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BAHIA

Contrato provisório garante continuidade do atendimento no Aristides Maltez

A Liga Bahiana contra o Câncer aceitou proposta da Secretaria Municipal da Saúde (SMS)

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05/03/2012 às 17:03 • Atualizada em 27/08/2022 às 13:16 - há XX semanas
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Acordo provisório garantiu funcionamento do Hospital
Depois de anunciar que poderia fechar as portas do Hospital Aristides Maltez devido ao acúmulo de dívidas, a Liga Bahiana Contra o Câncer, responsável pela administração do local, aceitou a proposta feita pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), nesta segunda-feira (05). Na reunião, realizada com intermédio do Ministério Público, foi assinado um contrato provisório pelo período de três meses em que a prefeitura de Salvador vai pagar três parcelas de R$ 530 mil referentes a 2010. Este valor repassado deverá manter o funcionamento do hospital até que seja fechada uma proposta definitiva com o Ministério da Saúde. A expectativa é de que o Hospital possa ser enquadrado à Portaria 3.024 do Ministério. Caso isso aconteça, o Hospital, por se tratar de um instituição que possui caráter filantrópico e realiza atendimento exclusivo pelo serviço público, poderá ter um aumento de 20% no orçamento. VEJA TAMBÉMDívida pode levar Hospital Aristides Maltez a fechar as portas Aristides Maltez quer aumento de R$ 950 mil em novo contrato Reunião no Ministério Público vai decidir destino do Aristides Maltez Município e Estado vão a Brasília pedir pelo Aristides Maltez O Aristides é o único especializado em tratamento de câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na Bahia. O montante da dívida na Bahia seria de cerca de R$ 13 milhões. Os débitos principais estão relacionados à compra de medicamentos, de materiais cirúrgicos e também do pagamento de funcionários. A unidade hospitalar atende diariamente cerca de três mil pacientes no ambulatório e possui 218 leitos. No momento, a taxa de ocupação é de 90%. O Aristides é o único especializado em tratamento de câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde) na Bahia. O montante da dívida na Bahia seria de cerca de R$ 13 milhões. Os débitos principais estão relacionados à compra de medicamentos, de materiais cirúrgicos e também do pagamento de funcionários. A unidade hospitalar, que possui 218 leitos, realizou 9,5 mil cirurgias no ano passado, atendendo a 11.400 mil pessoas, com 169 mil aplicações de radioterapia, em 21.200 mil ciclos de quimioterapia. No momento, a taxa de ocupação é de 90%. Um dos argumentos para a não renovação do contrato com a Secretaria foi o pagamento inferior, de R$ 6,294 milhões, ao que a Liga considerava como o necessário, de R$ 7,6 milhões. Além disso, o novo contrato não mencionava também as dívidas pendentes e ampliação do atendimento. O HAM tem, no quadro de funcionários, 143 médicos e outros 943 funcionários.

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