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Ator diz que câmera do voo de parapente em que irmã morreu sumiu

Jovem de 24 anos morreu depois de cair de altura de mais de 30 metros. Polícia do Rio vai fazer perícia no parapente e nas correias de segurança

• 26/03/2012 às 10:14 • Atualizada em 27/08/2022 às 23:31 - há XX semanas

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O ator Fabrício Boliveira, irmão da jovem Priscila, que morreu no fim da tarde de domingo (25) após cair de parapente em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, afirmou que a câmera normalmente levada nesse tipo de voo, e que pode ter registrado o acidente, desapareceu . "Tem uma câmera sumida, que é a câmera que ela carregou durante o voo. Eu quero que essa câmera apareça e que se faça justiça. Se esse cara não estava preparado para poder fazer um voo desse, não tinha de fazer", disse ele em relação ao instrutor. A polícia vai fazer perícia no parapente e nas correias de segurança para tentar entender o que aconteceu. Priscila, de 24 anos, que morava na Bahia e passava férias no Rio, teria despencado de uma altura de aproximadamente 30 metros, durante um voo duplo, segundo testemunhas. O instrutor não sofreu ferimentos. Na noite de domingo, o advogado do instrutor Alna Figueiredo, Marco Aurélio Gomes Araújo, ao deixar a 15ª DP (Gávea), onde seu cliente prestou depoimento, disse que o instrutor viu algo errado no equipamento de segurança de Priscila segundos depois da decolagem. Ele disse ainda que a dupla já havia caído antes de saltar e por isso houve duas decolagens. Segundo o advogado, o instrutor tem 12 anos de profissão. “O instrutor está muito abalado e nós estamos colaborando com a autoridade policial. Não houve falha humana. Ele disse que agarrou a Priscila como podia, com as pernas e com os braços, porque o interesse dele era ir para água. Houve duas decolagens, na primeira, o parapente caiu na rampa, eles voltaram e não sabemos se a Priscila mexeu nos equipamentos que prendem ela. Depois eles voltaram para rampa e eles fizeram uma segunda decolagem. Essa segunda decolagem foi certa. O que ele disse foi que, quando ele decolou, ela estava mais abaixo e percebeu que ela estava escorregando, então agarrou ela. Quando se voa, tem que segurar os comandos do parapente. Ele deixou os comandos soltos para segurar ela”, disse o advogado. Amigos acreditam em falha na segurançaAmigos da vítima acreditam que houve falha em equipamentos. O Clube São Conrado de Voo Livre, responsável pelo salto, nega. A assessoria do clube lamentou o ocorrido e alegou que foi “uma fatalidade". O clube informou que “o índice de incidentes é muito baixo. Todos os instrutores tomam todas as precauções necessárias para a segurança das pessoas. Acidente como esse nunca ocorreu”. Vinícius Cordeiro, diretor de Comunicação do Clube São Conrado de Voo Livre, disse que eles também vão investigar o caso. “Aconteceu uma fatalidade.O voo livre está chocado com isso, a gente sente a dor dessa família, nunca aconteceu antes na história do voo livre no Rio de Janeiro e a gente tem que descobrir o que aconteceu”, disse Vinícius. As informações são do G1.

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