Tensão nos bastidores: mundial de 2026 está distante, mas já tem polêmicas


Foto: Reprodução

Das 32 seleções que iniciaram a Copa do Mundo, 20 já deram adeus à competição – antes mesmo que o Brasil inicie, daqui a pouco, sua jornada de quatro jogos eliminatórios para levantar o sonhado Hexacampeonato. Apesar das críticas da comissão técnica porque a Seleção Brasileira teve pouquíssimos dias para descansar após o jogo contra Camarões até o primeiro confronto das Oitavas, a Alemanha, carrasca de 2014, e a Bélgica, algoz de 2018, vão ter um excelente descanso de quatro anos, até que a próxima edição aconteça.

Enquanto as partidas no Qatar vão acontecendo no ritmo frenético da competição e a zebra do deserto vem aprontando para as tradicionais potências do futebol, duas seleções – Canadá e México – já se despediram da competição na primeira fase e a equipe dos Estados Unidos, a esta hora, pode estar voltando para casa. Os três países têm um objetivo maior que montar um time mais competitivo que o desta edição: preparar toda a infraestrutura para sediarem juntas o Mundial em 2026.

Como fatos inéditos, a XXIII edição da Copa do Mundo será a primeira em que o torneio ocupará um continente inteiro (a América do Norte), ocorrerá de forma compartilhada por três países diferentes, e terá 48 equipes participando, um aumento de 50% de nações que disputam o evento desde a Copa da França, em 1998, quando o modelo com 32 seleções foi adotado.

Segundo a Fifa, a fase de grupos terá 16 grupos com três seleções cada, em que os dois melhores avançam para a fase final, já em sistema de mata-mata, iniciando pelos Dezesseis-Avos de Final, com 32 seleções. Com isso, o número de partidas na competição aumentará de 64 para 80, mas o número de jogos dos finalistas continuará sendo sete, o mesmo com as 32 seleções, porém com uma partida da fase de grupos atual sendo substituída por mais uma disputa em mata-mata.

A proposta de expansão para 48 seleções sofreu forte oposição das confederações e associações de clubes, que previram prejuízos financeiros e um maior desgaste dos atletas. Mas uma crítica pertinente é que, no formato com três seleções por grupo, aumenta em muito o risco de conluio entre as duas equipes que jogarão a última rodada, pois o outro adversário estará em pausa. Gianni Infantino, presidente da Fifa, já chegou a sugerir que os jogos da fase de grupos que terminarem empatados sejam decididos por pênaltis, o que elevará o nível de tensão.

Sem a definição precisa da quantidade de vagas por confederações, motivo que também é tratado de forma aguerrida nos bastidores, o que se sabe até o momento é que o evento retornará ao seu período tradicional de realização, entre junho e julho. Os Estados Unidos sediarão partidas em 11 cidades-sede (Seattle, San Francisco / San Jose, Los Angeles, Kansas City, Dallas, Atlanta, Houston, Boston, Philadelfia, Miami, e New York / New Jersey). O México sediará jogos em três locais (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey). O Canadá contará com duas cidades-sede (Vancouver e Toronto).

Apesar de especulações e brigas de bastidores entre os três países, o mais provável é que o México receba o jogo inicial, já entrando para a história como o primeiro país a sediar o torneio em três ocasiões (1970, com o Tricampeonato do Brasil, e 1986, quando a Argentina conquistou seu Bicampeonato Mundial).

Já os Estados Unidos voltam a receber o torneio pela segunda vez, após 32 anos, quando o Brasil garantiu seu Tetracampeonato, em 1994, e deve receber todos os jogos a partir das Quartas de Final e a grande decisão. Ao Canadá, que será anfitrião pela primeira vez e deveria possuir a prioridade, caberá a realização do menor número de partidas disputadas em seu território. Aguardemos!

Leia mais sobre Esportes no iBahia.com e siga o portal no Google Notícias.