Esporte

Será que estamos assistindo à Série B mais difícil de todos os tempos? Saiba o porquê!

Além de comemorar o acesso, equipe que conquistar o título deste ano terá muitos motivos para se orgulhar

Sílvio Tudela
23/05/2022 às 9h00

4 min de leitura

Falem o que quiserem, mas o futebol brasileiro consegue ser realmente incomparável. Que país do mundo com grande tradição neste esporte consegue reunir em sua 2ª Divisão (Série B) uma quantidade de times com tamanhas distinções nacionais e internacionais, para além de seus domínios estaduais e regionais? Não há Alemanha, Itália, França, Espanha ou Inglaterra com neste mesmo patamar.

Na edição deste ano, os deuses dos estádios resolveram brincar com o “torcedor rebaixado” e colocar frente a frente times com títulos grandiosos, torcidas extremamente apaixonadas e rivalidades quase centenárias. Há conquistas de todos os níveis, com clubes de quase todas as regiões do Brasil.

Em 2022, a região Sudeste é a detentora do maior número de representantes na Série B, com sete equipes. Na sequência, as regiões Sul e Nordeste contam com seis participantes cada, enquanto uma equipe goiana representa a região Centro-Oeste. De fora, somente a região Norte.

Só para ficar num único duelo deste ano, Grêmio e Cruzeiro, juntos, somam 27 títulos de expressão nacional e internacional e fazem um dos maiores confrontos desta histórica Série B.

O Tricolor Gaúcho vem com uma Copa Intercontinental (1983), três Libertadores da América (1983, 1995 e 2017), duas Recopas Sul-Americanas (1996 e 2018), dois Campeonatos Brasileiros (1981 e 1996), cinco Copas do Brasil (1989, 1994, 1997, 2001 e 2016) e uma Supercopa do Brasil (1990). São 14 títulos.

Foto: Acervo Silvio Tudela

Já a Raposa traz na bagagem duas Libertadores da América (1976 e 1997), uma Recopa Sul-Americana (1998), quatro Campeonatos Brasileiros (1966, 2003, 2013 e 2014) e seis Copas do Brasil (1993, 1996, 2000, 2003, 2017 e 2018). Nada menos que 13 conquistas.

Por fora desses gigantes que disputam a Série B, porém não menos grandioso, vem o Vasco da Gama, com a Libertadores da América 1998, a Copa Mercosul 2000, quatro Campeonatos Brasileiros (1974, 1989, 1997 e 2000) e a Copa do Brasil 2011. Ao todo, sete títulos muito importantes.

Para a Série B deste ano, o Bahia carrega dois Campeonatos Brasileiros (1959 e 1988), o Sport ostenta dois títulos nacionais (Campeão Brasileiro de 1987 e Campeão da Copa do Brasil de 2008), o Guarani vem com o histórico Campeonato Brasileiro de 1978, o primeiro – e até hoje único – campeão brasileiro do interior, e o Criciúma chancelado pelo título da Copa do Brasil de 1991. Mais seis triunfos.

Em termos internacionais, a Chapecoense tem em seu currículo o título de Campeão da Copa Sul-Americana de 2016. A partida final contra o Atlético Nacional foi cancelada após a equipe catarinense perder jogadores, comissão técnica e dirigentes em trágico acidente aéreo. Num ato de solidariedade, a Chape foi declarada campeã após o time colombiano solicitar a entrega da taça à equipe.

Ao todo, são 42 títulos de expressão distribuídos entre nove clubes para quatro vagas de acesso, se considerarmos o heroico vice-campeonato da Ponte Preta na Copa Sul Americana de 2013.

Com destaques em seus estados de origem e campeonatos regionais, porém não fora da disputa em pleitear o acesso, estão Brusque (SC), CRB (AL), CSA (AL), Ituano (SP), Londrina (PR), Náutico (PE), Grêmio Novorizontino (SP), Operário (PR), Sampaio Corrêa (MA), Tombense (MG) e Vila Nova (GO).

Se os favoritos no papel e nos números se confirmarem na Série A de 2023, teremos, certamente, também no ano que vem, mais uma difícil jornada para os que sobreviverem.

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