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Grandes mães

Mães de muitos: conheça a história de mulheres com filhos do coração

Dulce Maria e Iraci Lopes são 'Mães de muitos' no Lar da Criança, localizado no bairro de Vila Laura, em Salvador

Isadora Gomes • 12/05/2024 às 8:00 - há XX semanas

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A maternidade vai muito além do vínculo biológico, e algumas mulheres desempenham esse papel fundamental na vida de diversas crianças de maneiras diferentes. Destacamos aquelas que acolhem, cuidam e orientam tendo o amor incondicional, que transcende os laços sanguíneos, como base. Neste Dia das Mães, o iBahia foi em busca de mulheres que são “Mãe de muitos” e mergulhamos na história inspiradora das mães do Lar da Criança, que construíram um legado de afeto e cuidado pelos filhos do coração.


				
					Mães de muitos: conheça a história de mulheres com filhos do coração
Dulce Maria Goulart, mãe do Lar da Criança. Foto: Arquivo Pessoal

'Mães de Muitos': a jornada de Dulce Maria

Dulce Maria Goulart de Freitas, ainda na adolescência, desejava construir um espaço para receber menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade. Na fase adulta, ela foi servidora pública da Primeira Vara da Infância em Salvador e convivia com a realidade de milhares de crianças e adolescentes.

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O que era um sonho de uma jovem se torna realidade em 1963, com a criação do Lar da Criança, casa de acolhimento no bairro de Cosme de Farias.


				
					Mães de muitos: conheça a história de mulheres com filhos do coração
Dulce Maria Goulart, mãe do Lar da Criança. Foto: Arquivo Pessoal

O Lar da Criança, instituição filantrópica, iniciou o trabalho com foco no acolhimento de crianças órfãs em situação de vulnerabilidade. A idealizadora e fundadora, Dulce Maria, nunca teve filhos biológicos, mas optou pela dedicação de uma vida inteira aos filhos do coração e à instituição que tanto sonhou.

Com todo amor e carinho, essas crianças encontraram um lar, uma família e tinham Dulce como uma mãe. “Hoje adultos, a gente vê um filho daqui do lar com 34 e 54 anos, ainda referenciar ela como ‘minha mãe’. Então, eu posso dizer que ela foi uma mãe na vida dessas crianças.” relata a coordenadora atual do lar, Iraci Lopes, em entrevista ao iBahia.

Em 1999, Dulce Maria faleceu e o legado passou de uma ‘mãe do coração’ para outra mãe. A pedagoga Iraci Lopes de Souza Coimbra assumiu este trabalho especial no Lar da Criança. “Algo me tomou de uma forma que eu não tive como dizer não para essa obra. Foi um desafio grande, aliás, o meu primeiro desafio da minha vida foi ter essa obra na minha mão para conduzir até então”, comenta.


				
					Mães de muitos: conheça a história de mulheres com filhos do coração
Iraci Lopes é uma 'Mãe de muitos'. Foto: Arquivo Pessoal

'Mães de Muitos': a dedicação de Iraci Lopes

Com dois filhos biológicos, Iraci Lopes é coordenadora da instituição e adotou um recém-nascido que chegou às suas mãos no Lar da Criança. Hoje, toda sua família constituiu ligações e laços com o Lar e os filhos da casa. “É minha fonte inspiradora, por ele (filho adotivo) e pelos outros, eu posso dizer que todos eles saíram de mim, porque é o mesmo carinho, o mesmo amor” diz ela.

Em nova casa, no bairro de Vila Laura, a instituição filantrópica é mantida através de uma força-tarefa composta por Iraci, colaboradores e os jovens acolhidos pelo lar, que cuidam com todo carinho para manter e valorizar o legado de Dulce Maria.

“Todas as mudanças que fizemos na casa foram com o olhar: ‘Se filho meu fosse, dormiria nesta cama, moraria nesse espaço escuro, sem luz, sem cor?’” reflete a coordenadora sobre o cuidado em construir um lar acolhedor.


				
					Mães de muitos: conheça a história de mulheres com filhos do coração
Iraci Lopes é uma 'Mãe de muitos'. Foto: Arquivo Pessoal

É comum, aos 18 anos, os jovens deixarem as casas de acolhimento, por completarem a maioridade. No Lar da Criança, a missão é diferente. Aos 18 anos, o trabalho com os jovens não termina, eles recebem suporte e já saem com emprego e com uma casa.

“No Lar, os filhos são criados com os filhos de uma águia. Que é levado para o topo, para o maior monte, e lá de cima, é ela que ensina o primeiro voo dos seus filhotes. Então, é isso que eu quero para cada jovem aqui aos seus 18 anos. Vamos levar ele para uma casa. Deixar acolhido, até que eles possam voar com as suas próprias asas. E assim a gente faz” explica Iraci sobre a missão do Lar.

Mulheres como Dulce Maria e Iraci Lopes são a prova de que ser mãe vai muito além dos moldes tradicionais. A dedicação de anos em cuidar e acolher seus filhos são dons que carregam história, inspiração e ensinam muito sobre o verdadeiro amor de mãe.

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