O maior Carnaval de rua do mundo alcançou índices inéditos em 2026 também no que diz respeito ao cuidado. O Salvador Acolhe, serviço da Prefeitura de Salvador voltado ao cuidado integral dos filhos e filhas de trabalhadores envolvidos com a festa, atingiu um novo recorde com o acolhimento de mais de 600 crianças e adolescentes, alcançando uma taxa de ocupação de 100,2%.

O resultado confirma uma tendência estrutural de crescimento da demanda. Em 2024, o pico máximo foi de 470 acolhidos; em 2025, de 549; e, em 2026, o número chegou a 601 até o dia 18 de fevereiro, representando um crescimento acumulado de 27,9% em relação a 2024.
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Inaugurada em 2013, esta política pública de acolhimento em grandes eventos agregou, nos últimos três anos, mais serviços, fortalecendo a sua estrutura. Durante o Carnaval, o serviço funcionou 24 horas por dia, da abertura oficial, na quinta-feira, até a Quarta-feira de Cinzas.

A secretária de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), Fernanda Lordêlo, destacou que ultrapassar a marca de 600 vagas demonstra a credibilidade do serviço junto às famílias trabalhadoras do Carnaval.
“Esse recorde é reflexo de uma gestão que trata a proteção das crianças como prioridade e que faz política pública com responsabilidade e presença. É um trabalho de muitas mãos, com parcerias, órgãos públicos e equipes que atuam 24 horas por dia, com muita dedicação, para garantir que cada criança se sinta segura, acolhida e confortável enquanto mães e pais trabalham nos sete dias oficiais de Carnaval”, afirmou a secretária.

Crianças e adolescentes de 0 a 17 anos foram acolhidos gratuitamente em cinco escolas localizadas próximas aos circuitos oficiais da festa, visando facilitar o acesso e a visita dos pais e responsáveis. As unidades foram equipadas com berçários, áreas de descanso, atividades lúdicas, educativas e esportivas, alimentação, além de atendimento médico e odontológico especializado e acompanhamento com equipe multidisciplinar.
Do total de atendidos, 55% são meninos e 45%, meninas. No recorte racial, 91% das crianças e adolescentes acolhidos são pretos ou pardos, e 63% informaram que a família recebe algum tipo de benefício social. O serviço atendeu, ainda, 39 crianças e adolescentes com deficiência, sendo que 51% delas têm Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Entre os centros de acolhimento, a Escola Hildete Lomanto, localizada no Garcia, concentrou cerca de um terço dos atendimentos, figurando como uma das maiores unidades do programa. O perfil etário evidencia a forte demanda por cuidado infantil: 53% têm até 6 anos e 31% estão na faixa de 7 a 11 anos. Houve destaque para o público de 0 a 1 ano, com 76 bebês acolhidos (12,6% do total), o que demanda uma equipe dedicada e especializada.
A vice-prefeita Ana Paula Matos ressaltou a importância do Salvador Acolhe, especialmente para as mães solo. "Para as mulheres, é uma rede de apoio muito forte. Vimos, historicamente, mães levando crianças em isopores, e isso não acontece mais. Estamos aumentando o número de vagas ano a ano. Este ano, já abrimos com 600 e reforçamos a equipe no meio do percurso, justamente por conta do grande número de crianças pequenas", afirmou a vice-prefeita.

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