 1h56
  • Onde assistir: Globoplay
  • Lançamento: 2008
  • Direção: Breno Silveira
  • Nacionalidade: Brasileira

2. Talvez Uma História de Amor

Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio liga para a secretária eletrônica e ouve um recado perturbador. É uma mensagem de Clara, comunicando o término do relacionamento dos dois. Virgílio, contudo, não faz a menor ideia de quem é Clara.

Perturbado devido ao seu jeito metódico e controlador, ele não se lembra de ter se relacionado com ninguém, mas todos ao seu redor pareciam saber do relacionamento dos dois, perguntando como ele está se sentindo com o término. Agora, ele precisa encontrar essa mulher misteriosa.

Assim é a trama de Talvez uma História de Amor, adaptação do livro do escritor francês Martin Page que traz nas entrelinhas diversas lições e críticas sobre os relacionamentos humanos atuais. Leve, a obra se propõe a deixar quentinhos aqueles corações que estão em dúvida sobre o amor.

Clique aqui para conferir uma crítica aprofundada e sem spoilers (para enxergar o filme de outras maneiras).

  • Gênero: Romance
  • Duração: 1h45
  • Onde assistir: Prime Video
  • Lançamento: 2018
  • Direção: Rodrigo Bernardo
  • Nacionalidade: Brasileira

3. Todas as Canções de Amor

Ana e Chico são recém-casados e se mudam para um apartamento de um edifício no centro de São Paulo, onde outro casal, Daniel e Clarisse, viveram há 20 anos. Em meio à mudança, Ana e Chico encontram um aparelho de som 3 em 1 com uma fita cassete com a frase: “todas as canções de amor”. Eles montam o aparelho, colocam a fita para escutar e as histórias dos dois casais se entrelaçam, em dois tempos e em um mesmo local.

A obra exibe como o diálogo pode se tornar algo mais simples através de limites combinados. A trama passeia por problemas de ambos os casais e mostra, ainda, como intimidade é sobre não sentir agonias.

As letras das músicas se conectam com as reflexões abordadas pelos relacionamentos, ampliando as lições deixadas pelo longa. Para quem busca um filme mais curto, porém intenso, é a pedida ideal.

  • Gênero: Romance
  • Duração: 92 minutos
  • Onde assistir: Telecine Play, iTunes, Looke, Google Play e YouTube Filmes
  • Lançamento: 2018
  • Direção: Joana Mariani
  • Nacionalidade: Brasileira

4. Romance

Ana e Pedro, dois jovens atores, se apaixonam durante a montagem teatral do Romance de Tristão e Isolda. Ao mesmo tempo em que recriam a história do casal mítico, eles tentam descobrir para si próprios uma nova forma de se relacionar, que seja menos trágica e mais livre, porém carregada da mesma emoção. Ao narrar o romance contemporâneo de Ana e Pedro, tendo como pano de fundo o romance clássico de Tristão e Isolda, Romance é uma história de amor e uma história sobre o amor.

A noção de que a chave de qualquer relacionamento é ter limites combinados e atualizá-los está nas entrelinhas da trama, sendo bem definida pela frase: “Não existe peito aberto com mente fechada. Não existe mente aberta sem limites combinados.” (do livro Depois Daquilo).

  • Gênero: Romance
  • Duração: 1h45
  • Lançamento: 2008
  • Direção: Guel Arraes
  • Nacionalidade: Brasileira

Leia mais sobre Não Óbvio no iBahia.com e siga o portal no Google Notícias.

Veja também: