Na mira da Justiça, mansão de Didi segue à venda por R$ 18 milhões; confira os luxos do imóvel de 3 mil m² com heliponto e campo de futebol
Imóvel no Recreio dos Bandeirantes foi alvo de ordem de penhora por dívida de IPTU de R$ 676 mil, e Renato Aragão pede 30 dias à Justiça para negociar
A mansão de Renato Aragão, o Didi, 91 anos, no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, continua anunciada no mercado imobiliário por R$ 18 milhões, mesmo depois da ordem de penhora determinada pela Justiça por causa de uma dívida de IPTU. Nos stories do Instagram, a Muller Imóveis exibiu detalhes da propriedade, que tem 3 mil metros quadrados de área construída e quatro suítes.

O imóvel está no centro de uma disputa judicial que já ultrapassa R$ 670 mil em débitos do imposto. A situação despertou curiosidade sobre a residência do humorista, que está à venda desde 2023.
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Na quarta-feira (4), Renato Aragão e a esposa, Lilian Taranto Aragão, pediram à Justiça a suspensão por 30 dias do processo em que o Município do Rio de Janeiro cobra a dívida. O requerimento foi apresentado em conjunto com a Procuradoria-Geral do Município. As informações são da coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles.

Com o pedido, as partes querem que os prazos processuais fiquem paralisados e que nenhum novo ato seja praticado nos autos durante o período. Elas também solicitam a prorrogação do prazo para que o humorista possa impugnar, ou seja, contestar, a decisão que determinou a penhora da casa.
Segundo a manifestação apresentada à Justiça, o motivo é que os envolvidos estão em "fase avançada" de negociação de um termo de transação individualizada. Na prática, trata-se de um acordo personalizado para regularizar o débito atribuído ao artista.
O pedido ainda será analisado pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital. Até o momento, não há confirmação de que a suspensão tenha sido aceita.
Procurada anteriormente, a assessoria de imprensa do humorista, gerenciada pela Renato Aragão Produções Artísticas, informou que as questões jurídicas e financeiras do artista, incluindo o débito de IPTU, eram acompanhadas por seus advogados e que o valor seria integralmente quitado.
Como é a mansão de Renato Aragão

A propriedade fica no Pontal Oceânico, no Recreio dos Bandeirantes. São cerca de 3 mil m² de área construída, em um terreno com mais de 400 mil m². O complexo conta com guarita de controle de acesso, heliponto e garagem para dez carros.
No primeiro piso, a casa reúne sala de estar com mais de 100 m², sala de jantar, biblioteca, dois escritórios, bar, adega, chapelaria, sala de costura, três lavabos, copa-cozinha com armários planejados, área de serviço e quatro dependências completas. No segundo andar ficam as quatro suítes, sendo a master equipada com closet e salão de banho com banheira de hidromassagem.
A área externa inclui piscina, churrasqueira, salão de festas, salão de jogos, quadra de tênis, quadra poliesportiva, campo de futebol, pomar e jardins com paisagismo.
Tentativa de venda

A mansão está à venda desde 2023 e chegou a ser anunciada por valores acima de R$ 16 milhões, até alcançar os atuais R$ 18 milhões. Enquanto isso, as parcelas mensais do IPTU variavam entre R$ 10 mil e R$ 11 mil.
Entenda o caso

A Justiça do Rio ordenou a penhora da mansão em decisão assinada pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres no último dia 27. O caso foi divulgado pelo colunista Valmir Moratelli, da Veja. A decisão trata de débitos de 2021, 2022 e 2023, que hoje somam cerca de R$ 676 mil.
A Prefeitura do Rio havia ajuizado a ação de execução fiscal em dezembro de 2025, para cobrar R$ 548.283,69. Com a correção, o valor chegou ao patamar atual. Em 9 de janeiro, a juíza determinou que o humorista fosse citado para pagar em cinco dias, e uma carta foi enviada ao endereço do próprio imóvel cobrado.
Em 28 de abril, a Prefeitura voltou a se manifestar nos autos e pediu que Renato fosse citado pessoalmente por um oficial de Justiça, caso a carta não surtisse efeito. O município solicitou ainda que, se o artista não fosse localizado, fosse autorizada a citação por edital, além do arresto da mansão, medida que busca resguardar bens para garantir o pagamento de uma dívida.

Segundo a decisão, o humorista já havia sido citado, mas não pagou. Por isso, a magistrada mandou expedir um mandado para que um oficial de Justiça faça a penhora e a avaliação do imóvel. A esposa do artista também deve ser intimada e foi nomeada depositária da propriedade, o que a torna responsável por conservar a mansão até nova determinação da Justiça. Depois de intimado, Didi terá 30 dias para apresentar embargos à execução, recurso que permite contestar a cobrança.

A penhora, no entanto, não significa que a mansão já foi a leilão nem que a propriedade foi transferida.
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